Pra variar, 2017

20 de dezembro de 2017



Um hábito que tenho há anos, mas reforcei em 2017 foi o de escrever no papel, sobre basicamente tudo. 
Usei muito minha agenda, anotei muita coisa, fiz muita lista, organizei muito meus dias, semanas e meses, e passei a escrever não apenas as coisas óbvias, como organização, por exemplo, mas também coisas que eu achava importante para mim, não importa se não é um costume geral escrever sobre aquilo.

Esse ano também eu criei uma newsletter com a minha irmã Débora e ando escrevendo mais do que aqui. A última que enviei até agora falava sobre olhar as coisas boas do ano de 2017, inspirada nisso eu resolvi deixar escrito na minha agenda desse ano uma lista de coisas boas que me aconteceram, sejam elas consideradas grandes, sejam elas consideradas pequenas.

Acontece que quando fiz isso me peguei analisando esse ano que passou, e é incrível o quanto é verdade isso dos dias irem acontecendo e junto deles nossas vivências e a gente nunca parar simplesmente para pensar, pensar sobre o que passou, sobre o agora, sobre o que queremos. A gente não tira um tempo de análise. Muitas das vezes nos cobramos demais, mas não analisamos o quanto já melhoramos, tanto em pontos aleatórios quanto nesses em que nos cobramos, porque não paramos para pensar sobre, sobre nada, nunca. 

Comecei a lista e tanta, mas tanta, mas tanta coisa aconteceu! E eu te juro que eu não fazia ideia, é claro que eu sabia que tinha feito uma viagem incrível com as minhas irmãs para a Bahia, ou que havia começado a trabalhar em um museu que eu amo, mas foi tão mais que isso, tanta coisa corriqueira também e que é grande, e que é boa!

Eu me surpreendi com a minha própria vida, a sensação foi que eu tive um ano incrível demais e não tinha me dado conta, e se não tivesse parado nesse momento, esse ano ia passar despercebido por mim e quando me perguntasse sobre 2017 só iria dizer que foi um bom ano, mas hoje eu posso dizer que ele foi muito melhor que um simples "bom ano", ele foi especial para mim por diferentes motivos. Um monte deles.

Eu não ter reconhecido ainda isso nele me fez parecer que eu não o tinha vivido em toda a sua itensidade. Eu vivi cada uma dessas boas coisas que me aconteceram de forma intencional, mas eu não ter reconhecido que cada uma delas foi boa para mim e me fez ter um ano inteiro completamente bom não me permitia enxergar 2017 da forma como eu enxergo agora, com um sorriso no rosto como se tivesse sido meu último presente para finalizar bem esse ano, o melhor presente, perceber e ter a total consciência que esses meses me mudaram, me mudaram, me mudaram e me trouxeram tanta coisa incrível, que eu já me habituei e não fui tão grata.

Eu conheci umas pessoas tão especiais, tão queridas, que me trouxeram mais para perto de onde eu desejava estar.
Eu fiz umas viagens maravilhosas demais, únicas, mesmo.
Eu me apaixonei pelo Parque do Ibirapuera, porque andei de bicicleta lá pela primeira vez.
Eu me cansei das linhas de metrô de SP de tanto que rodei por elas.
Eu vi o show do Sigur Rós (!!!!!!!!!!!!!)
Eu descobri e passei a viver meu chamado na minha igreja local.
Eu comecei a estudar espanhol (!!!!)
Eu vi coisas lindas acontecerem às crianças do departamento onde trabalho na minha igreja local.
Meu irmão de Minas veio ao Rio de Janeiro pela primeira vez.
Eu fui aprovada no mestrado que eu queria.
Eu voltei a amar fotografia analógica.
Eu fui em Boipeba (!!!!)
Comecei a estudar francês.
Deus tratou de tristezas internas que nem eu sabia que me afetavam tanto.
Eu consegui ter um horário muito flexível trabalhando de casa.
E assim consegui sair muito mais com meus amigos.
Tomei café da manhã com a minha mãe algumas vezes por aí, e foi gostosinho demais fazer isso com ela.
Eu comecei o ano comemorando meu aniversário na praia.
Foi a primeira vez na vida que eu reuni todos meus amigos para comemorar meu aniversário.
Eu cresci muito, mas muito espiritualmente.
Eu li tanto quanto eu gostaria, e livros incríveis.
Eu li mais mulheres.

E a lista só continua. Mas a intenção aqui não é listar tudo de bom que me aconteceu, mas sim falar sobre eu não ter percebido elas. Você vê que algumas coisas saltam aos olhos mas outras podem passar despercebidas com facilidade? Igualmente com o seu ano.

Achamos que acontecem muito mais coisas ruins na nossa vida que coisas boas, mas muitas das vezes apenas não olhamos ou valorizamos as coisas boas tanto quanto focamos e valorizamos as coisas ruins.
Pelo menos nesse final de ano, vamos olhar para nós mesmos e para a única vida que temos a chance de viver e tentar reconhecer apenas os pontos bons e meditar sobre eles.
Foi um exercício que fiz sem imaginar o que viria e me surpeendi muito comigo mesma, com meu ano. Recomendo que você tire esse tempo apenas para analisar esses últimos meses e focar no que há de bom neles.

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