Esse tal de Eddie, viu?

9 de junho de 2014


O show foi dia 12 de maio, hoje, quase um mês depois, aqui estou eu tentando escrever esse post. Assim, ainda tentando, porque quase um mês depois posso dizer que toda aquela emoção aqui dentro já se acalmou e hoje consigo usar mais das palavras.

Tentar descrever coisa boa é complexo por demais, na verdade tentar descrever emoção em si. E a emoção já começou quando soube que teria um show solo do Eddie Vedder aqui. Até hoje não consegui agarrar uma oportunidade de ir no show do Pearl Jam, agarrar uma oportunidade de ir no show do Eddie era um sonho maior ainda que ficava no mais fundo dos imaginários. Até que ele anuncio que teria aqui, assim, no Rio. 

Teve toda a história do ingresso (preço que Alex Supertramp não olharia com alegria) e seu esgotamento ainda assim numa rapidez sem tamanho, mas até Deus queria que eu fosse e apareceu uma oportunidade de um ingresso por 80 dilmas. Lá fomos eu, hermana Débs, amiga querida e seu boy.

No dia 13 de maio, dia posterior ao show, eu não conseguia falar sobre ele, porque me diga, como eu faria isso? Mas precisando falar alguma coisa, que fosse, twittei:


E ainda é o que mais resume tudinho. Nem sei mais viu Eddie?

O cara entra com uma alegria no palco e já começa com Better Man, que já dá aquele aperto no coração como toda vez que a ouço com toda sua melancolia tão sincera. O olho encheu de lágrima, eu confesso, e confessei na hora para a minha irmã que respondeu com "o meu também".
Depois continuou sendo só amor.

Porque ele canta com uma alegria, carregado de paixão por aquilo que faz, que é o que mais amo nele, é algo explicitamente prazeroso para os dois lados. A voz maravilhosa. A simpatia do tamanho do mundo com umas tiradas que fazia todo mundo rir, inevitavelmente. Seu esforço (já tão reconhecido) de tentar falar português e todos os milhões de perdões por ter que falar inglês e nem todo mundo ali poder compreender. O pedido de sequestro, que bem que a gente queria mesmo que acontecesse e você ficasse cantando por aqui.

Mas além da primeira música. Teve dois momentos de ápice. Quando Eddie tocou gaita. E quando Eddie cantou com o Glen Hansard.
A parte da gaita dispensa qualquer explicação ou comentário.

Já a parte do Glen. Quando vi "Apenas Uma Vez", como era de se esperar, só conseguia pensar na trilha sonora, só Deus sabe o quanto eu já ouvi e reouvi essa trilha e depois fui caçar todos os trabalhos do Glen Hansard pela internet como também da Marketa Irglova. Então ver Eddie Vedder e Glen Hansard cantando Falling Slowly, por exemplo, foi muito, mas muito para meu coraçãozinho. As duas vozes juntas tem uma harmonia lindíssima e as duas são maravilhosas. Foi incrível demais. Mesmo.

Não teve aquela pausa com a tão esperada volta do cantor, como costuma ocorrer porque Eddie não conseguiu sair do palco e resolveu ficar ali mesmo e cantar mais algumas com a gente. 
É impossível não ressaltar sempre essa paixão dele, a simplicidade dele, e seu incômodo quando tentam tratá-lo como um ídolo ou coisa do tipo o chamando de lindo e tudo mais, porque sabe, como ele mesmo disse antes de tudo ele é só um cantor que está fazendo o trabalho dele, na maior humildade possível como também com todo o carinho possível por quem está ali para ouvi-lo.
O cenário estava incrível e era maravilhoso como apenas ele e seus instrumentos eram o necessário para resultados tão bons, sem muito esforço. Sua presença de palco tão forte, mesmo que sentado na maior parte do show, por conta da sua voz e do seu espírito.  

Então Eddie, se há um mês atrás eu amava você, ah, hoje eu já nem sei mais. Por isso e muito mais o melhor show que eu já fui. 

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