Séries e Parenthood e One Tree Hill

13 de julho de 2014

 
Eu queria ter paciência para assistir mais séries, tenho em casa uma maníaca por séries, como vocês podem ver aqui e acho que no outro extremo temos: eu.
Conta-se fácil quantas séries eu já vi e o motivo disso é a tal da preguiça, mas além dela temos a falta de ligação seja com os personagens, seja com a trama em si.

As séries que conseguiram ultrapassar esses problemas e obter minha atenção and coração foram: Friends, óbvio, a série clichê mais querida de todo o ocidente! Já vi as 10 temporadas, completinhas, e vivo revendo episódios aleatórios. House of Cards, que descobri esse ano e estou aguardando ansiosamente a próxima temporada. Sherlock, que é a série que mais espero loucamente os episódios. Já vi Prison Break toda, basicamente porque um amigo de turma no ensino média tinha o box e me convenceu que era incrivelmente incrível, eu peguei emprestado e sim, eu comi a série. Tenho queda pelos livros da Jane Austen e sempre quando acabo a leitura de um vou procurar as adaptações, acabei encontrando duas séries baseadas nos livros da autora: Emma e Pride and Prejudice, ambas são curtinhas e vi super fácil. E por fim minha série favorita de todos os tempos One Tree Hill.

Além dessas que vi do início ao fim tem infinitas, e eu não irei lembrar de todas,  que durante minha vida vi episódios soltos, ou acompanhei por algumas temporadas e depois fiquei só vendo episódio solto de novo, aquelas séries que passavam na TV e as vezes eu parava para ver mas nunca sentei para assistir tudo corretamente do início ao fim, são elas: Criminal Minds (essa eu amo demais!), Gilmore Girls, The O.C., Smallville, CSI Miami, CSI Las Vegas, Eu a Patroa e as Crianças (bem para ver durante a tarde), Everybody Hates Chris, A Feiticeira, Agente 86, Mr. Bean, as inúmeras séries bobinhas da Disney que passam de madrugada na hora da insônia, e a lista é infinita.

Agora o número de séries que comecei a ver e parei, seja no pilot ou na terceira temporada, é bem maior que o número de séries que vi do início ao fim. Comecei a ver Dexter, Hannibal, Bates Motel, Orange Is The New Black, How I Met Your Mother,  Breaking Bad, The Big Bang Theory e não sei mais o quê. Por mais que eu me interessasse e por mais que as séries tivessem uma produção incrível, nunca ia para a frente, desistia, basicamente porque não rolava um frisson entre eu e a série.

 sherlock <3

Além dessas, teve algumas outras séries que consegui levar adiante, Downton Abbey foi uma delas, a série é realmente boa, com produção maravilhosa, e amei demais a primeira temporada, a segunda também, então cheguei na quarta e emplaquei. Ficou meio cansativa, ficou aquele ar de "por que eu ainda assisto, o que ainda me prende nessa série?". Então resolvi dar uma pausa e ver outras (porque eu não consigo ver várias séries ao mesmo tempo). Comecei a ver Arrested Development e simplesmente amei, eu praticamente comi a primeira temporada (como costumo fazer quando gosto de uma série, vejo uma temporada em um ou dois dias). Até que o Netflix resolveu ressuscitar a série e fazer a quarta temporada dela, só cheguei no segundo episódio da quarta temporada. Então fui ver uma outra série que minha irmã Ester via nas horas de bobeira dela: Suits. É a série mais simples que já vi na vida, a melhor coisa na minha opinião é a trilha sonora, aguentei também, até a terceira temporada, então foi a mesma coisa que ocorreu com Downton Abbey "porque eu ainda vejo essa série?". Eu não me importava com os personagens e com o que ia acontecer com eles.


Então comecei a assistir Parenthood, e ai parece que tudo fez sentido. Eu gosto de série que eu me envolva de fato com o personagem, me preocupe com ele e queria ver o próximo episódio para saber como tudo vai ficar, era exatamente assim com One Tree Hill e é por isso que é minha série favorita. Acho que Parenthood de alguma forma pode substituir esse lugar que OTH tinha.

Ambas as séries não contam com algum conflito central onde você assisti e espera os episódios saírem para ver se o conflito se resolve ou não. São apenas famílias com todos seus problemas mostrando que é normal ser imperfeito e que família e amigos sempre estarão lá de alguma forma. Ambas as séries explora cada um de seus personagens, sem ter um núcleo central, todos são importantes, porque mostrar a diferença de personalidade existente entre eles é essencial. Não existe um tipo exemplar de família. Todas são diferentes com seus próprios problemas porque todas são compostas por pessoas diferentes com personalidades próprias. Seja o Adam Braverman, super amigo conselheiro, que precisa lidar em casa com uma esposa amável, porém muitas vezes neurótica, e de bônus um filho com austismo e uma filha adolescente. Seja a Brooke Davis que precisa lidar com os próprios problemas internos, a solidão de morar sozinha e a vontade de ter um filho quando nem um namorado ela tem.

Os personagens tem vida própria e todos eles se encaixam de alguma forma uns com os outros dando harmonia a toda a trama. São duas séries de drama que fazem sua garganta dar uma arranhada sempre em alguma parte do episódio, no caso de OTH, faz você se derramar em choro mesmo, todo fim de episódio de forma que você vai querer ver sempre sozinha no escuro porque já sabe que irá chorar após os 40 minutos de episódio.
Você não acompanha porque quer saber se o mistério vai ser revelado, se o Sherlock vai descobrir quem é o Moriarty, ou se o Frank Underwood vai alcançar a meta dele. Você quer ver porque você se identifica com aquele bando de louco que parece não enxergar o problema na própria cara, ou não quer enxergar porque encará-lo as vezes pode ser difícil demais e você também sabe disso. Você vê todas as 10 ou 6 temporadas, desejando que elas sejam infinitas, porque você já se sente a vontade no meio dos Adams e Brookes, já conhece cada um com seus piores defeitos e melhores qualidades, se sente orgulhoso por todo o amadurecimento que eles tiveram durante todos os anos e fases, se sente parte da família e dói muito quando um familiar que você ama tem que partir.

Não que eu só procure isso em uma série, afinal citei acima algumas outras que consegui terminar, porque realmente eram boas, e entre as que deixei no meio do caminho, algumas eu pretendo um dia ir até o fim. Mas é que parece que finalmente entendi porque não consigo criar paixão por séries facilmente quando eu realmente tenho interesse em assisti-las. Esse interesse não é o suficiente na maior parte da vezes, creio que é exatamente porque quando assisto uma série além de direção, fotografia, roteiro, trilha sonora e tudo mais, eu me interesso de fato é pela experiência afetiva que cada episódio da série pode me oferecer através das histórias dos seus personagens. E aí são poucas que passam por esse filtro.

Me confessando no final do post, eu ainda estou na segunda temporada de Parenthood, mas foi tão bom encontrar uma série como essa, para ver tomando cafézinho quando chego em casa do estágio, que precisei vir aqui escrever esse post sobre meu feliz insight e essa série que mal chegou na minha vida mas já considero pacas.


:(


You Might Also Like

1 comentários

  1. Sdds OTH!
    Parenthood está ganhando meu coração aos poucos e ficando no lugar de OTH. E a trilha sonora é tão boa quanto de OTH.
    E em Parenthood a gente chora menos mas é tocante igualmente <3

    ResponderExcluir

Instagram