O bicho mesmo é o tragus.

1 de junho de 2014

Nem acredito que isso está virando post, mas depois de 5 meses... Aqui estamos nós.




Eu sempre quis furar o tragus, mas sempre me faltou coragem e também tinha a neura dos meus pais, especialmente a da minha mãe de que aquilo iria inflamar e eu ia ficar sem orelha. Meu segundo furo inflamou (a gente anula o fato de que eu mudei o brinco 5 dias depois de ter furado) e eu criei receio, mas a verdade mesmo é que eu tinha medo.

Uma amiga minha cismou que queria fazer um piercing e foi alimentando isso. Num dos nossos encontros para pegarmos o ônibus juntas pra irmos pra faculdade ela me ligou e disse "Vou lá fazer o piercing antes de irmos", tipo hoje, agora? É. E lá fui eu junto, óbvio que intimida a fazer o meu também, assim sem nem esperar de fato por aquilo.
Já havia perguntando para tantas pessoas se aquilo doía mesmo, e teve gente que falava que não, que era de boa, eu só conseguia achar que elas eram loucas e que aquilo devia doer pra caramba.

Minha amiga foi primeiro e quase desmaiou fazendo o dela, literalmente. O problema é que ela é exageradamente sensível a dor e um pouco dramática com isso tudo, mas mesmo assim o quase desmaio dela me atingiu e eu pensei em arregar, mas lá fui eu.
Gente que tranquilidade, furar o tragus não dói! Podem ir por mim, o problema todo é o incômodo, é uma área sensível (essa parte do meu corpo ficou bem mais sensível depois do furo), e o fato de você sentir algo entrando ali pela primeira vez é incômodo, pelo menos para mim, você tem que se acostumar com isso. Mas só. 

Quando fui fazer minha primeira tatuagem, a história foi um pouco parecida. Durante uma aula qualquer na faculdade eu olhei para o meu pulso esquerdo e cismei que precisava tatuar uma cruz ali. Cheguei em casa conversei com os meus pais e no outro dia estava indo para o estúdio fazer, foi meio assim do nada mesmo que nem o piercing, deu vontade mais coragem e eu fui. Também não é nenhuma dor absurda, na verdade mal dói, tanto que quando perguntam eu respondo simplesmente que não dói (apesar dessa cruz minúscula e seu retoque terem doído mais que minha segunda tatuagem que é consideravelmente maior, mas isso só quer dizer que a minha segunda não doeu).

Só que entre essas pequenas igualdades existe uma enorme diferença. Depois que você faz a tatuagem o local fica meio dolorido e sangra um pouco no primeiro ou primeiros dias (dependendo do tamanho e bah) e cabô. Sem citar o retoque, com ele, no máááááximo em dois meses seu corpo está totalmente normal.

O caso é que tem cinco meses que furei o tragus e ele ainda está dolorido. Ninguém conta isso pra gente. Ninguém conta que você vai precisar ficar semanas lavando sua orelha com sabonete anti-séptico e passando pomada. Ninguém conta que ouvir música com fone de ouvido se torna por semanas, quiçá meses, algo doloroso. Ninguém conta que dormir se torna mais difícil. Ninguém conta que corre o risco de cinco meses depois a área do seu piercing ainda estar dolorida.

Ainda falam que o bicho é a tatuagem, sério mesmo sociedade?

Eu não me arrependo porque eu realmente queria esse furo, queria mesmo. Um dia eu ia tomar coragem e ia fazer de qualquer forma e porque eu realmente gosto dele, o acho bonitinho. Mas abro esse espaço para dizer que não, furar não dói, o problema vem todo depois, o depois que ninguém avisa. O furo não é nada, nadica, porque o incômodo que você sente na hora não é nada perto de todo o incômodo que virá depois. Mas quem sabe depois de um ano tudo não volta ao normal e só fica a alegria, a alegria de tudo isso finalmente ter passado ou a alegria de ter o furo, já nem sei mais.

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2 comentários

  1. Sarah, como está seu furo no dia de hoje?
    pretendo furar essa semana, mas estou a coragem (risos).
    adorei suas dicas bjos.

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    Respostas
    1. Hey! O furo hoje em dia tá ótimo! Nem parece mais que passei por todo esse drama hahahaha

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