Lacunas e aconchegos. Sobre amizades.

18 de agosto de 2014

Durante o percurso uma lacuna vai aparecendo e se evidenciando entre eu e um certo número de vocês. Sempre há um novo você, com uma nova lacuna. Ao passo que também sempre há um novo você, com um novo aconchego.

Enquanto umas lacunas vão aparecendo, novos rostos também surgem e eu começo a perceber o rumo de todos aqueles caminhos.

É inevitável, iremos mudar. Os pontos em comum podem desaparecer, quase todos, mesmo que o amor ali persista. Mas nem as amizades sobrevivem apensas de amor. Sim, elas sobrevivem, mas não vivem.

É difícil manter a intimidade quando a incompreensão começa a surgir. Os sentimentos e pensamentos divergem. Difícil manter longos diálogos.

Por mais que eu te ame e queria ouvir sobre sua vida, não é possível fazer muitas perguntas sabendo que não terei liberdade para dialogar com suas respostas. Porque meus diálogos sinceros não são daqueles que vão te dar animo para continuar ali dialogando comigo. Já se tornaram daqueles que te deixam sem jeito, lacônica e um ponto final acompanhando de uma carinha simpática aparece, como previsto.

O que me agrada não é do seu interesse. O que você fala não é muito do meu.

Eu te amo. Você me ama. Isso vai ser pra sempre, porque amor vai além pensamento, gosto, ideologia. Não é feito para ser racional, porque isso ele não entende muito bem, aquele visualizado e não respondido, porque não tinha muito o que responder.
Para ele, responder ou não responder não é sinônimo de amar ou não amar.

E ele tá certo. E por mim tudo bem.

Que as lacunas surjam, cresçam ou diminuam, conforme o fluxo do nosso viver.
Sei que você vai estar sempre ai, porque eu vou estar sempre aqui. Por causa do amor.

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