Good vibes

30 de dezembro de 2014

I need to say this every single day

Eu não sei exatamente se every single year eu faço um post reflexivo sobre o ano que está acabando aqui nesse blog, mas eu sinto como se fizesse isso, porque sei que já escrevi alguns por aqui. Na maioria das vezes sinto uma certa preguiça em relação a toda essa vibe de fim de ano, mas nesse, por algum motivo desconhecido, estou amando ler cada post de retrospectiva que acho nos cantos dessa internet. Li todos, todos que apareceram no meu feedly, e cá estou eu me rendendo de novo.

No último 7 on 7 eu acabei falando um pouco sobre esse ano, mas não o suficiente. Mas de certa forma foi bom, já que falei das melhores coisas que aconteceram, ou quase isso.

2014 foi um ano denso, pesado, difícil de carregar.
Eu peguei leve com a faculdade em alguns períodos, e isso fez com que eu acumulasse algumas matérias. Decidi que esse semestre, seria o semestre de desacumular tudo e dar o meu máximo. Eu acabei pegando 6 matérias (o que pra mim é muito, visto que cada matéria tem no mínimo 4h de aula seguidas), uma bolsa e um estágio. Tinha aula até de noite e zero tempo livre durante a semana, usando meus sábados para ler textos e fazer trabalhos.
Sendo que semestre passado foi o semestre de montagem de exposição, também conhecido como o pesadelo da turma da museologia. Traduzindo, foi um ano cansativo.

Eu sei que eu precisava montar essa exposição e eu sei que eu precisava pegar todas essas matérias esse semestre, precisava do estágio e não poderia largar a bolsa. Então eu peguei tudo e dei meu máximo, e foi, no final das contas sempre vai.

Junto a isso, acho que meu cérebro trabalhou ou tentou trabalhar, o máximo que ele pôde. E a vida, claro, ela continuava acontecendo com todos os seus imprevistos. 

Em meio a tudo isso eu me encontrei muito e falei um pouco aqui como amadurecer dói. E dói mesmo, mas passa, e dai você tem que saber lidar com o bom que ficou e acredito que estou no caminho certo.

Eu me perdi um pouquinho por causa disso tudo, a faculdade e todo seu stress (especialmente porque tive que pegar aquelas matérias que a gente não curte mas está entre as obrigatórias) e por causa da vida e seus acontecimentos, mas graças ao meu pai e também à vida, eu acabei voltando pro lugar certo. E então me perdi de novo. E voltei de novo, agora, no finalzinho do ano.

Tiveram acontecimentos bons, claro, e as pessoas parecem querer gritar alguns deles na minha cara quando reclamo de 2014, mas é o que digo sempre, eles aconteceram mas me cansaram um bocado para virem a tona 'cê sabe? É essa vida de adulto, onde as coisas não caem do céu, então para conseguir a gente simplesmente, hm, se esforça. Seja para conseguir passar na P.F. e aí a gente precisa estudar pra caraca nos últimos segundos quando parece que o neurônio sobrevivente vai morrer, seja para criar uma opinião própria e ninguém vai aparecer te dando uma pronta, ou você simplesmente não vai aceitá-la tão bem, como fazia quando era criança e ai então lemos e pensamos um bocado para tentar chegar num pensamento que pareça ou seja válido, seja para bancar alguma coisa e então a gente deixa de comer fora com os amigos para pôr grana na poupança. Então por mais que eu tenha aproveitado cada coisa boa, foi acumulando o cansaço dos esforços.

Também termino esse ano bem mais madura do que comecei, com mais convicções do que quero, não quero, preciso ou não preciso nessa vida, mais cercada de gente maravilhosa, amando mais ainda minha família, confiando mais em Deus, com mais certezas quanto ao que estudo e trabalho, com boas fotos guardadas.

Termino querendo deixar todo esse peso de 2014 nele. Não sou de fazer resoluções para anos que começam (e eu tenho certeza que já fiz um post sobre isso por aqui, mas estou com preguiça de procurar), mas quero fazer uma para 2015: quero mais leveza.
Também não sou de planejar nada para anos que começam, mas estou realmente planejando um ano mais leve.

Eu já pensei muito sobre datas comemorativas, seja feriado ou aniversário, e em uma conversa com uma amiga, minha perspectiva sobre ano novo mudou.
Eu vejo com bons olhos darmos entrada em um novo ano, mesmo que as horas sigam da mesma forma. É simplesmente bom fazer um divisor e ter um impulsor para coisas novas, algo que nos impulsione a fazer modificações. Não estou falando sobre criar esperanças ou ilusões. Ou fazer uma lista de coisas a serem feitas no próximo ano. Mas longe disso, o simples fato de saber que temos mais novos 365 dias pela frente e neles tudo pode ser diferente. Eu gosto dessa separação da vida em anos, e gosto dessa vibe, mesmo sabendo que ela se encaixa no nosso dia se acreditamos que "every breath is a second chance" como eu acredito, mas de domingo a domingo nem sempre levamos isso tão a sério assim, e aí entra o ano novo.

Mas eu estou tentando levar essa filosofia já tão vendida para o meu dia a dia, e trabalhando nessa positividade com minha irmã Débora.
Estou (estamos) conseguindo, então posso dizer que comecei meu ano leve de 2015 nos últimos dias de 2014. 


2014 foi uma loucurinha, mas eu aprendi mais que tudo que loucura é coisa boa e desejo algumas em 2015.
2014, trouxe muitos imprevistos, e eu aprendi que imprevisto é coisa boa, então desejo alguns imprevistos em 2015.
Por fim 2014 me mostrou que o ser humano é uma coisa linda. Então do fundo do meu coração, 2015 me traga muita gente linda que disso eu não me canso.

Mas também me traga loucuras e imprevistos lindos né? Que nesses próximos meses nós vamos brincar, mas pegando de leve, certo?

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