li.ber.da.de

20 de novembro de 2015

Quando criei esse espaço decidi que seria um lugar meu, feito de mim para mim mesma. Acho que foi o primeiro blog que criei entendendo de fato isso, que outras pessoas podem até vir aqui ler, deixar um comentário, falar comigo depois que amou o texto ou coisa do tipo, mas pela primeira vez eu entendi que escrevia pra mim em primeiro lugar.
Foi por isso que decidi chamar esse espaço de freedom. Tudo isso que falei acima estava muito claro na minha mente, então esse nome pareceu simplesmente se encaixar muitíssimo bem com a ideia que eu tinha desse espaço.

Coloquei em prática essa liberdade. Aqui se tornou um espaço em que eu não tenho medo. Medo do que a pessoa que vai pensar quando ler o post. Medo de abrir aqui, em texto, aquela confusão de pensamentos que circundam minha mente. Medo de falar besteira, e daqui uns anos reler e ver que mudei completamente, porque estamos em constante fase de mudança. Medo de escrever tudo e no final assumir que continuo é não sabendo de nada. Medo de me expressar e não ser bem compreendida. Medo de falar sobre o que eu quiser. Em resumo, perdi o medo de me assumir como sou. Eu coloquei em prática a minha liberdade de ser.

Entre posts e posts foi uma construção eterna, e continua a ser, claro, de aprendizados e de sempre perder um pouco mais do medo. Cada vez mais fui ganhando mais liberdade e vendo o quanto isso era bom. Mas o mais maravilhoso foi ver isso sendo refletido também na minha vida fora da internet.
Porque na verdade quando criei esse espaço e decidi dar esse nome à ele, também nada mais foi que um reflexo de como estava minha vida fora do mundo virtual, no mundo físico. Um mundo apenas complementou o outro.
No momento que criei isso aqui foi também o momento em que estava ganhando mais consciência de quem eu era e dos valores, medos, pensamentos, construções que carregava dentro de mim. Talvez nada mais fosse que uma vontade minha de tentar me entender mesmo, e escrever super ajuda nisso.

Tanto no blog, quanto na vida fui perdendo todo esse medo que a gente carrega frente à essa sociedade coercitiva. De não me importar. De não me importar se meus pensamentos vão ser incômodos. Se minhas roupas vão ser incômodas. Se meu gosto vai ser incômodo. Se meu jeito vai ser incômodo. Eu não preciso ser como o outro espera que eu seja, e tudo bem. Tudo bem mesmo. Poucas coisas são tão fantásticas quanto a gente se conhecer e conseguir viver bem com isso.

Freedom, essa palavra, passou a representar isso pra mim. Liberdade de ser. Sempre respeitando o espaço do outro, é claro, porque essa liberdade representa na verdade exatamente isso. Eu tenho liberdade de ser, e você também tem. E quanto mais nós temos, mais respeitamos a liberdade um do outro. Olha que maravilhoso?

Das tatuagens que tenho, essa palavrinha no pulso direito foi a primeira que quis fazer, mas nunca chegava a ocasião certa, por fim outras sairam antes mas finalmente chegou a hora dessa. Não posto foto de tatuagem que faço por aí, nem tento explicar o que está por detrás delas, porque acho subjetivo demais pra isso. Mas essa precisava de um post todo especial por aqui.
Essa foi a tatuagem que fiz pra mim, igual esse espaço. Que o significado e o motivo dela tem a ver somente comigo. Essa palavra que ganhou todo um novo sentido pra mim, e que irei levar sempre dentro da minha mente.

Tem significado mais bonito que o da palavra liberdade?






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2 comentários

  1. Ai Sarah, amei esse post. Me identifiquei tanto <3 Essa frase aqui, principalmente: "Poucas coisas são tão fantásticas quanto a gente se conhecer e conseguir viver bem com isso.". Porque é bem isso, sabe? Tenho vivido um processo parecido nos últimos 2/3 anos, de me conhecer mais a fundo e me aceitar bem mais a fundo, sem pedir desculpas pros outros ou tentar me adequar às expectativas dos outros. Não é um processo fácil, mas tem sido uma aventura maravilhosa. Uma das minhas frases favoritas a respeito, que viraria uma tatuagem se não fosse tão grande, é "I'm flawed if I'm not free", porque é isso, bem isso. <3
    beijos!

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  2. Amei esse post, principalmente essa parte: "Tanto no blog, quanto na vida fui perdendo todo esse medo que a gente carrega frente à essa sociedade coercitiva. De não me importar. De não me importar se meus pensamentos vão ser incômodos. Se minhas roupas vão ser incômodas. Se meu gosto vai ser incômodo. Se meu jeito vai ser incômodo. Eu não preciso ser como o outro espera que eu seja, e tudo bem. Tudo bem mesmo. Poucas coisas são tão fantásticas quanto a gente se conhecer e conseguir viver bem com isso."

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