Drops semanais

Drops semanais #1

segunda-feira, maio 18, 2015
Sinto muita falta de escrever mais sobre o meu dia a dia aqui no blog, como também de ler mais sobre o dia a dia dos outros em blogs alheios. Quando me deparo com um post sem grandes reflexões, ou sem um conteúdo incrível, apenas falando um pouco da semana da pessoa, ou do dia dela, eu costumo ir comendo as páginas do blog atrás de mais posts nesse estilo.
Sendo assim, decidi fazer uma série de posts semanais por aqui, mostrando um pouco daquela semana através de fotos.
Para facilitar minha vida elas serão feitas pelo celular mesmo, então, preferi colocar em preto e branco porque né, o segredo da fotografia todo mundo conhece, saiu feia mete um P&B que tudo fica legal, e porque acho bonito mesmo.


Eu (re)descobri essa de dobrar a calça + sapatilha e só quero usar isso. Seja com essa calça skinny, ou seja com minha outra calça mais larguinha.
Também dei essa sapatilha de presente pra mamãe, porque como é de bico fino achei ~muito adulta~ mas me apaixonei depois que usei pela primeira vez.



Também (re)descobri o trem, que com o meu horário novo de estágio acaba se saindo melhor que o ônibus. Chego na estação no horário certinho, sei o tempo exato que vou demorar na viagem, é pertinho de casa e se der sorte ainda vou sentada lendo meu livrinho.


Há meses que não encostava em um livro do Calvin e Haroldo e estava precisando relaxar um pouco antes de dormir, fui atrás de um dentre os vários que temos e nossa! Deveria voltar a fazer isso com mais frequência.


Se eu conseguir, vou seguir com drops semanais, postando todo fim de semana. Esse já entrou atrasado (risos), queria ter postado ontem, mas entrou só hoje.

Crises

Adolescência, essa fase renegada cheia de maravilhosidades

sábado, maio 09, 2015

Vejo esses adolescentes saindo do colégio, sempre em grupo, distribuindo sorrisos gratuitamente sem as vezes nem notarem e amigos, eu sinto inveja. Inveja dessa época maravilhosa que eles estão vivendo e que depois irão renegar tanto.

É difícil você dizer qual a melhor fase da vida. Entre a infância, que pode ser dita facilmente como a melhor, porque achar beleza em criança não é algo difícil, e a vida adulta, regada de toda a sua liberdade e expressividade e portanto considerada como a fase mais incrível de todas por muita gente, lá está a adolescência essa fase tão criticada, coberta de vergonha e tão mal vista por nós que alcançamos a "tão desejada" fase adulta.

E eu acho isso de uma injustiça! Meus amigos, vamos analisar melhor essa fase.

A começar pelas preocupações. São coisas tão pequeninas, tão ínfimas e a gente faz um aumento, um exagero tão estrondoso, e isso também tem seu lado incrível. É uma nota mais baixa. A amiga que contou seu segredo, super seu, para a outra amiga que você não confia tanto. O não dos pais para o piercing que você precisa fazer. Não ter recebido o convite para a festa de 15 anos, que naquele ano será A festa. É não ter a grana para comprar o sapato daquele ano. É a não correspondência daquela paixão que você jura que vai te matar se não conseguir fazer o boy se apaixonar por você. A implicância daquele professor chato que por algum motivo totalmente desconhecido sempre pega no seu pé. O atraso três vezes seguidos naquela semana, te fazendo chegar no segundo tempo correndo o risco de receber falta. Todas essas coisas que fazem a gente ter uma mini crise várias vezes por semana, achar que o mundo está cruel demais conosco e que tudo o que a gente queria era só uma soneca depois da aula e um filme de noite com alguns amigos, mas a vida, ah ela só pega pesado com a gente mesmo.


Isso é de uma inocência que eu invejo, vocês não? Nesse momento sinto inveja do meu eu aos 14 anos, que tinha uma inocência tão grande que acreditava que todas essas coisas acima eram motivo de drama ou de algum tipo de sofrência.

Ao mesmo tempo que o adolescente põe drama nas fatalidades da vida, ele também coloca drama nas felicidades gerada por ela. É meio que tudo ao extremo. A gente chega tremendo no colégio com medo do atraso consecutivo, e já acumulado, gerar uma falta, mas depois que consegue entrar e vê o post-it que a amiga colou no caderno só há motivos para sorrir, assim por algo bem besta.
A gente, de novo, tem aquela inocência de acreditar que todas aquelas amizades serão incrivelmente duradouras e que nunca vamos achar outro grupo de pessoas que nos entenda tão bem, e pensando aqui comigo talvez a gente nunca ache mesmo (cada momento com suas particularidades sendo colocadas em perspectiva). A gente teme que o colégio acabe, e por temer o que vai acontecer com nosso círculo social a gente aproveita, e aproveita muito.
Faz todos os tipos de divertimentos com os amigos e acredita que o aqui e o agora é o melhor que a vida tem a nos oferecer e criamos um emaranhado de boas lembranças.

Mas a melhor parte dessa fase incrível, para mim, é a das descobertas.
É quando você descobre o que é paixão, o que é amor, o que é amizade. Começa a descobrir o que é ter responsabilidade. É a partir daí que a gente começa a ver quais coisas são realmente importantes na vida. A gente começa a se descobrir, o que quer, o que gosta, o que não gosta, começa a de fato ganhar opinião e ter consciência da vida.

É tanta informação nova, você está finalmente de fato ganhando noção do que isso que chamamos de vida significa e quão ampla ela é. É óbvio que de início é meio confuso, você está no início do seu auto descobrimento, ainda vai percorrer um imenso caminho. Seus gostos vão mudar, suas dúvidas vão ser outras, certezas vão cair e outras vão chegar. Mas naquele momento você ainda não sabe tão bem disso, por conta daquela inocência que falei acima. Você acredita que já passou por coisa o suficiente para ter certezas, que compreende muito bem o amor e a vida, jura que sabe muito bem do que está falando e fica péssimo porque acha que ninguém mais te compreende, que ninguém entende de verdade tudo o que você está sentindo e descobrindo (quando na verdade a gente é que muita das vezes não entende os outros e eles nos compreendem sim, porque já passaram por isso né queridos).


E por conta dessa bagunça toda que a adolescência é tão renegada. Você está descobrindo o seu gosto musical, e dificilmente uma banda que você amava nessa época vai se manter como uma paixão sua até hoje, como daqui há dez anos você não ouça mais nada que toca no seu celular atualmente.
Você está descobrindo o mundo cinematográfico, como esperar já compreender os filmes que hoje você e seus amigos ficam horas debatendo e revendo?

É tudo muito confuso e duvidoso mesmo. Seja com as roupas que usamos, os cortes de cabelo, as caras nas fotos, os nomes dos nossos blogs, as bandas que pagávamos para assistir ao vivo, os filmes que fazíamos questão de ver no cinema, e por ai vai.
Você estava no início do seu descobrimento, sem ter certeza de nada (mesmo estando cheio delas). Hoje estamos em constante mudança, o que dirá no inicio da nossa tomada de consciência frente a vida e a tudo o que ela pode oferecer.

A injustiça para mim é as pessoas olharem para seu auge dos 15 anos e apenas sentirem vergonha de si mesmas (quando na verdade, pra mim, não precisamos sentir vergonha de nada disso). Olharem adolescentes rindo em grupo na rua e só sentirem pena por serem tão bobos, quando adolescência é tão mais que isso. Uma das fases mais ricas, que de fato não tem como reaver. Reaver a inocência, a falta de responsabilidade, os problemas pequenos, tardes com os amigos sem preocupação com horário (ao invés de encontro em horário de almoço ou fim de expediente), o descobrimento do amor, da importância da família, da grandiosidade que é a vida. Nunca mais teremos uma fase em que não teremos consciência que existem preocupações muito maiores na vida que convencer nosso pai a nos deixar fazer algo. Uma fase em que será tão despreocupante passar uma tarde toda com os amigos. Em que todo e qualquer sábado é quase sinônimo de fazer o que quiser, sem disputar horário pra tanto compromisso e tanta gente pra ver. Em que ver filme bobo é um ato corriqueiro e sem culpa na mente, seja de manhã, de tarde ou de noite, e por aí vai. Que fase fantástica! Por ser assim tão simples, tão boba, e ao mesmo tempo tão estrondosa de novos sentimentos.

Por isso olho para eles e só consigo sentir inveja. Quisera eu estar saindo do colégio às 17h cercada dos meus melhores amigos, achando que já encontrei o amor da minha vida, tendo como maior preocupação do mundo não ir para a recuperação, sabendo que vou dormir até mais tarde no sábado. E desejando, apenas, ir para casa para ver (de novo) o último filme da Hilary Duff e chorar porque não conseguir ir ao show dela. 



Ps.: ainda te amo Hilary.

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