Crises

Está tudo tão diferente

sábado, agosto 23, 2014
Durante minha adolescência eu não fui uma pessoa muito adepta à mudança. Mudar de colégio quando eu tinha 13 anos, depois de ter estudado desde o (antigo) C.A. no mesmo colégio, foi um dos meus piores traumas. Era uma mudança muito pior do que eu estava disposta a aguentar. Custou o primeiro ano todo para eu me adaptar.
Hoje com 20 anos eu tenho um pensamento bem diferente em relação a isso, amo mudanças e as aceito de coração aberto.

Acho que fui aceitando tantas mudanças (já outras eu não tive a opção de aceitar, porque a vida não deu opções), que minha vida no momento está toda em cima de incertezas. Toda. Cada ponto.
Essa semana eu parei para pensar um pouco porque eu ando tão carregada, ando com sentimentos e mente mergulhados num emaranhado de pensamentos e complexidades. Comecei a ir pensando em ponto por ponto da minha vida. Está tudo diferente do que eu poderia supor uns anos ou meses atrás. 
Quando acaba um ciclo da sua vida e você já tem em mente o outro que vai começar, é uma mudança, mas não é tão brusca assim. Acontece que nem todas vieram dessa forma na minha vida.

Tinha uma mudança que eu almejava há meses, quiça anos, e me toquei que há tenho. Foi estranho senti-lá depois de tanto tempo, apesar de ser tão boa quanto eu imaginava.
Teve mudança que eu não queria nunca que ocorresse, mas a vida a trouxe e estou aprendendo a lidar com ela e suas inúmeras consequências que afetam outros inúmeros pontos na minha vida, do meu dia-a-dia.
Tiveram mudanças que eu sempre soube que chegariam, que estavam na minha (miúda) lista da vida, mas que o processo de concretização delas foi bem diferente do que eu poderia supor, me afetou muito mais do que eu poderia imaginar.

Mudanças dentro da minha família, minha vida amorosa e espiritual. Todas com consequências na minha vida, em mim, óbvio.

Mesmo que hoje eu seja adepta à transformações, ao novo, ainda existe um pouco do meu eu dos 13 anos que precisa de um período de adaptação para conseguir lidar com tanta informação, tanta incerteza. 
Nesse meio tempo, rola falta de humor, perda de paciência, drama e choradeira acima do normal, crises de questionamentos. Uma TPM sem fim previsto, basicamente.

Apesar de todos os pontos negativos, não consigo enxergar esse momento da minha vida como algo ruim, como enxerguei quando fui obrigada a mudar de escola. 
Dói crescer, passar por um processo de transformação que a gente não consegue enxergar como termina. Mas a recompensa é um auto-descobrimento que faz a nossa dívida com a vida só aumentar.

Se a vida me oferecesse opções, escolheria aquela que propõe fazer tudo do jeito dela, da própria vida. Porque por mais que todo o processo de mudança seja doloroso, ele é capaz de dar milhares de pequenos prazeres que você só é capaz de perceber exatamente por estar passando por tudo isso.
O contraste, ele é maravilhoso.
Fotografia

SB

quarta-feira, agosto 20, 2014

Tinha uns 7 meses que eu estava esperando o cabelo crescer para ter aquilo que chamamos de raiz natural, para ver no que dava.

Eu cansei de ir no salão de meses em meses. Cansei de passar prancha no cabelo. Cansei de não poder lavar a cabeça sempre quando eu quisesse me preocupando em ter que fazer prancha depois. De machucar meu couro cabeludo que é extremamente sensível com química.

Mas eu mesma não conhecia mais como era meu cabelo natural. Então esses meses esperando ele crescer foram cheios de curiosidade e sem saber muito bem o que eu faria. Eu sabia que além de não passar mais química também não ia mais fazer prancha. Também decidi hidratar ele o máximo possível, independente do que eu fosse fazer com ele, hidratar não seria um problema, porque nunca é.

Decidi que ia procurar um especialista em cabelo crespo/ cacheado e que iria cortá-lo também. Quando eu não sabia. Foi o que eu fiz.

A solução para tirar a química é cortar. Fato. A coragem veio (com um empurrão de duas mãos fortes de mamãe) e fui no salão.

Eis o resultado, nesse post que só contém fotos da minha cara.




Como falaram, meu rosto ressaltou.

Quando me olhei no espelho um dia desses pareceu que estava vendo meu rosto pela primeira vez.
Amizade

Lacunas e aconchegos. Sobre amizades.

segunda-feira, agosto 18, 2014
Durante o percurso uma lacuna vai aparecendo e se evidenciando entre eu e um certo número de vocês. Sempre há um novo você, com uma nova lacuna. Ao passo que também sempre há um novo você, com um novo aconchego.

Enquanto umas lacunas vão aparecendo, novos rostos também surgem e eu começo a perceber o rumo de todos aqueles caminhos.

É inevitável, iremos mudar. Os pontos em comum podem desaparecer, quase todos, mesmo que o amor ali persista. Mas nem as amizades sobrevivem apensas de amor. Sim, elas sobrevivem, mas não vivem.

É difícil manter a intimidade quando a incompreensão começa a surgir. Os sentimentos e pensamentos divergem. Difícil manter longos diálogos.

Por mais que eu te ame e queria ouvir sobre sua vida, não é possível fazer muitas perguntas sabendo que não terei liberdade para dialogar com suas respostas. Porque meus diálogos sinceros não são daqueles que vão te dar animo para continuar ali dialogando comigo. Já se tornaram daqueles que te deixam sem jeito, lacônica e um ponto final acompanhando de uma carinha simpática aparece, como previsto.

O que me agrada não é do seu interesse. O que você fala não é muito do meu.

Eu te amo. Você me ama. Isso vai ser pra sempre, porque amor vai além pensamento, gosto, ideologia. Não é feito para ser racional, porque isso ele não entende muito bem, aquele visualizado e não respondido, porque não tinha muito o que responder.
Para ele, responder ou não responder não é sinônimo de amar ou não amar.

E ele tá certo. E por mim tudo bem.

Que as lacunas surjam, cresçam ou diminuam, conforme o fluxo do nosso viver.
Sei que você vai estar sempre ai, porque eu vou estar sempre aqui. Por causa do amor.
Família

O melhor pai do mundo!

domingo, agosto 10, 2014
Esse post faz parte da Blogagem Coletiva do Rotaroots! Grupo saudosista dos primórdios do mundo blogueiro.




Lembro uma vez, quando eu era criança, que estava andando na rua, da minha antiga casa, com o meu pai e ele sempre demorou para responder, então para chamar logo a atenção dele, falei repetidas vezes "pai, pai, pai, pai, pai!" e ele respondeu repetidas vezes "oi, oi, oi, oi, oi!". Foi algo besta, mas que eu achei tão engraçadinho na época. Porque a maioria dos outros pais perderiam a paciência fácil, não levariam a coisa com humor como ele fez, e ainda faz. Porque ele continua demorando para responder e eu continuo o chamando assim.

Por causa desses detalhes, especialmente na leveza para levar a vida (que fica explícita no alto nível de paciência que ele tem) e o seu bom humor, eu desejava de verdade um dia ser como ele. Mesmo quando criança, eu sabia reconhecer que eu tinha como pai um dos caras mais incríveis desse mundo, ao ponto de eu achar minha mãe sortuda demais por conseguir ter um marido tão incrível e pensava que queria ser sortuda que nem ela também um dia haha.
Uma outra vez, também na nossa rua, quando a gente voltava para casa, eu lembro que até falei isso para ele: "Você é incrível pai, quero ser como você quando crescer" e ele ficou meio sem graça haha.

Se quando eu era criança eu já reconhecia as qualidades dele, hoje em dia, que vejo as coisas de forma mais clara e entendo um pouco mais sobre a vida, só consigo confirmar cada vez mais que Deus foi bom de uma forma indescritível comigo ao me dar o Sr. Edinho como pai.

A forma como você leva a vida. Você já passou por inúmeras crises e nossa família por algumas, e o senhor sempre está com um sorriso no rosto, com sua leveza e seu jeito amável. Não conheço mais nenhuma pessoa assim. Tão justo e bondoso. Não tenho uma memória onde o senhor reclama da vida e está de cara feia. Porque até quando você se estressa e fica sério é só brincar contigo que você já volta a rir.


Eu passei por uma crise meio fedonha entre meados do ano passado até meados desse ano. Um dia estava no quarto, sozinha, meu pai entrou e disse que queria conversar comigo. "Filha você não está bem, não está mais com toda a sua alegria contagiando a casa, como costuma ser. Me fale, o que está havendo?". Com uma preocupação sincera e pronto para ouvir tudo que eu havia para falar sem qualquer julgamento, apenas querendo me ajudar. E ajudou. Eu chorei, ele ouviu, aconselhou e minha crise, de quase um ano, simplesmente foi embora. Uma conversa, com o meu pai! Quantas pessoas tem essa sorte?

A nossa relação é toda baseada em confiança, respeito e amor. Eu admiro tanto os meus pais por terem conseguido construir uma relação assim comigo e minhas irmãs! Uma relação em que eu não preciso mentir para eles, porque a gente pode conversar e se entender, sempre. 

Então pai, eu amo nossas saídas de carro por aí, seja para ir ali na esquina, ou quando você me busca em algum local, só porque ter sua companhia é um prazer. Amo ir até o ponto contigo, porque são 10 min de conversa contigo de manhã. Amo nossas conversas teológicas. Amo ter um pai-google, que me informa toda palavra que eu não sei o significado dentro dos campos: teologia e política. Amo nossos almoços de domingo com pastel de feira e conversa fiada. Amo que você tem paciência para ouvir e tentar responder todas minhas dúvidas e questionamentos. Tem paciência com todas as minhas brincadeiras infantis, até hoje. 

Uma vez eu e mamãe sonhamos que o senhor havia morrido e dentro de todos os sentimentos que já invadiram o meu peito, esse de longe foi o pior de todos. Nesse dia vê-lo entrar no quarto enquanto eu chorava querendo te abraçar foi um alívio imenso. Eu nunca o tinha visto chorar, e acho que esse dia foi o único até hoje que eu o vi chorar, enquanto me abraçava e eu não conseguia conter minhas lágrimas. Por mais contraditório que seja, esse abraço foi um dos melhores que já dei na minha vida, por poder senti-lo vivo e quente perto de mim.
Vê-lo ficar cada vez com mais cabelo branco e ruguinha dá um aperto no meu coração, porque eu não quero sentir algo como o que senti esse dia nunca mais. Porque pensar que um dia eu posso perder o melhor homem da minha vida dói muito.

Então vamos continuar aproveitando cada pequeno momento da vida, como você me ensinou. Andando de carro juntos pelo Rio de Janeiro. Dando e recebendo beijo de boa noite todo dia. 

Obrigada por aquela memorável guerra de bolinha de papel, onde nossa sala só tinha isso pelo chão. Por todas as brincadeiras descalça na rua. Por todos os arranhões e ossos quebrados por causa dessas brincadeiras. Por todos os cachorros que eu já tive! Por ter me ensinado a andar de bicicleta (nossa, era muito bom!). Por todas as bolas, mesmo elas sempre caindo no quintal do vizinho, você não se importava e comprava sempre uma nova pra eu e Débs brincarmos no quintal. Por todo esforço e preocupação em volta da minha educação. Por me permitir construir meu próprio caminho/ futuro, apenas me apoiando e aconselhando, e não querendo escolher por mim. Por respeitar meu espaço e me permitir escolher e errar. Obrigada por sempre estar lá e eu saber que você sempre estará.

Obrigada. Por mais que eu viva o resto da minha vida tentando de diversas maneiras te agradecer, sei que nunca vou ter demonstrado minha gratidão o suficiente. Boa parte do que eu sou é uma dívida eterna minha contigo. Você todos os dias, com a sua existência me mostra um pouco mais a beleza da vida.


Eu te amo, com o maior amor que uma filha pode ter por um pai, e com muito respeito também, porque eu continuo querendo ser algo pelo menos parecido com o senhor quando crescer. 
7 on 7

7 on 7: Melhores momentos de julho

quinta-feira, agosto 07, 2014

Mais um dia 07 e mais uma postagem do projeto 7 on 7 das lindas. É muito bom fazer esse post, especialmente pelo tema, que foi escolhido pela minha hermana Débs, que propõe postarmos 7 fotos dos melhores momentos de julho, ou seja, fotografar e falar de coisa boa. Estou amando hahaha.

Nem só de coisa grande e momento espetacular vive o homem. Se a gente fosse ser feliz dependendo só deles coitados de nós, felizes não seríamos. Aquele velho discurso clichê de valorizar pequenos momentos, é clichê mas é necessário. Então os incluí fortemente aqui, porque esses momentos são os melhores, por causa da importância deles mesmo. Falado isso:


1. Ver exposição


Ver exposição costuma ser muito bom. Essa é a Visões na Coleção Ludwig que estava rolando no CCBB, e estava muito boa, mas saiu no final de julho. Uma pena que está rolando a do Salvador Dalí por lá também e essa coleção acabou não recebendo muita atenção no tempo que esteve em exposição.


2. Andar pelo Rio de Janeiro


Nesse dia eu sai do estágio na hora do almoço e só tinha outro compromisso no final da tarde, fui andar pelo Rio, sem pressa, sem compromisso, com temperatura amena e céu azul. Foi maravilhoso, a arquitetura antiga do Rio.. E esse céu...


3. Comer fruta


Acordar e ter fruta pra comer depois de beber meu copo d'água (brigada pai por ter me passado esse costume), é muito bom. Nesse dia tinha morango, que não é minha fruta preferida, nem está no meio das que considero as mais mais, mas estava tão docinho, e era vermelhão, grandão haha. Mamãe viu que eu estava amando tanto comer morango que depois que tirei essa foto ela foi lá e fez uma vitamina pra gente. Está bom começar o dia assim.

4. Planejar viagem


Viajar é muito bom, ok. Mas planejar viagem também é, pelo menos para mi persona! Nesse dia eu e mais dois amigos nos reunimos para ver os detalhes da nossa viagem pra Cuba. É muito detalhezinho quando você planeja tudo por conta própria e como somos três precisamos fazer tudo de acordo com os gostos e bah dos três. É trabalhoso mas é prazeroso também, podem me achar louca. Mas ficar pesquisando sobre o local, conhecendo-o e descobrindo-o mais, lendo mais sobre o destino, tudo que se pode fazer por lá, escolher as cidades que queremos conhecer, pesquisar local pra comer, ficar e bah, poxa acho muito bom.

5. Comer chocolate.


A foto ficou cagada, mas mesmo assim tive que postar. Porque comer uma barra de chocolate sempre vai ser um ótimo momento! Pode ser bobo, simples, mas é top always haha!

6. Fazer sobremesa com a Hermana Ester


Eu e Ester temos esse vício de querer sobremesa depois do almoço, só que nem sempre tem, então a gente faz. A gente inventa umas coisas e elas costumam dar certo. Dessa vez a gente tentou algo super simples, mousse de maracujá, e não ficou lá essas coisas. Acho que eu comi tudo sozinha porque mais ninguém quis hahaha.
Mas me aventurar na cozinha com a Ester e nossas sobremesas é sempre bom. Todo nosso humor irônico e dom culinário juntos só pode ter bons resultados haha.

7. Ver gente linda + Ver filme 


Não poderia finalizar o mês com a alma mais leve! Por causa das férias da faculdade eu estava um tempo sem ver a Nicole (aka Nico) então marcamos um cinema, chamamos outras amigas mas acabou que só fomos nós duas, e foi maravilhoso porque era a Nico. Sabe aquela pessoa que você ama de graça, que sempre quando você vê é bom, que abraçar é uma gostosura e todas essas coisas boas? Então é a Nico. Poderia ficar aqui falando dela linhas e linhas... Então vê-la é sempre um momento maravilhoso! 
Sem contar o filme, O Grande Hotel Budapeste, que é muito bom e saímos da sessão encantadas com ele. Sendo que esse mês vi pouquíssimo filme, muito pouco mesmo, me fixei em série, então ter ido no cinema ver filminho com uma companhia tãão agradável foi awesome! hahaha. A foto só está com qualidade mais inferior, porque sabia que ia chegar mais tarde em casa e não quis andar com minha câmera por aí, mas isso é detalhe.

Cheguei em casa no final desse dia, dia 31/07, com a alma leve finalizando o mês de julho muito bem e pro finalzinho ser incrível mesmo, ainda teve mingau de mamãe quando cheguei em casa haha. Tem coisa mais amor? hahahaha

Esse post foi prazeroso demais, espero que o próximo desse projeto também seja!

Não deixem de ver os posts das meninas que também estão nessa comigo: LunettesVitrola FashionTirei da Gaveta;  Gosto de Canela e  Ensaio Sobre Mim.
Crises

Pela não crise dos vinte e poucos...

segunda-feira, agosto 04, 2014

Ontem eu estava em um local bacana, com muito verde e com amigos. Ao invés de ficarmos sentados conversando, resolvemos andar por aí conversando. Estamos todos nos formando (uma amiga já está formada), com emprego/ estágio/ bolsa. Então a conversa fluiu por esse caminho. Monografia, entrevista de emprego, paixão pelo que faz...
A gente foi conversando e se abrindo, quem tinha paixão pelo o que fazia confessava, quem não tinha também confessava. Um em especial que não tinha, assumiu isso e disse que quando se formasse ia prestar vestibular para fazer aquilo que ele realmente amava. Foi o mesmo que levantou a questão de gastar o dinheiro que ele ganha no trabalho dele, naquilo que ele gosta e tem prazer ao invés de investir em um "futuro seguro".

Hoje eu li mais um post em um blog, sobre a tal crise dos vinte e poucos anos. Eu fiz 20 anos esse ano, ano que vem, com 21 me formo na faculdade e no momento não estou passando por crise alguma. A tal da crise não vem no início dos 20 anos, pelo o que eu vejo, ela vem ali do meio para o fim, depois dos 25, sabe?
Mas pensando sobre isso e depois de ler um bom número de posts de pessoas que estão ali, nos 25 adiante, eu percebi algumas coisas.
Nós todos recebemos os mesmos ensinamentos, que hoje é relativamente distante da nossa realidade: se formar (pra ser alguém na vida ~suspiro muito longo~), se casar (pra enfim ser completo) e chegar na casa dos 30 com casa própria que tenha um quarto já ocupado com filhos (ai sim você mostra que venceu na vida).
Então quando temos 15 anos e ainda temos uma mente inocente e fora da realidade, pensamos que isso vai acontecer assim, exatamente como planejado. 


Até certo ponto eu ainda achava que teria algo do tipo, acho que até os meus 17/ 18 anos, que foi quando percebi que ser solteira é algo muito bom e comecei a pensar se um dia eu casaria mesmo. 
Agora com os meus 20, minha mente, óbvio e ainda bem, mudou mais ainda. 
Eu não tenho muitos planos para o futuro. Hoje lendo esse post, em algum blog, sobre mais uma crise dos 20 e poucos anos, percebi que o que posso fazer de melhor é viver o hoje. 
Com esse post que li, ficou explícita a preocupação de alcançar objetivos, acertar alvos futuros e concretizá-los, que parece não haver espaço algum para a pessoa se realizar agora, no momento. Por que estar bem se ainda não me formei, enquanto todos meus amigos postam fotos de formatura? Por que ser feliz se não tenho um emprego que me dá estabilidade financeira? Por que ser feliz se ainda não comprei meu apartamento?
Há uma preocupação tão grande em alcançar metas até certa idade, que o presente parece ser útil apenas para construir esse futuro, mais nada. Não há espaço para prazer e felicidade enquanto não se risca todos esses pontos na lista "to do" da nossa vida. Não há como ser feliz, ou ter satisfação ou orgulho da própria vida sem ter nada daquilo. Quão louco isso é?

Naquela conversa que tive com meus amigos, enquanto caminhávamos por caminhar, para conversar, colocamos em cheque o "por que juntar dinheiro para ter minha própria casa no futuro, se no momento estou feliz morando com meus pais e viajando para onde eu quero nas minhas férias?".
E é exatamente isso. 
Eu não quero uma casa agora e nem sei quando irei querer ter, então porque me preocupar com isso agora? Deixar de viver bem o hoje para viver sempre bem no amanhã.
Se você quer se casar e tem poupança para comprar sua casa e ter seus filhos, faz o correto, se é isso que lhe trás felicidade. Mas eu que não tenho nenhum desses planos, ao invés disso eu pego meu dinheiro e o gasto com as coisas que me dão prazer hoje. Não vivo para um amanhã incerto. 

Tem gente que se realiza quando compra uma casa, a arruma do jeito que quer, se casa com 25 anos e já tem dois filhos com 30. Se a pessoa é feliz, eu fico feliz por ela, fico mesmo! Curto a foto no facebook e tudo. Mas acredite, existem outros caminhos para a felicidade.
Somos pessoas diferentes, seria assustador se só houvesse uma forma de ser feliz para pessoas tão diferentes umas das outras.

Eu não planejo comprar uma casa própria, não planejo ter um carro do ano, não planejo ter 3 filhos com 30 anos ou ter um emprego que me dê estabilidade financeira com 25 anos. Se isso ocorrer e eu estiver feliz, tudo bem, as pessoas também mudam. Mas se isso tudo não ocorrer ok, eu escolhi outro caminho para me realizar. Eu posso estar fazendo meu mestrado, namorando, morando sozinha num apartamento alugado com poucos móveis, trabalhando em um museu qualquer, viajando nas férias e comendo no restaurante legal  e baratinho da esquina com os amigos no final de semana. Quem disse que não há felicidade nessa vida?

O que podemos aprender com nosso eu de 15/ 16 anos é não planejar, não fazer uma agenda a ser cumprida nos próximos anos, porque a vida não funciona dessa forma. Aprender a não construir um molde e se forçar a se encaixar ali dentro. Especialmente, aprender que não há porque pôr a felicidade só no futuro e ver ela se frustrando a cada objetivo não alcançado. Não tem porque ser feliz só quando "a vida dos sonhos" (assim, bem clichê mesmo) se concretizar. Seríamos todos felizes muito tarde, se um dia chegarmos a ser! Não há porque pôr a felicidade na próxima década quando há felicidade na conclusão da monografia (quando você fala de um tema que você gosta). Quando há felicidade em viajar pelo próprio Estado nos feriados pelo meio do ano. Quando há felicidade em ser solteira se conhecendo e se aproveitando. Quando há felicidade em comer pizza com os amigos numa noite de pijama boba.

Saia dessa e aproveite a vida sem crises ilógicas!
Amizade

Picnic da Lele

domingo, agosto 03, 2014

O post dessa vez tem um recheio gordo de foto! Hoje foi meu último dia de férias da faculdade, e foi o dia que a Lele, essa branca de cabelo preto mais linda de todo mundo, com seus olhos verdes lindões, escolheu para comemorar o aniversário dela. Ela é a mestra dos picnics e para essa data especial escolheu cuidar dos mínimos detalhes e acabou sendo o picnic mais cheio de graça que já fui. Então tirei muita foto e aproveito para postá-las aqui. 



O dia foi de todo muito do bom! Chegamos de manhã cedo e matamos a saudade de pessoas que não víamos há um tempo, especialmente da Vêronica e da própria Lele! Muita conversa e risadenha.
Aproveitei que por lá tinha ciclovia e levei meu long. Não dei uma volta sequer com ele por ai nessas férias, então matei quase toda a vontade (é muito boooom, always) e ensinei a Vê a andar. Minha hermana Ester que nunca tinha tido coragem de subir sequer nele, teve coragem e aprendeu algumas cosias rs. Fiquei tipo mãe instruindo e levando na mão, segurando quando ameaçava cair... Já posso ensinar criança a andar de bicicleta.





A Vê é essa linda ai de cima e vê-la é sempre garantia de bons momentos. Ela é daquelas amigas de anos, que a gente leva pra vida, mas que raramente esbarra porque a vida sempre anda complicada e sem tempo. Mas quando vê é sempre alegria purinha e muito amor. 










Além de andar de long, comer muito e tirar muita foto (hoho), também jogamos Twister que a Vê nunca havia jogado e é sempre engraçado. Jogamos Imagem & Ação e ganhaaaaaamos haha. Matei também a saudade de jogar 5 Cortes, alguém conhece esse jogo? Jogava muuuito no ensino fundamental!









Terminei o dia morta! Deveria ter terminado minhas férias totalmente sem cansaço para começar o semestre com tudo, mas valeu muito a pena o dia e o sono que vou sentir amanhã a noite na aula não vai ser em vão.
Estamos esperando o próximo encontrinho-picnic Lele. Já pode marcar!



Instagram