Sobre séries e mulheres #2

14 de agosto de 2016


Comecei a assistir Jane The Virgin depois de ser digitalmente influenciada -risos- pela Thereza Chammas no Melhor Grupo do facebook e pela minha amiga de trabalho. Simplesmente comi toda a primeira temporada. É uma série muito leve, carregada de humor junto com muito drama mexicano e com umas referências ao mundo pop graças ao Rogélio.

A protagonista é a Jane mas a história gira entorno dela e de sua família e é sobre isso que eu quero falar. Porque a família é formada por três mulheres, a própria Jane, sua mãe, Xiomara Villanueva, e sua abuela, Alba Villanueva. São personagens super bem construídas que formam uma família incrivelmente forte.

Jane é a mais nova das três mas ao mesmo tempo é muito madura. Sabe aquela pessoa que resolve tudo com listas (olá Rory?), que gosta de ter certeza quando toma uma decisão? Então, ela. Mas quando o assunto são pessoas queridas ela consegue muito bem abrir mão da razão e ir pelo sentimento, especialmente quando é pela sua família que é o que existe de mais importante pra Jane, mesmo que as vezes seja super difícil.
Ela tem uma sensibilidade muito grande em relação ao outro, visto a relação amigável que ela tenta ter o tempo todo com a Petra. 
Jane tem mil sonhos e se mostra uma mulher super forte em que luta por cada um deles, mesmo quando precisa lutar ao mesmo tempo por vários. Essa é uma das coisas que mais vejo de forma clara nela. Ela é uma mãe super forte com o Mateo como também se mostra super forte quando o assunto é correr atrás da carreira profissional dela. E esses dois pontos são mostrados de forma  genuína na série. A Jane é completamente humana, completamente como mil outras mães classe média que sofrem em querer ficar com os filhos o maior tempo possível mas ao mesmo tempo não podem esquecer que ela tem toda uma vida além do filho recém nascido e que não pode deixar tudo isso de lado. 

Mas Jane não seria tão forte e não conseguiria dar conta de tudo se não tivesse sua mãe, a Xiomara, ao seu lado.
Xiomara foi mãe nova, tendo que se virar muito cedo e acaba sofrendo um pouco de juventude tardia. Muitas vezes a Jane que precisa ser a mãe da relação e dar uns conselhos sérios ou impor limites. Mas todas as vezes que Xiomara precisou dar apoio para a filha, ela deu todo suporte necessário, especialmente suporte emocional. É ela que sempre compreende a Jane, dá conselhos e diz pra ela continuar quando ela quer parar ou diz para ela parar quando loucamente ela quer continuar. 

Mas nem Jane, nem Xiomara seriam essas mulheres incríveis, com todas suas qualidades se sobressaindo aos seus defeitos se não tivessem como exemplo a abuela, Alba Villanueva.
Alba pode ser rígida muitas vezes com toda sua crença, mas quando ela vê que precisa abrir mão disso pelo bem de sua filha ou sua neta, por mais difícil que seja, ela abre, e coloca sua família como prioridade. Ela trás a seriedade pra dentro de casa, trás a maturidade necessária, mas trás o conforto também. A abuela dá conselhos difíceis de serem ouvidos mas ela dá da maneira mais dócil que consegue sempre, porque dá com amor.

São três mulheres completamente diferentes e pra mim o que mais se destaca é o imenso respeito que elas tem umas pelas outras apesar dessas diferenças.
Elas brigam, mas conseguem manter o respeito em todo o tempo. E a maturidade com que lidam com as diferenças? Elas sempre, sempre, sempre conseguem conversar sobre o que causa tensão ou discordância e mesmo mantendo conclusões distintas ao fim da conversa, elas continuam se respeitando, respeitando os limites da vida da outra, e passam por isso.
É uma relação madura baseada no respeito, vêem?
É difícil você manter sua opinião quando difere da do outro e ainda conseguir ter uma conversa que termina bem mesmo que as diferenças se mantenham. Elas conseguem, e é de se admirar. 

Eu acabei a segunda temporada (a série ainda vai lançar a terceira) e foi bem interessante assistir essas relações de mães e filhas ao mesmo tempo que assistia (e continuo assistindo) Gilmore Girls e a relação de mãe e filha também existente nessa série.
É gostoso ver tanta representatividade assim ao mesmo tempo.

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