Habemus layout novo... E crises.

7 de julho de 2015



Eu poderia estar melhorando meu projeto, que irei apresentar amanhã ao meu orientador. Poderia estar lendo os textos da minha monografia, ou a lista imensa de bibliografia que tenho para matar, mas estou aqui mudando a cara desse espaço. E uma coisa que me prende em frente ao computador, me fazendo mergulhar noites adentro, é layout novo. Só desgrudo da tela e da cadeira quando está tudo encaixadinho. Assim saiu essa nova carinha do Freedom.

Eu amo layouts no melhor estilo old school, remetendo aquele tempo de internet onde mudávamos os nossos ~templates~ pra'quele com a Lindsay Lohan vestida de mamãe noel, sempre na época do Natal. Com carinha de gente que está aqui desde sempre e ama falar sobre a própria vida, porque quando tínhamos 13 anos nunca havíamos parado para pensar no que de fato estávamos fazendo quando ao manter um blog. Mas eu estava com vontade de mudar. Eu amo coisas minimalistas. Amo design clean, com essa pegada mais flat. Assim sempre me peguei entre continuar no mesmo (e sempre continuei...) ou dar uma mudança geral nesse espaço. Chegamos no momento da mudança geral. O Freedom nunca vestiu uma roupa tão clean meus amigos. Queria algo preto e branco mas o verde também não poderia sumir por completo, encontrei o equilíbrio e gostei. De verdade.

Mas não conseguiria fazer um post só sobre o layout novo. Até porque olhem como eu comecei esse post. E também acho que essa mudança nesse espaço reflete um pouco das mudanças que ocorrem do lado de cá.

A questão é que eu ando pensando e eu acho que a gente gosta de dificultar a vida. Não sei se é falta de amor próprio ou excesso. As coisas já estão complicadas, elas sempre estão, e já falei sobre isso aqui. E a gente sabe que ela, a vida, não vai afrouxar para o nosso lado, não vai dar uma de boa amiga e pegar leve com a gente, e o que fazemos? Apertamos mais ainda, tudo.

Eu poderia continuar com minha carga horária de 20 horas semanais no job, mas quis aumentar pra trinta, ter mais emoção (e dinheiro na conta). Eu poderia ter abdicado da minha bolsa de extensão (na verdade essa é a única coisa que teria zero coragem de fazer) esse ano, mas ter várias reuniões e encontros para ir e sempre trabalhos acumulados para serem feitos é mais interessante. Eu poderia escolher um tema muito bobo para a minha monografia, e fazer ela toda de uma forma rasa, mas amigos vou aproveitar a oportunidade de ter que pesquisar algo e pesquisar sobre aquilo que realmente me instiga. Eu poderia não querer publicar artigo nenhum e seguir a vida em paz, mas eu quero, e de preferência os três que estão semi-prontos, esperando toda uma vida para serem revistos. Eu poderia fazer meu estágio curricular em um museu que eu já sei que pega tranquilo, onde não receberei tanta cobrança, mas tenho garra já com um, então o desejo de trabalhar lá, onde eu sempre quis, óbvio, fala mais alto. Eu me formo no final desse ano e poderia tentar o mestrado para o ano que vem naquele que eu me garanto para entrar, mas eu quero o outro difícil pra caraca, que eu vou ter que correr muito atrás do meu orientador, pra conseguir tê-lo pra mim. Eu poderia não me preocupar com concurso público agora, já que já tenho monografia e mestrado pra estudar e tempo nenhum para viver, mas não, sabe-se lá quando abrirá concurso público na minha área de novo.

Tudo isso numa bola só, de uma vez. Eu poderia ter mais amor próprio, e ir pelo caminho mais fácil, (continuar com a carga horária mais baixa no estágio, não ter continuado com minha bolsa de extensão, fazer qualquer coisa na minha monografia, não publicar nada, fazer estágio curricular em qualquer outra instituição, não tentar mestrado agora, ou tentar o fácil, nem pensar em concurso público..) mas parece que eu ando achando que consigo dar conta de todos os problemas que a vida me lança e ainda habilidade pra dificultar tudo mais um tico.

Aí o que eu faço no meio disso tudo? Mudou a cara do blog como nunca havia tido coragem de mudar antes.

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