Crises

Freedom at all

domingo, julho 27, 2014


Não é segredo que eu mantenho meu blog num estilo diário, praticamente porque num diário você escreve sobre o que quer, como quer e quando quer. Seja a coisa mais tosca do mundo, por exemplo, como foi seu dia (sendo que você ficou o dia todo vendo série), seja poeminhas bem dos fracos quando você está apaixonada, seja sobre algo que você gosta. Bem estilo adolescente, época que as pessoas costumam levar adiante a ideia de manter um diário. Exatamente a época que comecei a ter blog.

A ideia de escrever (no teclado do computador e não a lápis) sobre tudo que você quiser num espaço todo seu, que você pode deixar com a sua cara sem ficar toda suja de cola ou meia hora procurando imagem legal na revista pra enfeitar as bordas da folha, é tentativa demais para desconsiderar. 
Porque falar sobre nosso dia a dia, sobre aqueles detalhes que a gente repara e quer que todo mundo repare também é bom demais. Falar sobre o que a gente gosta, seja música, filme, artista ou livro. Sobre nossos medos e questionamentos. Daquele dia legal com as amigas ou aquela viagem. Abrir a mente. 

O problema é que as vezes me sinto meio mal de escrever aqui sobre certas coisas, mesmo que elas não queiram sair da minha mente.
Escrever sobre minha vida de forma explícita era muito mais legal quando eu tinha 12 anos, mas a vontade de escrever é a mesma. O motivo também é o mesmo: essa vontade em si. . E porque ler outros blogs nesse estilo, onde a pessoa fala sobre esses mesmos assuntos, porque ela quer e gosta somente, me faz um bem danado.

Eu me sinto meio receosa as vezes de escrever sobre certas coisas aqui porque esse mundo de blogs que seguem o estilo do Freedom é grande sim, bem grande, mas é pouco visto, é quase escondido, é mais pra quem o entende e faz parte dele (pra quem tem o Twitter como a rede social preferida - os entendedores, entenderão), e é dessa forma porque as pessoas não querem ganhar dinheiro com blog, não querem ser pops, sair em site de Street Style, não querem likes e seguidores. 
A gente não quer falar das nossas viagens pra provocar inveja e mostrar que nossa vida é demais, até porque diferente desses outros blogs a gente faz muito post falando de dias ruins ou posts com partes que contam problemas das nossas vidas, o que a gente faz no twitter mais é contar momentos tensos e reclamar que qualquer outra coisa. 
A gente escreve sobre viagem, show que foi, faz post cheio de foto bonita com os amigos só por prazer próprio mesmo. Porque quando qualquer pessoa passa por esses momentos gosta de ficar falando e falando sobre isso all the time, então nós blogueiros dos tempos antigos vamos lá e escrevemos no blog. Porque escrever sobre coisa boa é bom. Como também ir nos outros blogs e ler sobre esses momentos na vida de outras pessoas também é muito bom.

A questão é que as vezes quero falar de certos assuntos aqui e fico com o pé atrás porque parece que estou falando só porque esses blogueiros com K no numero de seguidores também falam, quando na verdade eu já fazia isso muito antes deles e muitas das vezes (não sempre) o motivo para ser feito pode ser bem diferente nos dois lados.

Mas, isso aqui é minha casa, é meu território, eu falo sobre o que eu quiser independente de ser mainstream ou não. Então estou abstraindo tudo isso.

Vlw, flw.
Postagem Coletiva

Tag: 4 por 5

terça-feira, julho 22, 2014


A Maissa lá do Tirei da Gaveta me indicou para participar da Tag 4 por 5 que ela fez no blog dela. 
É uma tag simples e rápida e por isso eu curti tanto. Nela eu simplesmente respondo as 5 perguntas apresentadas com 4 respostas. Então aqui vão elas:


1.
4 Lugares que gostaria de ir.
Os 4 cantos do Brasilzão, Ilha de Creta (Grécia), Ilhas Maldivas, Austrália. 

2.
4 Palavras que te define.
Curiosidade, organização (com coisas sérias, aka: documentos, faculdade e bah; com bobeira nem um pouco: cama arrumada, coisas do quarto no lugar...); ansiedade e amabilidade.

3.
4 Cores que mais gosta.
Verde (ooooh), azul céu, amarelo e preto.

4.
4 Pessoas que você não vive sem.
Papai, mamãe e hermanas Débs e Ester, ah, foi certinho o número <3

5.
4 Produtos de beleza.
BB cream, máscara, batom rosado e esmalte preto.


Até que foi fácil, os dois primeiros que pegaram um pouco mais.
Post simples e curtinho (diferente da maioria que tem aqui rs), mas que ajuda a me conhecer um pouco mais. Eu deixo completamente livre para quem quiser fazer se sentir a vontade pra postar no blog.


Arte

Museo-oquê?

sábado, julho 19, 2014
Maior Centro Cultural do Rio de Janeiro: CCBB.

Museologia gente. Museólogo. 

Reparei que nunca falei abertamente sobre o que eu estudo, sobre o que eu faço e pretendo continuar fazendo da vida por aqui. Em todos os blogs que eu leio, ou pelo menos 85% deles, fica muito claro durante a leitura dos posts o que a pessoa faz/ trabalha/ estuda, porque é um assunto bem corriqueiro e que acaba aparecendo com facilidade no blog. Meu blog nem tem uma tag relacionada com museu. Então decidi criar logo três novas aos quais inauguro com esse post, são elas: arte; museu; museologia.

Fiquei com vontade de falar aqui exatamente o que eu faço e estudo, porque bem dizer todas as pessoas que um dia me perguntaram o que eu estudo ficaram surpresas com a resposta, pois não sabiam da existência desse curso nas faculdades, e quando eu respondo dizendo Museologia, elas sempre, sempre, sempre, respondem "Museo-oquê?", então eu falo o nome do curso novamente seguido de uma pequena explicação "Museu, sabe? Centro cultural, arte e afins", a pessoa solta aliviada um "ahhh" por ter compreendido.
O problema é que a pessoa entende com o que eu trabalho mas não exatamente o que eu faço, as pessoas tem uma ideia muito vaga (e estou sendo simpática com elas) de como funciona um museu. Teve uma pessoa, e essa pessoa marcou minha vida para todo o sempre, que soltou um "nossaaaa, que legal, nossa" quando falei o que estudava que eu que fiquei num "nossaaaaa, que legal, ela conhece e curtiu!", a pessoa ficou amarradíssima que eu estudava isso que eu fico feliz só de lembrar haha. Mas esse foi um caso muito isolado e diferente do resto. Então vamos lá.

Um museu não se monta sozinho nem se sustenta/ coordena só com os vigilantes e monitores que você vê na recepção e nas salas de exposição, é uma grande estrutura como qualquer outro local, seja um barzinho ou uma empresa, nada se constrói sozinho, inclusive nem uma exposição, um museu.
Aquelas peças expostas (na maioria dos casos) fazem parte da coleção do museu, é o acervo dele. Para uma peça entrar em museu existe toda uma papelada (pelo menos deveria existir) e na faculdade nós aprendemos um pouco sobre isso, quando estudamos documentação ou ciência da informação. Precisamos saber quem era o proprietário, se foi comprada ou doada, avaliar a importância dela e de que forma ela acrescenta para a coleção já existente da instituição, se ela já passou por algum processo de restauração e como ela vem sendo conservada ao longo dos anos, entre muitas outras coisas. Cada peça também tem uma ficha catalografica, que contém todas as informações básicas dela: material feito; ano; autor; se já participou de alguma exposição; se já saiu do museu; se apareceu em algum livro; informações deixadas pelo autor; se já sofreu restauração... A parte de documentação é densa e essencial para o bom funcionamento de um museu.

Nós museólogos também podemos ser chamados de Conservadores, porque nós lidamos diretamente com a conservação de cada peça do acervo. Existe um local chamado Reserva Técnica (ou também deveria existir) onde ficam todas as peças do museu que não estão expostas, o caso é que elas não podem ficar de qualquer jeito (ou não deveriam - esse monte de parênteses só mostra a realidade dos nossos museus, tristeza), sendo que cada peça é feita de um material específico e precisamos deixar elas bonitinhas o máximo de tempo possível, para isso elas precisam ficar bem conservadas, coisa que nós fazemos.
 
Existe também o setor educativo, os monitores que vocês esbarram nas exposições fazem parte desse setor. É preciso ter educadores/ monitores bem preparados para receberem quem tem visita marcada, sejam grupos escolares, grupo de idosos ou qualquer outro grupo. Quando montamos nossa exposição curricular no fim da nossa formação lá na faculdade, a turma se divide em grupos (minha turma se dividiu em três) e cada grupo escolhe um público que quer trabalhar. Eu fiquei no grupo de deficiente visual. Estudamos, pesquisamos e nos esforçamos para preparar uma exposição que fosse acessível para eles. Foi muito marcante para a minha formação, saber enxergar e me colocar no lugar dos diferentes públicos, trabalhar com a acessibilidade.

Além disso tudo tem a gestão do museu em si. Entrada e saída de material, de estagiários, qual empresa contratar para montar a próxima exposição, etc.

Existe muita coisa para fazer na nossa área e isso acaba sendo um caos, a gente estuda tanta coisa! Nossa grande curricular é bem louca e o curso é integral. Estudamos arte desde a arte primitiva até a contemporânea. Estudamos Comunicação. Ciência da Informação. Conservação. História (do Brasil, Moderna e Contemporânea). Arqueologia. Antropologia. Paleontologia. Filosofia. Epistemologia. Sociologia. Museologia em si. 
As pessoas ficam meio perdidas sem saber o que fazer da vida. Pois é gente, existe opção.
 

Essa foto nem é minha (e não lembro onde peguei), mas postei no meu facebook e foi minha foto que mais recebeu compartilhamento na vida, mais 300. Só deixa claro o tamanho da dúvida dentro da minha área e os milhares de museólogos arrumando alguma maneira de respondê-la.




Infelizmente não, o mercado não é dos melhores, ainda mais que a questão de QI é bem forte, nem o salário é alto, o que é bem frustrante. A gente estuda pra caraca, pega umas grades bem loucas, puxando matéria noturna para conseguir se formar no mínimo em 5 anos (mas na teoria deveríamos nos formar em 4), tentando conciliar estágio + faculdade + bolsa (no meu caso) para não virar mito dentro da UNIRIO e no fim recebemos uma remuneração bem da maromenu.

No fim das contas sou apaixonadíssima pela minha área, como também tenho amigos que são frustrados por estudarem isso, mas acho que tem disso em toda área. 
Apesar de todos os pesares é o que eu amo fazer, amo estudar, lidar, trabalhar.

O engraçado (ou não HA HA HA) é que a Museologia é tipo um clube, porque é uma área muito da pequena, aqui no Rio de Janeiro esse curso só existe na minha faculdade, em São Paulo por exemplo não tem, só mestrado, daí que todo mundo que eu conheço que é formado ou estuda Museologia, é óbvio, é lá da UNIRIO, então a gente fala do curso, dos professores, disciplinas, da faculdade em si e se compreende total. Qualquer estágio que eu pegar e tiver outro estagiário ele vai ser da mesma faculdade que eu. Minha chefe vai ter feito a mesma faculdade que eu, sendo que nas outras áreas, isso óbvio, não é normal.
Minha irmã Ester faz Engenharia na UFRJ e eu penso que quando ela começar a estagiar/ trabalhar ela vai esbarrar com pessoas do mesmo curso sim que ela, porém, de diferentes faculdades, como, hm... todo mundo! Mas não a gente.
Então Museologia é assim um mini clube de loucos que um dia entraram na UNIRIO e tão aí.
 
Prazer, agora você conhece e meio que compreende mais a gente.

Série

Séries e Parenthood e One Tree Hill

domingo, julho 13, 2014
 
Eu queria ter paciência para assistir mais séries, tenho em casa uma maníaca por séries, como vocês podem ver aqui e acho que no outro extremo temos: eu.
Conta-se fácil quantas séries eu já vi e o motivo disso é a tal da preguiça, mas além dela temos a falta de ligação seja com os personagens, seja com a trama em si.

As séries que conseguiram ultrapassar esses problemas e obter minha atenção and coração foram: Friends, óbvio, a série clichê mais querida de todo o ocidente! Já vi as 10 temporadas, completinhas, e vivo revendo episódios aleatórios. House of Cards, que descobri esse ano e estou aguardando ansiosamente a próxima temporada. Sherlock, que é a série que mais espero loucamente os episódios. Já vi Prison Break toda, basicamente porque um amigo de turma no ensino média tinha o box e me convenceu que era incrivelmente incrível, eu peguei emprestado e sim, eu comi a série. Tenho queda pelos livros da Jane Austen e sempre quando acabo a leitura de um vou procurar as adaptações, acabei encontrando duas séries baseadas nos livros da autora: Emma e Pride and Prejudice, ambas são curtinhas e vi super fácil. E por fim minha série favorita de todos os tempos One Tree Hill.

Além dessas que vi do início ao fim tem infinitas, e eu não irei lembrar de todas,  que durante minha vida vi episódios soltos, ou acompanhei por algumas temporadas e depois fiquei só vendo episódio solto de novo, aquelas séries que passavam na TV e as vezes eu parava para ver mas nunca sentei para assistir tudo corretamente do início ao fim, são elas: Criminal Minds (essa eu amo demais!), Gilmore Girls, The O.C., Smallville, CSI Miami, CSI Las Vegas, Eu a Patroa e as Crianças (bem para ver durante a tarde), Everybody Hates Chris, A Feiticeira, Agente 86, Mr. Bean, as inúmeras séries bobinhas da Disney que passam de madrugada na hora da insônia, e a lista é infinita.

Agora o número de séries que comecei a ver e parei, seja no pilot ou na terceira temporada, é bem maior que o número de séries que vi do início ao fim. Comecei a ver Dexter, Hannibal, Bates Motel, Orange Is The New Black, How I Met Your Mother,  Breaking Bad, The Big Bang Theory e não sei mais o quê. Por mais que eu me interessasse e por mais que as séries tivessem uma produção incrível, nunca ia para a frente, desistia, basicamente porque não rolava um frisson entre eu e a série.

 sherlock <3

Além dessas, teve algumas outras séries que consegui levar adiante, Downton Abbey foi uma delas, a série é realmente boa, com produção maravilhosa, e amei demais a primeira temporada, a segunda também, então cheguei na quarta e emplaquei. Ficou meio cansativa, ficou aquele ar de "por que eu ainda assisto, o que ainda me prende nessa série?". Então resolvi dar uma pausa e ver outras (porque eu não consigo ver várias séries ao mesmo tempo). Comecei a ver Arrested Development e simplesmente amei, eu praticamente comi a primeira temporada (como costumo fazer quando gosto de uma série, vejo uma temporada em um ou dois dias). Até que o Netflix resolveu ressuscitar a série e fazer a quarta temporada dela, só cheguei no segundo episódio da quarta temporada. Então fui ver uma outra série que minha irmã Ester via nas horas de bobeira dela: Suits. É a série mais simples que já vi na vida, a melhor coisa na minha opinião é a trilha sonora, aguentei também, até a terceira temporada, então foi a mesma coisa que ocorreu com Downton Abbey "porque eu ainda vejo essa série?". Eu não me importava com os personagens e com o que ia acontecer com eles.


Então comecei a assistir Parenthood, e ai parece que tudo fez sentido. Eu gosto de série que eu me envolva de fato com o personagem, me preocupe com ele e queria ver o próximo episódio para saber como tudo vai ficar, era exatamente assim com One Tree Hill e é por isso que é minha série favorita. Acho que Parenthood de alguma forma pode substituir esse lugar que OTH tinha.

Ambas as séries não contam com algum conflito central onde você assisti e espera os episódios saírem para ver se o conflito se resolve ou não. São apenas famílias com todos seus problemas mostrando que é normal ser imperfeito e que família e amigos sempre estarão lá de alguma forma. Ambas as séries explora cada um de seus personagens, sem ter um núcleo central, todos são importantes, porque mostrar a diferença de personalidade existente entre eles é essencial. Não existe um tipo exemplar de família. Todas são diferentes com seus próprios problemas porque todas são compostas por pessoas diferentes com personalidades próprias. Seja o Adam Braverman, super amigo conselheiro, que precisa lidar em casa com uma esposa amável, porém muitas vezes neurótica, e de bônus um filho com austismo e uma filha adolescente. Seja a Brooke Davis que precisa lidar com os próprios problemas internos, a solidão de morar sozinha e a vontade de ter um filho quando nem um namorado ela tem.

Os personagens tem vida própria e todos eles se encaixam de alguma forma uns com os outros dando harmonia a toda a trama. São duas séries de drama que fazem sua garganta dar uma arranhada sempre em alguma parte do episódio, no caso de OTH, faz você se derramar em choro mesmo, todo fim de episódio de forma que você vai querer ver sempre sozinha no escuro porque já sabe que irá chorar após os 40 minutos de episódio.
Você não acompanha porque quer saber se o mistério vai ser revelado, se o Sherlock vai descobrir quem é o Moriarty, ou se o Frank Underwood vai alcançar a meta dele. Você quer ver porque você se identifica com aquele bando de louco que parece não enxergar o problema na própria cara, ou não quer enxergar porque encará-lo as vezes pode ser difícil demais e você também sabe disso. Você vê todas as 10 ou 6 temporadas, desejando que elas sejam infinitas, porque você já se sente a vontade no meio dos Adams e Brookes, já conhece cada um com seus piores defeitos e melhores qualidades, se sente orgulhoso por todo o amadurecimento que eles tiveram durante todos os anos e fases, se sente parte da família e dói muito quando um familiar que você ama tem que partir.

Não que eu só procure isso em uma série, afinal citei acima algumas outras que consegui terminar, porque realmente eram boas, e entre as que deixei no meio do caminho, algumas eu pretendo um dia ir até o fim. Mas é que parece que finalmente entendi porque não consigo criar paixão por séries facilmente quando eu realmente tenho interesse em assisti-las. Esse interesse não é o suficiente na maior parte da vezes, creio que é exatamente porque quando assisto uma série além de direção, fotografia, roteiro, trilha sonora e tudo mais, eu me interesso de fato é pela experiência afetiva que cada episódio da série pode me oferecer através das histórias dos seus personagens. E aí são poucas que passam por esse filtro.

Me confessando no final do post, eu ainda estou na segunda temporada de Parenthood, mas foi tão bom encontrar uma série como essa, para ver tomando cafézinho quando chego em casa do estágio, que precisei vir aqui escrever esse post sobre meu feliz insight e essa série que mal chegou na minha vida mas já considero pacas.


:(


7 on 7

7 on 7: Coisas que amo, que me representam.

segunda-feira, julho 07, 2014

O 7 on 7 é um projeto de fotografia que eu e mais 6 meninas aderimos e vamos começar hoje, dia 7 de julho. Explicando melhor: vão ser 7 postagens, todo dia 7 de cada mês, por 7 meses (ou seja, até dezembro), sendo que cada mês terá seu próprio tema. Em relação aos temas, decidimos que cada menina participante escolheria um para algum mês.
Quem está participando? Além de mim quem está nessa é a Thamires, do blog Lunettes; a Bruna e a Suelen lá do Vitrola Fashion; a Maissa do Tirei da Gaveta; a Ingrid do Gosto de Canela; e por fim minha queridíssima irmã Débs lá do Ensaio Sobre Mim.

O tema desse mês foi escolhido pela Suelen e ela deu a ideia de postarmos sete fotos que nos representem, que mostrem as coisas que gostamos, nos identificamos, seria meio que uma apresentação de nós para vocês e para nós mesmas já que nem todo mundo se conhecia.
Eu não quis ir pelo óbvio, não quis tirar foto de coisas que eu já falei repetidas vezes aqui no blog que eu não consigo viver sem, como música por exemplo. Quis ir por outro caminho. Além disso os temas começaram a ser propostos no fim de junho, ou seja, sem muito tempo para sair por ai fotografando, então tem foto nova e feita para esse post, como tem foto que tirei em outras ocasiões. Mas tudo foto feita por mim e tudo de coisa que amo, então está valendo.

1. Céu azul


Meu Deus! Eu amo, sou apaixonada, louca por um céu azul, assim, muito mesmo! Quando eu saio de casa de manhã e vejo um céu azul meu dia já começa bem e eu não estou sendo exagerada. Quando eu saio de casa e vejo um céu cinza meu humor já fica meio cinza junto. Essa diferença de cor no céu afeta mesmo meu dia, porque tudo fica mais lindo com céu azul, o Rio de Janeiro fica mais maravilhoso ainda com ele. 


2. Toque do sol na pele



Amo sentar no lado do ônibus que bate o sol. Quando entro no ônibus e está todo mundo do lado direito fugindo do sol, eu sou a louca que vai para o lado esquerdo, porque sentir o toque de um raio de sol na pele é prazeroso demais para fugir. Ando do lado da calçada que tem sol (quando não está o calor de 40º do Rio de Janeiro), sento no banco que está batendo sol enquanto espero um amigo na rua, vou para a janela pegar sol no rosto quando estou em casa... Essa foto que bati aqui do lado de fora de casa com pijama e bah representa muito esse espírito de prazer e calmaria que esse toque é para mim.

3. Comer, comer.



Aff, fala sério, quem não é apaixonado por comida? Por mais estranho que pareça existe ser que não seja, mas não faço parte desse time, porque meu Deus como eu amo comer! Essa foto tirei em uma viagem com amigas para Minas Gerais (Ouro Preto) e representa muito bem essa paixão, porque comida mineira é boa demais, demais! Tanto que o que eu trouxe dessa viagem para minha família foi: comida! hahahahaha. Comer é muito bom e me representa muito! hahaha Sou muito feliz (de verdade, sou mesmo) por ter nascido em um país tão forte na gastronomia com pratos típicos tão deliciosos: alô feijão tropeiro e farofa meu amor!

4. Andar


Pois é. Eu amo andar. Eu fico meio receosa de pedir a alguém para ir ali ou aqui comigo, porque a pessoa pode não curtir andar, eu já sou simplesmente o contrário, o máximo que eu puder fazer sem pegar ônibus/metrô/trem eu faço. Eu amo andar, descobrindo novas ruas e novos caminhos, olhando a cidade. A única coisa que peço é que seja um local interessante e o fim da caminha também, por exemplo, andar pela cidade do Rio para ir ver uma exposição, ou quando viajo para um local de praia nas férias, fazer tudo andando pela cidade onde estou, aproveitando para conhecer as praias pelo caminho e a cidade em si. Se o local for interessante e o destino final da caminha também, me chama que eu vou contigo!

5. Pegar estrada


Essa foto é antiga (até porque é analógica, a única do post) e tinham outras duas, também antigas, que fiquei na dúvida para pôr aqui, mas acabou sendo essa, porque acho que ela é a que representa da melhor forma o prazer que tenho de pegar uma auto-estrada rs. Tirei meio no "vamos ver se sai" (qual foto feita por câmera analógica não é tirada nesse espírito?) porque o momento estava bom demais e eu queria tirar uma foto dele, que é justamento o momento de pegar estrada. Essa foto foi tirada enquanto eu voltava de Mangaratiba, na Rio - Santos, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Lá em Mangaratiba tem uma praia amor chamada Apara que é onde nós aqui de casa vamos quando queremos paz e sossego, praia vazia fugindo de Copacabana - Ipanema lotadas. E um dos motivos a mais que me faz amar ir até Apara é exatamente pegar a estrada, vento no rosto (e sol batendo na pele), a vista maravilhosa e sempre com companhia boa (pai, irmãs e alguma amiga junto). Tem como ser ruim?


6. Andar de long


Falando assim parece que eu manjo muito, mas a verdade é que eu manjo pouco (a marca imensa como cicatriz de um pedaço de carne que foi tirado do meu braço não me deixa mentir), mas eu manjo o suficiente para amar isso. Eu não ando tanto quanto eu gostaria (até porque tenho problema de coluna e meu pé direito fica ferrado quando resolvo dar uns rolês por aí), mas eu não me arrependo de ter me presenteado com esse long ano passado, porque quando posso andar é sempre muito bom. Só preciso ganhar mais confiança em cima dele para quando ele pegar velocidade (que ele foi montado por encomenda exatamente para isso) eu me sentir segura e curtir o máximo. Quero levar esse hobby pra vida.

7. Arte (Moderna)


Para finalizar sendo bem minha cara, porque preciso falar de museu em algum momento, vou falar aqui indiretamente falando de arte hahahahaha. Fotografei meu livro do Kandinsky para representar esse ponto. Kandinsky pai do abstracionismo é meu amor exatamente por isso. Quando fui na exposição do Sylvio (A inusitada coleção de Sylvio Perlstein) no Museu de Arte Moderna (MAM) aqui do Rio eu simplesmente fiquei en-can-ta-da, melhor exposição que já fui. Meus amigos que também são amantes de arte moderna, ficaram tão loucos quanto eu. Lá tinha uma obra do Kandinsky, vê-la foi emoção demais, porque foi a primeira obra dele que vi ao vivo e a cores! Tirei foto escondida (eu nem sou dessas, acho meio estúpido ficar tirando foto de tudo, mas...) do quadro dele e da Mona Lisa do Marcel Duchamp que se não estivessem tão cagadas (tiradas clandestinamente pelo celular, imagina!) estariam aqui.


Então dia 07 de agosto volto com mais um 7 on 7 das lindas, que espero falar menos do que falei aqui, o projeto é de fotografia mas tem muito mais texto que foto rs. Se a gente for seguir o calendário direitinho no próximo post mostrarei os melhores momentos desse mês que se inicia, mas vamos deixar para falar disso no próximo dia 07!

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