Projeto

Na varanda com as Bragas

domingo, dezembro 04, 2016
Eu entrei numa newsletter colaborativa com a minha irmã, a Debs, o que significa que muito provavelmente irei escrever muito mais por lá que por aqui.

O blog sem dúvida vai continuar no ar, e sinto que ocasionalmente eu voltarei aqui, mas no momento estou com vontade de escrever nessa outra plataforma.

Pra assinar é só clicar aqui: https://tinyletter.com/navaranda
Dica

Colônia Del Sacramento

segunda-feira, outubro 31, 2016

Nesse post eu falei um pouco sobre eu ir viajar nas minhas férias, e ali entre as duas capitais, da Argentina e do Uruguai, tinha Colônia Del Sacramento, essa cidade histórica que pertence ao Uruguai, mas fica à uma hora de Buenos Aires.

Você vê muito pela internet as pessoas falando que pra quem vai à Buenos vale a pena dar uma passada por lá, e amigos meus me indicaram passar por lá também, mas o conselho geral é fazer um bate e volta ou passar uma noite, como eu queria dias calmos nas minhas férias resolvi ficar duas noites, foi a melhor coisa.
Pra quem está com pressa, ok, fique uma noite, mas se você tem tempo e quer aproveitar com calma a cidade, eu indico fortemente fazer como eu e ficar dois dias e meio.

Eu peguei o barco pela seacat em Buenos Aires, e rapidinho, em 1h, cheguei em Colônia, às 9h da matina. Já sai pra andar pela cidade, e me apaixonar desesperadamente, porque cada rua de Colônia é uma nova visão linda pra gente se apaixonar.

Se comparada com as cidades históricas brasileiras que eu conheço não achei Colônia tão pequena assim, e além da beleza histórica, o que dá o grande diferencial à cidade são as várias paisagens que tem para o Río de la Plata, por isso à comparam muito com Paraty, entretanto a achei com um centro mais charmoso e com paisagens de uma forma geral mais belas que de Paraty, apesar de amar Paraty também.

O segredo por lá é andar, você acha que já passou nessa rua mas passa de novo, você vai ver uma nova entrada que nem havia reparado, entra e descubra mais um cantinho charmoso da cidade.

Mas o que há pra fazer por lá Sarah? Algumas coisas (que você acha por vários sites na internet, então não irei listar nada aqui), não muitas, essas eu anotei no meu roteiro mas meio que fui pulando uma por uma hahahaha eu só queria andar pela cidade e descobrir a beleza dela em si. A única coisa que não pulei foi subir no farol, que dá pra ter uma vista do alto de toda a cidade. De resto, basicamente ANDA! E pare pelos restaurantes pra dar uma descansada, pegar um wifi, recuperar as forças e continuar andando rs.

O farol, você paga 20 pesos e sobe.









Ao lado da porta de entrada da cidade velha, e pertinho do Beco de Santo




De uma ponta à outra da cidade histórica você pode ir beirando o rio, tendo vistas diferentes mas igualmente lindas, para sentar, ler um livro e ver o pôr do sol, como eu bem fiz. Meu lugar preferido para ver o sol se pondo foi no píer do lado leste da cidade.

No píer

O sol se pondo, visto do píer

O píer

O píer

Os restaurantes de Colônia são algo à parte também. Não é algo barato comer por lá, se de alguma forma compensa a comida pelo menos era sempre muito boa, e os restaurantes uma lindeza.

Pertinho da porta da cidade velha fica o Boca de Santo, era uma portinha aberta que eu olhei lá dentro, achei interessante e resolvi entrar, que lugar mais gracinha! É cheio de verde (com cheiro de flor), como se fosse uma grande casa com um jardim aberto pra você comer por lá. Eu entrei uma vez, só pra tomar um café, e no outro dia voltei pra comer um hambúrguer que estava muito gostoso.

Boca de Santo
Boca de Santo

Na rua onde fiquei hospedada tem o La Taza de Té, muito parecido com o Beco de Santo, eu estava andando pela rua e vi uma porta que dava para um restaurante, resolvi entrar também e conheci o espaço (fechado) mais lindo de Colônia! É realmente uma casa, com a sala, depois a cozinha, onde nossa comida é feita, e tem uma mesa pra comermos por ali, e por fim um jardim aberto que é a coisa mais linda! mas que infelizmente eu não tenho nenhuma foto decente o suficiente pra postar aqui.
Fred é o senhorzinho que está sempre por lá preparando nossa comida e sendo um amor com a gente. Eu fui lá no dia que descobri e no dia que fui embora tomar café da manhã pra dar um tchau, e sair com um abraço gostoso da cidade.

La Taza de Té

La Taza de Té

La Taza de Té


Perto de onde eu estava, também havia essa pequena praia (que na verdade é com um rio e não um mar) onde eu vi um pôr do sol lindo demais, e onde eu fui de manhã cedo (antes de ir lá tomar meu café da manhã) me despedir da cidade. Então, tente não ficar só ali no centro histórico mas vá caminhando pela cidade toda, ao arredores do centro, tem muita coisa linda. Ao lado da rodoviária, por exemplo, há um espaço que beira o rio e é coberto por grama, árvores, e bancos, com moradores passando o tempo, uma delícia.

A tal da praia

A tal da praia

A tal da praia


A cidade é muito calma, eu cheguei numa sexta de manhã e amei porque no sábado (pelo o que eu pude perceber) haviam chegado ônibus de turismo, e a cidade ficou bem cheia, eu fui embora domingo cedo, então não pude perceber se as pessoas passaram a noite lá e domingo continuava tudo cheio, ou se tinham ido embora e já havia esvaziado. Mas mesmo bem cheia ela continua calma. 
Além de linda e calma, a cidade é muito segura. Fiquei em uma casa em que a dona deixava tudo aberto o dia todo, sem medo algum. 

Acho que o segredo da beleza de lá são dois: o rio beirando a cidade toda (que eu já falei acima), por dar várias paisagens lindas, de diferentes ângulos; e as ruas serem to-das arborizadas, mas muito! 



Uma rua qualquer (fora da cidade histórica). OLHEM ISSO!



 Entrei as três cidades que passei Colônia foi a que eu mais gostei de longe, sai de lá com o coração apertado querendo voltar já.
Momentos

Sobre não estar sozinha quando você está

quinta-feira, outubro 20, 2016
Eu sei que tem muito texto por aí sobre isso, mas eu precisava escrever nesse espaço para mim mesma. Então estou me permitindo fazer isso.


Em janeiro de 2015, quando eu não sabia que muita coisa ainda iria acontecer na minha vida nesse ano, quando ainda não era véspera do meu aniversário, quando o Yuri ainda não tinha embarcado para Portugal, nós dois estávamos na praia de Ipanema, era sol, a água estava ótima e estávamos os dois na nossa sintonia. Eu me formando dali a pouco, o Yuri se formava dali a pouco e a gente estava sempre a falar sobre o futuro.
Como boa pessoa de humanas, eu sonhava em me dar uma viagem pela América Latina como presente de formatura, o Yuri sonhava em se dar uma viagem pela América Latina com razões suficientes dentro de si. A gente pensou a mesma coisa, só que ao contrário. Eu pensei em começar por Montevidéu e terminar em Buenos Aires. O Yuri pensou em começar por Buenos Aires e terminar por Montevidéu. Isso talvez porque eu tivesse mais vontade de conhecer o Uruguai que a Argentina e ele talvez porque tivesse mais vontade de conhecer a Argentina que o Uruguai na época (e até isso mudou). A gente estava com a sintonia afinada porque pensamos no mesmo roteiro, no mesmo período do ano, sem nem precisar debater sobre.

Dali uns dias, eu estava conversando com ele pelo messenger, saí para trocar de roupa e quando volto ele está berrando meu nome o tanto quanto é possível fazer isso escrevendo, ou seja, usando caps lock e muitas letras repetidas. Tinha uma promoção de passagem, exatamente para onde queríamos, com dias suficientes para fazermos nosso roteiro, foi um tanto de mensagens como "vamos comprar?" "AI MEU DEUS, TÁ BARATO, VAMOS?" "você tem cartão?" "COMPRAMOS!!!!". No caminho do tempo, mesmo o Yuri estando em Portugal, ele parecia mais animado em sua próxima viagem comigo do que na que ele estava fazendo naquele momento, e eu ia me empolgando do outro lado, me apaixonando cada vez mais pelo nosso roteiro.

Mas acontecem coisas, a vida sabe? Minha vida mudou tanto, tanto... E nesse caminho a viagem ficou totalmente impossível de ser realizada. Impossível. Eu custei a acreditar que tinha perdido o dinheiro da passagem. O Yuri não foi sem mim, não queria e talvez nem pudesse também.

Eu fiquei com o roteiro na mente e veio 2016. Queria fazer umas viagens em 2016, mas basicamente não tinha companhia pra nenhuma. Arrumei com muito custo pra primeira, Paraty. Eu já estava pensando nas minhas férias, de novo, nessa altura e conversei sobre isso com a Karla, uma portuguesa que conheci em Paraty e estava a viajar pelo Rio de Janeiro sozinha. Disse que queria ter a mesma coragem pra fazer igual nas minhas férias, ela então me perguntou se eu andava sozinha pelo Rio de Janeiro, disse que sim, pra cima e pra baixo, ela me respondeu com uma pergunta "Se já andas sozinha por uma das cidades mais perigosas que há, qual o medo de andar sozinha por outras pelo mundo?", a Karla não sabe, mas isso foi uma chave no meu cérebro, era a mais pura verdade escancarada ali, na minha cara.

Logo depois de Paraty tinha São Paulo e eu estava sozinha de novo. Dessa vez tinha a Bruna que viaja sozinha por aí desde antes de entrar na minha vida. Era só São Paulo e a Bruna veio me lembrar que eu começaria fazendo minha primeira viagem sozinha por um local muito simples, ela tinha ido pra outro continente, e tinha dado tudo certo. Fui pra SP então. E logo depois, no outro final de semana, literalmente, era Uberlândia, e lá fui eu sozinha de novo. Ok que do outro lado eu tinha uma rede de amigos (e um amigo em especial) esperando por mim, mas durante o processo estava sozinha, certo? Certo.

E deu tudo certo. É incrível a sensação de você fazer tudo dar certo e no final você saber que pode contar apenas consigo mesmo para o que aparecer a sua frente.

Nessa altura eu já tinha minha passagem das férias compradas. Seria o meu roteiro e do Yuri, mas dessa vez só comigo. O Yuri não podia (mesmo que querendo muito) ir comigo e não tinha mais ninguém que pudesse. Mas eu nem sabia direito o que estava fazendo, sabe? Tinha comprado a passagem e estava esperando até o dia chegar e ver o que iria acontecer.

Eu cheguei em Buenos Aires de madrugada, morta. Quando acordei no banco do aeroporto, tinha um céu laranja surreal de lindo subindo pelo Río de la Plata, e eu, que vivo pra acreditar em sinais, acreditei naquele e fui com fé.
Cheguei no hostel e era uma brasileira a primeira a falar comigo, me oferecendo um sofá delicioso pra descansar, enquanto o quarto ainda não estava liberado, e um café da manha. Daí em diante foi uma série de bons acontecimentos. Peguei o metrô e desci na estação que queria, na saída que eu queria. Achei uma casa de câmbio com um valor bem legal pra trocar meus reais. Parei num café, consegui Wi-Fi e mandei mensagem pras minhas irmãs e pra minha mãe, dizendo que estava tudo bem, que eu estava bem e eu me sentia incrivelmente bem.

Nessa tarde eu estava literalmente sentada na grama da Plaza de Mayo ouvindo música, conversando com Deus e pensando o quanto que eu estava incrivelmente bem.

Não tem como explicar porque a gente carrega esse medo bobo, de onde ele vem, porque temos medo da solidão e de errar sozinha (a saída do metro, a fala na outra língua, como fazer o pedido no restaurante...) na frente dos outros. Tá tudo bem. Conforme eu fui vivendo, eu fui vendo que estava tudo bem. Não apenas errar (e dar meia volta, atravessar um sinal, e então se encontrar na calçada do metrô que você queria ter descido de fato), está tudo bem fazer tudo isso contando apenas com você mesma. E essa ideia de que isso não tem problema algum, ou erro algum, ou motivo algum pra temer me parece tão simples e boba e leve olhando agora.

Estou em Buenos Aires precisando escrever isso pra mim mesma, tendo ainda só uma pergunta no final. Como nunca fiz isso antes?


BEDA 2016

Dicas do Rio: Grão Café

terça-feira, agosto 23, 2016

A intenção era ir tomar café da manhã com a little sis na Cavé, mas a que queríamos ir (tem duas) ainda estava fechada e Ester resolver me levar nesse outro café que ela namorava há dia mas nunca tinha entrado, o Grão Café.
Ainda volto na Cavé e faço um post aqui, ok?

Mas agora sobre onde fomos. Fica na Rua Rodrigo Silva, número 18, no centro do Rio, cruzando com a Rua da Assembléia, relativamente perto do metrô da Carioca, é bem tranquilo de chegar.
O ambiente é bem aconchegante, já agrada de cara.

Pedi um café expresso batido com gelo e limão siciliano e que delícia que estava aquilo! A Ester pediu um expresso normal mesmo e também achou que estava bom. Nós duas pedimos pra comer um Panini que nada mais é que um pão de queijo rechegado com queijo e orégano que vai na chapa e fica uma delícia. É bem pequeno, mas com o café bastou.




Depois pedimos um waffle com calda de chocolate e sorvete que estava delicioso. A foto ficou péssima porque já tínhamos comida basicamente tudo, e não passa a imagem certa do sabor que a coisa tinha. Mas está valendo né?
Não é barato comer lá, mas estava tudo muito gostoso. Afinal das contas até curtimos que a Cavé não estivesse aberta, porque foi bom conhecer um novo café ali no centro. Já pretendemos voltar porque ficamos com vontade de experimentar outras coisas mais do cardápio.




BEDA 2016

TAG: complete a frase

quinta-feira, agosto 18, 2016
Sou muito curiosa. Sofro desse mal que também tem suas vantagens. Mas eu sou curiosa demais. Se estou lendo sobre algum assunto, como política, por exemplo, e não entendi alguma parte lá vou eu abrindo abas até entender e tudo se encaixar. Essa característica minha que me fez parar na fotografia analógica, por exemplo. entender tim tim por tim tim de como uma fotografia é feita.

Não suporto gente egoísta. Só pensa nela mesma, só quer falar dela, só se importa com ela, só faz se for também do interesse dela. E por aí vai. Vamos pensar mais nos outros!

Eu nunca vi filme das princesas da Disney na infância. Meus pais nunca foram muito fãs da Disney e eu nunca fiz muita questão de ver. Até hoje nunca vi vários clássicos deles, inclusive.

Eu já briguei algumas vezes com a Darley em um dos piores anos da minha vida. Porque foi um ano inteiro de crise porque estava passando por mudanças drásticas internas as quais eu não sabia lidar. Daí eu explodi várias vezes, e algumas delas foi com a Darley. Vejam bem, eu raramente explodo, especialmente com amigos. A coisa estava feia na época mesmo.

Quando criança eu troquei de colégio uma vez, porque queria porque queria estudar de manhã, e durei um mês no colégio novo, voltei correndo para o meu antigo e lá fiquei até terminar o ensino fundamental. Até hoje quando lembro desse episódio lembro como um mês horrível na minha vida.

Nesse exato momento é dia dos pais (esse post está programado para sair depois) e não tenho e nem quero falar muito sobre isso.

Eu morro de medo de perder alguém da minha família e ter que descobrir como viver com isso.

Eu sempre gostei de música. Eu era aquela pessoa que compartilhava fone no recreio e que indicava bandinha alternativa para os amigos. Também sempre gostei de filme. Tenho inúmeras memórias em que eu e minhas irmãs gastávamos rios de dinheiro nas várias locadoras do bairro. Era ritual ir sexta alugar filme para todo o final de semana. Que saudades senti agora.

Se eu pudesse, eu iria para outra cidade, morar um tempo sozinha, só comigo mesma, mas numa casinha muito da agradável. Porque queria muito ter essa experiência e porque cada dia mais aguento menos o Rio e essa coisa de cidade grande e seu caos.

Fico feliz quando posso ficar boa parte do meu final de semana na minha cama vendo série. Sad but true.

Se pudesse voltar no tempo eu tentaria registrar melhor minha infância e minha pré-adolescência, de forma cronológica e tudo bonitinho na minha mente.

Adoro sair para comer com os amigos e com os amigos para algum lugar ao ar livre.

Quero muito viajar para, sabe que eu não sei?

Eu preciso melhorar a forma como gasto meu tempo.

Não gosto de, atualmente, da forma como eu não consego administrar tão bem o meu tempo. Eu sempre fui de viver e deixar acontecer e vai acontecendo e se encaixando e sempre achei meio exagerado quem distribui tarefa certinho em horários fixos e pré-estabelecidos. O meu máximo sempre foi "a noite tenho que estudar", mas sem um horário certo para acabar ou começar. Agora eu vejo que pode ser bom para mim mesma colocar um horário certo para começar e acabar uma ação e tentar ao máximo cumprir aquilo, se não der, aí sim, não deu e não vou sofrer por isso. Mas percebi que quando coloco horários e deixo claro como vou gastar meu tempo, meus períodos de dia, tarde e noite (especialmente a noite) rendem muito mais.
BEDA 2016

Viagem: SP

quarta-feira, agosto 17, 2016

Por algum motivo besta eu sempre acreditei que não gostaria de São Paulo e nunca fiz muita questão de conhecer a cidade. Quando fui pela primeira vez fiquei com uma vontade de voltar mais por curiosidade que por paixão, diferente de como foi com Ouro Preto, por exemplo. Das vezes que voltei para São Paulo, a cidade foi me conquistando aos poucos, até que eu passei à amá-la, e é muito bom amar uma cidade.

Eu me vi indo do nada para lá nessa última vez, meio sem querer meio sem saber direito o que tava fazendo e com um empurrãozinho de bom ânimo da Bruna C. mesmo sem ela saber tão bem (hahaha, brigada Bru). Foi a primeira vez que viajei de ônibus para fora do Rio de Janeiro e já estava esperando uma viagem péssima já que não consigo dormir em viagens, além de um misto de pensamento que atrapalhava tudo. Acabou que como era de madrugada e como tinha tomado um remédinho eu dei uma cochilada bem ali no meio da viagem. Cara, chegar em uma cidade pela rodoviária é simplesmente fantástico. Já tem uma estação ali na Tiête, me resolvo muito bem com metrô, obrigada, cheguei no meu bairro nuns minutinhos.



Nessa viagem eu estava mal. Foi um par de dias depois do golpe com a Dilma, e foi simplesmente um choque pra mim ela ter saído, no dia que de fato isso aconteceu eu fiquei o dia todo chorosa, e quando fui pra SP, ainda estava, então achava até que seria bom ter um momento só meu comigo mesma para me recuperar um pouco.
Tomei café numa padaria perto de onde estava e fui para o MASP. O primeiro andar do museu estava com a exposição Histórias da Infância. E foi um paque.
Era uma exposição voltava para crianças e ela estava maravilhosa. Os quadros em uma altura abaixo do normal, na altura das crianças, legendas mais amplas, explicativas, e diversos quadros de diferentes países, retratando a infância de diferentes culturas sem pena em mostrar a realidade ou fazer uma crítica construtiva. Se eu já estava mal, eu fiquei pior vendo como crianças já são submetidas à preconceito racial ou de gênero, como elas precisam se inserir num sistema educacional já tão ultrapassado e que as limita de mil formas.
Acabei a exposição já meio que correndo e com o coração completamento apertado.





Então eu subi e fui para a exposição permanente do museu, em que as obras do acervo da instituição são apresentadas novamente nos cavaletes de cristal da Lina Bo Bardi, o que isso por si só já carrega um baita de um significado.
As primeiras obras apresentadas são de artistas europeus, pinturas da elite européia que estamos completamente acostumados a ver dentro de quadros mais acadêmicos. Eu estava mal e completamente crítica, tinha inserido mil questões políticas nos últimos dias, aqueles quadros simplesmente me fizeram não me fizeram bem e eu mal olhei cada um deles, fui mais passando rápido até chegar próximo ao fim das obras onde apareciam nossos artistas brasileiros modernos com todo um cunho político e social, que contradizia completamente com os primeiros quadros que vi ali e que significavam tanto, mas tanto, eu só soube chorar. Dei meia volta, desci meio que correndo para o banco do MASP que dá de cara para a Avenida Paulista e chorei me importando um pouco se estava sendo julgada pelas pessoas ao redor, mas sinceramente não tinha muito o que eu pudesse fazer. Nessas horas sou grata por ter pessoas que me compreendam tão bem como minhas irmãs, porque foi à elas que eu recorri tentando explicar o que estava acontecendo comigo ali naquele momento.

Já recomposta um pouco no hostel eu conheci a Camila, e ai lembrei que a melhor coisa que existe nessa vida são pessoas. Que a melhor coisa que existe em viajar é conhecer pessoas. Estávamos as duas mortas de fome então acabamos no Holy Burguer e que hamburguer bom meus amigos! Já tá no meu roteiro voltar lá na próxima ida à SP.


Viajar sozinha tem dessas de ter que lidar com você mesma. Nessa viagem eu mesma era um misto intenso de muitos sentimentos. Em uma noite fui para a varanda e ouvi Marcos Almeida, enquanto falava com Deus, e Ele começou a falar comigo de volta, especialmente quando tocou Sê Valente. E sabe quando você tem umas questões ali dentro que precisam ser tratadas e nem sabe? Quando você tem um misto que não sabe descrever muito bem o que é, mas o Pai vem e põe a limpo, te compreendendo ao mesmo tempo que cura? Foi bem isso que aconteceu. Comecei a enxergar um monte de coisa que carregava dentro de mim e nem sabia e comecei a enxergar a partir de uma perspectiva completamente nova para mim, da perspectiva que Deus enxergava e estava querendo me mostrar.


Também dei uma volta pelo Ibirapuera e é oficialmente o maior parque que já visitei. Fui na feira da Liberdade, e comi uns rolinhos primavera muito dos bons. Fui almoçar na Vila Madalena e me perdi tentando achar o Beco do Batman.

Voltei pra casa com bem menos questões dentro de mim e com um amorzinho por São Paulo, onde já já estarei de volta ainda esse ano. <3



BEDA 2016

Sobre séries e mulheres #2

domingo, agosto 14, 2016

Comecei a assistir Jane The Virgin depois de ser digitalmente influenciada -risos- pela Thereza Chammas no Melhor Grupo do facebook e pela minha amiga de trabalho. Simplesmente comi toda a primeira temporada. É uma série muito leve, carregada de humor junto com muito drama mexicano e com umas referências ao mundo pop graças ao Rogélio.

A protagonista é a Jane mas a história gira entorno dela e de sua família e é sobre isso que eu quero falar. Porque a família é formada por três mulheres, a própria Jane, sua mãe, Xiomara Villanueva, e sua abuela, Alba Villanueva. São personagens super bem construídas que formam uma família incrivelmente forte.

Jane é a mais nova das três mas ao mesmo tempo é muito madura. Sabe aquela pessoa que resolve tudo com listas (olá Rory?), que gosta de ter certeza quando toma uma decisão? Então, ela. Mas quando o assunto são pessoas queridas ela consegue muito bem abrir mão da razão e ir pelo sentimento, especialmente quando é pela sua família que é o que existe de mais importante pra Jane, mesmo que as vezes seja super difícil.
Ela tem uma sensibilidade muito grande em relação ao outro, visto a relação amigável que ela tenta ter o tempo todo com a Petra. 
Jane tem mil sonhos e se mostra uma mulher super forte em que luta por cada um deles, mesmo quando precisa lutar ao mesmo tempo por vários. Essa é uma das coisas que mais vejo de forma clara nela. Ela é uma mãe super forte com o Mateo como também se mostra super forte quando o assunto é correr atrás da carreira profissional dela. E esses dois pontos são mostrados de forma  genuína na série. A Jane é completamente humana, completamente como mil outras mães classe média que sofrem em querer ficar com os filhos o maior tempo possível mas ao mesmo tempo não podem esquecer que ela tem toda uma vida além do filho recém nascido e que não pode deixar tudo isso de lado. 

Mas Jane não seria tão forte e não conseguiria dar conta de tudo se não tivesse sua mãe, a Xiomara, ao seu lado.
Xiomara foi mãe nova, tendo que se virar muito cedo e acaba sofrendo um pouco de juventude tardia. Muitas vezes a Jane que precisa ser a mãe da relação e dar uns conselhos sérios ou impor limites. Mas todas as vezes que Xiomara precisou dar apoio para a filha, ela deu todo suporte necessário, especialmente suporte emocional. É ela que sempre compreende a Jane, dá conselhos e diz pra ela continuar quando ela quer parar ou diz para ela parar quando loucamente ela quer continuar. 

Mas nem Jane, nem Xiomara seriam essas mulheres incríveis, com todas suas qualidades se sobressaindo aos seus defeitos se não tivessem como exemplo a abuela, Alba Villanueva.
Alba pode ser rígida muitas vezes com toda sua crença, mas quando ela vê que precisa abrir mão disso pelo bem de sua filha ou sua neta, por mais difícil que seja, ela abre, e coloca sua família como prioridade. Ela trás a seriedade pra dentro de casa, trás a maturidade necessária, mas trás o conforto também. A abuela dá conselhos difíceis de serem ouvidos mas ela dá da maneira mais dócil que consegue sempre, porque dá com amor.

São três mulheres completamente diferentes e pra mim o que mais se destaca é o imenso respeito que elas tem umas pelas outras apesar dessas diferenças.
Elas brigam, mas conseguem manter o respeito em todo o tempo. E a maturidade com que lidam com as diferenças? Elas sempre, sempre, sempre conseguem conversar sobre o que causa tensão ou discordância e mesmo mantendo conclusões distintas ao fim da conversa, elas continuam se respeitando, respeitando os limites da vida da outra, e passam por isso.
É uma relação madura baseada no respeito, vêem?
É difícil você manter sua opinião quando difere da do outro e ainda conseguir ter uma conversa que termina bem mesmo que as diferenças se mantenham. Elas conseguem, e é de se admirar. 

Eu acabei a segunda temporada (a série ainda vai lançar a terceira) e foi bem interessante assistir essas relações de mães e filhas ao mesmo tempo que assistia (e continuo assistindo) Gilmore Girls e a relação de mãe e filha também existente nessa série.
É gostoso ver tanta representatividade assim ao mesmo tempo.
BEDA 2016

Música: bandas nacionais cristãs

terça-feira, agosto 09, 2016
Para quem não sabe, eu sou cristã, mais especificamente protestante, e como já falei em vários posts por aqui estou sempre ouvindo música e querendo descobrir novos artistas. Então, vamos juntar uma coisa à outra?

Resolvi juntar e postar aqui porque tem sempre algum amigo pedindo dicas sobre esse estilo de música para mim e para as minhas irmãs, então resolvi compartilhar.
Eu ouço de tudo e é até meio chato ficar fazendo essa diferenciação de tipo de música, mas ao mesmo tempo, eu compreendo que as vezes queremos uma música de adoração à Deus, com uma letra específica focada nisso. Eu creio que Deus pode falar conosco através de música de uma forma geral, indiferente de qual tipo seja, e acredite ou não, Ele já falou comigo, então falo por experiência própria. Mas aqui vou focar em artistas que escrevem letras de forma direta para Deus ou sobre esse relacionamento entre homem e Deus.

Vou focar também em apenas bandas nacionais. Sempre ansiei encontrar artistas nacionais com letras que fossem do meu agrado, algo que antigamente achava bem difícil, mas ultimamente tenho escutado uns álbuns muito bons, com letras sinceras, com o foco que considero o correto, que nos levam direto à Deus, sem rodeios, músicas que não tem o intuito de nos diminuir ou pedir algo, mas apenas nos aproximar do Pai, e tratar do nosso relacionamento com Ele. Então vamos logo.



Marcos Almeida



O Marcos eu já conheço tem um tempo, desde quando ele era líder do Palavrantiga, que é a banda que ele fazia parte e saiu para tentar carreira solo. O cara é simplesmente bom demais. Sabe aquele misto de sentimentos que você quer traduzir em palavras e as vezes gritar pra Deus? Então, o Marcos traduz. As letras são carregadas de sinceridade e a melodia de sentimento. Ele não tenta fazer composições apenas bonitas, mas ele tenta nas composições se abrir e focar no relacionamento de amigo que nós temos com o Pai. Fui no primeiro show dele na carreira solo, que foi aqui no Rio,e  no final ele simplesmente sentou no palco (como na foto) e fez um bate papo com a gente, foi incrível. Ele é humilde, ao mesmo tempo que tem muito para compartilhar numa conversa, sabe? Ouvir o que ele escreve, na voz dele, que eu particularmente acho maravilhosa, é muito bom.

Músicas preferidas:
Sê valente 
De manhã
Boa nova


Laura Souguelis



Uma pessoa que carrega o amor do Pai, a Laura. As músicas dela passeiam bastante nesse tema, e o testemunho dela é lindo demais.
Infelizmente ela não tem CD gravado, a única gravação dela que você encontra, digamos assim, oficial, é o último Fornalha dela com o Dunamis, que está lá no Spotify. Mas eu recomendo procurar o primeiro Fornalha dela no Youtube que tem inteirinho e é lindo demais, de todos que o Dunamis já fez sem dúvida foi o que mais falou comigo repetidas vezes.
A música Filho Amado é uma das mais conhecidas, e a maneira como Deus falou comigo na primeira vez que eu ouvi foi forte demais.
Há tempos que quero ver a ministração da Laura, e sentir esse amor que transborda em todas as suas canções, e finalmente vai acontecer rs.
Mas só de ouvir em casa já é fantástico, então recomendo.

Músicas preferidas:
Filho Amado
Abba
Santo Espírito


Monte Sião



Monte Sião na verdade é uma igreja lá em São Paulo, que inclusive transmite os cultos todo domingo ao vivo no YouTube, e sempre quando estou em casa de bobeira coloco para ver, ou depois ouço as pregações que eles deixam gravadas lá e são sempre muito boas. Mas falando sobre música, o ministério de adoração deles é muito bom, tanto musicalmente falando quanto de unção, e daí que eles lançaram o álbum "Meu Lugar É Aqui" que foi gravado durante o evento anual deles de virada de ano o "7 noites em Sião", e o álbum é muito bom. Quem canta é a Zoe Lilly e o Anderson Dantas. A música que dá nome à esse álbum falou muito especificamente comigo em uma conferência que fui ano passado e a Zoe cantou, mas todas as letras são bem impactantes.

Músicas preferidas:
Meu lugar é aqui
Brilhante Rei
Pai das Luzes


Lucas Souza Banda


O Lucas Souza já nem produz mais como cantor, atualmente ele é o produtor do cantor Silva, que é também conhecido como 'seu irmão' haha. Mas suas músicas de uma forma geral foram bem marcantes aqui em casa, o CD dele já nos acompanhou em muita estrada dentro de carro e  também já participou de natal nosso. Mesmo que ele não lance mais CD, ou música, continuo ouvindo o que ele já produziu e continuo sendo abençoada por ele. Na verdade o Lucas foi o primeiro artista nacional que nós (eu e minhas irmãs) descobrimos que ia de fato de encontro com aquilo que a gente procurava quando queria adorar a Deus. Ele tem algumas versões, mas a maior parte do que ele produziu é original, e é cada letra maravilhosa, é cada sinceridade de coração, que não tem como não continuar sendo incrível mesmo depois de anos. Eu continuo amando demais todos os álbuns dele.

Músicas preferidas:
Cidade do Amor
Teus olhos meus horizontes
Eu vou ficar aqui (tem uma parte dela na minha descrição de perfil aqui no blog e sempre vai ter rs)
Incomparável tanto amor
Majestade Santa
Tua beleza é maior que a vida


Sozo


São os caras mais recentes aqui nesse espaço, pelo menos na formação atual, tendo à frente o Paulo Peres. O que mais me encanta neles é a novidade. Eles arriscam na estética da banda, com os vídeos, a capa do CD, e toda imagem utilizada pela banda na internet e nas propagandas. Além disso no som, é um som para você colocar de fundo e deixar mas também se permitir ir junto quando quiser, uma estética bem diferente das que estamos acostumados no meio cristão, e muito boa. Eles são uma vertente do Movimento Dunamis e costumam acompanha o movimento por ai e ser a ministração principal deles nos eventos. Eu até hoje não vi eles ao vivo (mês que vem no mesmo dia que verei a Laura, verei eles também , uhuul hahaha), mas com certeza deve ser bom. 
Ah, e as letras são muito bonitas, fugindo também do normal, e focando numa relação do homem com Deus.

Músicas preferidas:
Salmo 139
Imagem da Sua Glória
Multidão de Sentimentos



Lembrando que todos eles tem músicas disponíveis no Spotify, ok?



Extra:
Uma seleção de artistas/ bandas nacionais que também ouço mas não necessariamente na mesma frequência dos citados acima: Nova Geração (com o Gustavo Paiva), Zoe Lilly (solo), Os Arrais, Palavrantiga e Tom Molinari.




BEDA 2016

Drops semanais (especial BEDA)

segunda-feira, agosto 08, 2016
Parque Eduardo Guinle
Eu resolvi um tempo atrás fazer um resumo das minhas semanas, o famoso drops semanais, que óbvio, flopou depois de um tempo. Mas como eu amo ler esse estilinho de post e também amo escrever por aqui esse estilinho de post, voltei com ele para uma temporada especial dentro do BEDA! o///

Essa semana fui no Parque Eduardo Guinle que fica pertinho do meu trabalho, mas que ao mesmo tempo é meio escondido e só descobri graças à um picnic/ aniversário que fui lá. 

Parque Eduardo Guinle

Pingado no Café Secreto
Na terça encontrei uma amiga querida no Café Secreto, e tomei apenas um café mesmo, mas ir lá sempre é sinônimo de amorzinho, ainda mais se for com alguém querido.




Na quarta fez friozinho aqui no Rio e eu decidi que queria tomar uma sopa. Fui em um bistrôzinho mas não tinha nenhuma sopa que eu quisesse (meu gosto para sopa é tido como exótico), então corri para um restaurante que tem a melhor sopa de cebola que já provei, é sempre uma delícia e sai de lá lembrando o porquê de eu amar tanto essa sopa.
No bistrôzinho que falei não tinha sopa do meu agrado, mas... Tinha o famoso brownie do luiz. Eu e Ester já fizemos nossa versão dele aqui em casa e desde então ainda não tinha conseguido comer de novo o original, só quarta agora, e devo dizer modestamente que prefiro atualmente a versão alternativa minha e da little sis, viu?

Na quarta mesmo, eu tinha que ir em uma loja retirar uma bolsa minha que deu problema e tinha combinado com a Ester de comermos depois no outback, porque não iria me deslocar até um shopping na Tijuca só pra buscar uma bolsa, é claro. Mas essa semana foi de feriado aqui no Rio graças as olimpíadas e então a nossa quarta foi na verdade a nossa sexta, deixando o shopping lotado e a fila pra DAR O NOME PRA ENTRAR na fila de espera do outback imensa. Sendo assim desistimos de lá e fomos caçar qualquer outra coisa na praça de alimentação, como tudo na vida, terminamos em pizza.




Como eu disse quinta-feira foi feriado aqui no Rio e eu fiquei o dia todo em casa, vendo Gilmore Girls e estudando. Entre uma coisa e outra eu tive coragem de tirar o pijama e ir até o mercado por motivos de: meu Deus que vontade absurda de comer sorvete. É sério, eu trocar de roupa pra ir em mercado em pleno feriado só com uma vontade louca mesmo. Pois bem, comi mais que metade de um pote de sorvete e pra entupir de vez o corpo de açúcar comi três pacotinhos de m&m.

Na sexta marquei de ir na casinha da Darley junto com a Laza. Darley preparou essa mesa maravilhosa de comidinhas para nós, e depois rimos como nunca antes lendo o famigerado Caderno Vermelho (nome inclusive do nosso grupo no zap zap). Ele nada mais é que um caderno que fizemos no nosso terceiro ano do ensino médio e está cheio de coisas que se passam na cabeça de adolescentes no ano querido de vestibular. Além de uns desabafos e lindas DRs que escrevíamos ao invés de conversarmos. Éramos muito maduras mesmo.

O sábado passei em casa vendo mais Gilmore Girls, comendo e estudando e o domingo nada mais fiz que ir pra igreja e adivinhem só? É, ver GG e comer, que através desse post fica constatado que é algo que eu realmente amo fazer: comer.

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