Família

Las Hermanas

sábado, setembro 27, 2014


Dia desses eu postei uma foto das minhas irmãs no instagram perguntando na legenda qual era a sorte de eu já ter nascido não com uma, mas com duas melhores amigas. Acho que é uma dívida eterna minha com a vida não?

Penso que naturalmente quem conhece uma Braga, está conhecendo quase que automaticamente as três Bragas. Óbvio que cada uma tem sua vida particular e suas amizades, e na verdade nós não temos uma amiga que seria íntima de corpo e alma das três (talvez a Anne, nossa irmã postiça mais antiga?), mas uma vez que você virou amiga de uma, as chances de virar amiga das três (não com a mesma intimidade) é bastante alta. Basicamente porque somos exageradamente parecidas, seja gosto, mente ou forma de enxergar a vida, e isso faz que com você se de bem com as três, já que já se deu bem com uma, e quando sai com uma, o programa deve interessar as outras duas, que sim, vão de mala.

É notória a nossa proximidade, certo né?


Quando éramos crianças a gente vivia de fases, era muito raro as três estarem juntas e unidas, a gente meio que vivia de dupla. Épocas eu me juntava com a Débora, épocas com a Ester, e épocas elas se juntavam. As vezes só queria brincar então ficava só com a Débs no quintal, na rua ou na quadra da escola. Épocas só queria descansar, dormir e ver televisão e ficava com a Ester deitada no sofá dentro de casa. Mas quando a dupla da vez estava unida, facilmente ela sacaneava a terceira que estava alone no momento. Odiava quando elas se uniam e ficavam com preguiça de mim, só me sacaneando!
Durante esse período eu não achava que quando a gente crescesse daria no que deu hoje. Na verdade nessa época eu tinha minhas melhores amigas do colégio e tinha minhas irmãs apenas como irmãs e fim. Minha mãe sempre falou que minhas melhores amigas são minhas irmãs, porque elas que sempre estariam comigo durante toda minha vida, e ela tinha sua razão, mas eu nunca compreendia de fato essa fala dela. Até que nesses últimos anos eu venho compreendendo isso mais do que nunca.

Óbvio que tenho ainda minhas amigas, que considero melhores amigas, que compartilho minha vida com maior intimidade, mas não se compara com a conversa que tenho no whatsapp e no facebook com minhas irmãs, a "Las Hermanas".

Nessas conversas que eu faço aquelas doses de desabafo diárias, ali que eu tenho minhas crises e pequenos ataques, ali que eu falo TUDO o que eu penso, e tudo bem porque ali ninguém leva magoa pra casa, ali que eu posso mostrar e compartilhar tudo o que eu vejo e leio de legal na internet sem medo de ser ignorada (porque mesmo que a gente não responda - e ali tá tudo bem não responder, mesmo - a gente sempre vê) e já sei se elas vão gostar ou não, ali que falo das coisas que realmente gosto, e recebo/ troco milhares de dicas, ali também que recebo bronca  e ouço reclamações quanto às coisas que deixei largadas no quarto.

Não é exatamente "ali", é exatamente "com elas". Eu posso me sentir muitíssimo a vontade com algumas pessoas, mas não tem ninguém que eu me sinta mais a vontade do que com elas. Posso falar das bandas, músicas, filmes, livros que eu curto com várias pessoas, mas são elas que compreendem o feeling da parada, afinal nossos filmes/ livros/ músicas/ bandas preferidas estão tudo dentro de um mesmo círculo. 
Elas também são as melhores companheiras de programas, exatamente por termos o mesmo feeling, e ainda assim quando o feeling falha eu posso ter a cara de pau de falar se não quero ir ali ou se estou cansada de andar, sem ter que ficar procurando palavras bonitas.

E esse é um dos pontos que mais gosto. Quanto mais conheço famílias, consequentemente, mais conheço a minha própria e percebo que aquilo que considero "normal" não é muito normal em outras casas, uma delas é a sinceridade. Aqui nos tratamos de igual para igual e sem muito sentimentalismo. Se eu acho X, eu tenho total direito de declarar isso em voz alta e argumentar poque eu acho X e não Y como a Débora acha (apesar dela perguntar e sempre responder "é sim" quando ouve um "não é não" como resposta haha). E tudo bem, tudo bem eu não concordar. Óbvio que as vezes rola altos bate bocas, mas tudo bem também, porque no final não tem mágoa nenhuma e quase sempre sai um compreendendo o outro. 
A questão é que quanto mais conheço outras casas vejo que essa liberdade não é assim tão normal como é aqui em casa, e mais especialmente entre eu e minhas irmãs, que somos sinceras/ diretas/ sem sentimentalismo e convivemos muito bem com isso. 


Quando eu disse ao meu amigo que tinha feito a minha tatuagem para as minhas irmãs ele perguntou o significado dela, só sorri e perguntei se tinha como dar significado para algo tão grande assim. 
Se eu pudesse relacionar com uma palavra minhas irmãs, escolheria aprendizado (e muitas outras claro), mas aprendizado se destaca legal. Elas me ensinaram tanto, mas tanto sobre a vida, especialmente com essa nossa forma de se relacionar, e o simples fato de você ter um irmão já te ajuda a crescer muito. Lidar com as diferentes personalidades delas, e seus respectivos defeitos e qualidades, me faz saber encarar muito melhor as pessoas no mundo, lidar com os defeitos delas e ter paciência com isso. 
Elas me ensinaram sobre irmandade e companheirismo. Muito. Sempre lembro de quando era mais nova e a Ester me defendeu bravamente da minha mãe numa "briga" que estava tendo com ela, e é o que fazemos até hoje. Estamos sempre ajudando uma a outra, aconselhando, orando. Estamos sempre lá. Estamos sempre lá para explicar matéria que a outra não sabe, para mandar o link da música que a gente estava finalmente esperando sair e quem viu primeiro manda, para trocar dicas de filme, para comentar episódio novo da série, para ir nos shows, nas exposições, para ouvir aquela história chata de ônibus que nenhuma amiga ouviria, para reclamar que a vida tá difícil, para falar que a roupa tá feia "sai assim não", para indicar onde comprar o que, para ter papo cabeça e construir opinião junto também, parar fazer sobremesa junto, para ver clipe trash no youtube, para... tudo basicamente.


É simplesmente incrível hoje ser capaz de entender o que minha mãe queria dizer sobre ter melhores amigas para a vida toda. Simplesmente incrível.


Eu tendo infarto de amor por vocês <3
7 on 7

7 on 7: Sorrisos aleatórios

domingo, setembro 07, 2014

Mais um 7 on 7 das lindas no ar. O tema parece tão simples "sorrisos aleatórios" mas foi o que mais deu trabalho! A questão é que com tanta correria ficou meio impossível sair por aí fotografando gente sorrindo. E isso foi com todas as participantes do projeto. Então infelizmente esse post não será recheado de fotos feitas exclusivamente para ele. 
De qualquer forma selecionei as 7 fotos muito bem, porque quis que fossem sorrisos bonitos não só para quem lê mas para a pessoa que vos escreve também.

Hermana Ester com esse sorrisin dela...
Hermana Debs, com câmera analógica. 

Grande e querida Vê, em câmera analógica também.

Eu e hermana Ester no carro se divertindo horrores fazendo selfie com a câmera.

Anitcha e Darley, esse dia foi maravilhoso.

Hermana Ester e Vê e pedaços de hermana Débs numa diversão sem fim.


Adoro essa foto de hermana Ester em toda sua glória


Até o próximo dia 07!

Não deixem de ver os posts das meninas que também estão nessa comigo: LunettesVitrola FashionTirei da Gaveta;  Gosto de Canela e  Ensaio Sobre Mim.

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