Crises

Meu vício e sua abstinência

domingo, junho 22, 2014
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Não sei se essa é mais uma das minhas memórias inventadas (e eu nem sei quais são, quem sabe afinal?) mas eu lembro de quando fui certificada pelo colégio que eu sabia ler e que finalmente meu pai poderia me dar meu primeiro livro, porque eu sentia invejinha branca das minhas irmãs e suas leituras.
E ele me deu. Depois disso foi só aventura.
Eu e minhas irmãs estudávamos no mesmo colégio, entretanto elas eram de outra turma que era liberada um tempo a mais que a minha, como nós íamos embora juntas eu precisava ficar fazendo hora até elas saírem, ou eu fazia hora no pátio quando algum colega de turma também ficava por lá (o que era uma raridade já que todo mundo corria para casa assim que passava pela porta da sala de aula), ou eu ia para a biblioteca.

A biblioteca desse colégio não era lá muito grande, mas era o suficiente para mim e minhas irmãs nessa época. Foi aí que nasceu minha paixão por romance policial, a gente se aventurava legal nos livros que vinham com casos para serem resolvidos e tudo mais.
Eu amava ficar passeando pelas prateleiras atrás de livro interessante que eu ainda não havia lido e amava indicar os melhores pros amigos. Lembro de uma amiga de turma minha que as vezes também esperava a irmã dela (que era da mesma sala que as minhas) e ficávamos juntas trocando dicas de livros "lê esse e depois me diz se gostou, mas acredite é bem legal!" e depois ela vinha me dizer se havia gostado mesmo ou não e vice versa.

Esses livros, em sua maioria, eram livros pequeninos e com histórias simples, uma delícia de ler. Até que eu e minhas irmãs começamos a criar amor pelas livrarias e descobrir livros além daquela biblioteca, a consumir livros mais longos com tramas mais complexos. E daí surgiu meu vício. Na verdade eu não sei se surgiu quando fui pedir meu primeiro livro ao meu pai (meu primeiro livro que fosse lido por mim, porque já tinham vários em casa que mamãe lia pra gente), quando descobri a biblioteca ou quando descobri que existem muitos livros além daquela biblioteca. Só sei que ele surgiu sem eu perceber, mesmo.

Só percebi que havia criado e sustentado esse vício por livros dentro de mim no final de abril desse ano. Eu estava há dois semestre trabalhando em uma exposição na faculdade, não havia tido férias de um ano para o outro e tinha comido uns 12 livros nesses 4 primeiros meses do ano. Eu estava cansada, mentalmente cansada, mas não conseguia parar de ler.

Minha amiga havia finalmente me emprestado O Processo Civilizador, eu queria ler esse livro desde meados de 2013, quando o tive em mãos foi um grande finalmente! Mas eu começava a ler e simplesmente não rolava, não fluía, não ia.
Em um momento de insight entendi que meu cérebro precisava de um descanso e eu daria um mês de descanso para ele. Eu sabia que um mês era muita coisa e que seria penoso, só não sabia que tanto.
Eu só percebi como isso de ler me afetava quando comecei sentir muita falta (e um nervoso imenso junto como consequência dessa falta) de um livro enquanto ficava 10 min na fila esperando o ônibus, no intervalo de uma aula e outra, nos percursos dentro do ônibus, no tempo vago dentro de casa, todos os momentos que costumo ter um livro aberto em mãos. Sério, era bem ruim, parecia que eu estava perdendo tempo ali a toa enquanto eu poderia estar devorando algum livro, o que eu costumava costumo fazer. 
Pensar mentalmente na minha lista de livros esperando para serem lidos corroía por dentro, porque eu realmente queria lê-los e um mês inteirinho nos separava, mas isso só mostrava que eu precisava desse mês inteirinho. Porque sentir todo esse nervoso e toda essa falta não era algo legal.

Em meados de maio a coisa foi ficando mais fácil porque eu vi o resultado, ao invés de pegar um livro nesses momentos vagos que contei a cima, e muitos outros, eu simplesmente nadicava, coisa que era rara de eu fazer, porque no meio do processo de montagem de uma exposição, no meio de um semestre, mais uma bolsa de extensão e estágio eu não podia ficar me dando o luxo de nadicar, mas não havia também como estudar hm, nos 10 minutos de espera na fila do ônibus, nem dentro do ônibus (só em caso de emergência, como provas por exemplo), ao invés disso eu observava as pessoas passarem até o ônibus chegar, ou observava a cidade enquanto estava dentro dele, quando estava em casa, via alguma série ou filme quando não aguentava mais estudar, e tentava tirar um cochilo entre uma aula e outra, quando havia tempo. E isso fez um bem danado! Porque nesse período havia tanta coisa ocupando minha mente que meu cérebro simplesmente não parava, e quando havia um tempo vago para ele descansar eu antes simplesmente o ocupava ainda mais com alguma leitura, o que não era muito legal, e eu ainda estava no meio de uma crise. Meu cérebro estava tão mal que não foi uma nem duas vezes, que eu troquei datas, horários, tarefas... foram algumas, eu não conseguia pensar direito. Então eu passei a me forçar a abrir mão de um livro, obrigar meu cérebro parar um pouquinho e simplesmente observar toda a linha vermelha nas duas horas de trânsito e como eu disse antes, me fez um grande bem.

Até que apareceu uma feira de livros na praça da minha cidade com preço mais que camarada (média de 2 ou 3 reais) e minha irmã Ester me arrastou até lá (com a ajuda de toda minha vontade) e voltamos para casa com alguns livros. Ai não resisti e comecei a leitura de um deles, antes de maio acabar. Cara, o que eu poderia ter feito?

Desde então acho que li uns 3 livros, porque eu precisava ler uns romances, tranquilos, que não cansassem muito a mente, antes de ir para O Processo Civilizador que eu estava esperando para agarrar ia fazer um ano. Agora lendo-o e vendo-o fluir vi que essa abstinência de quase um mês era tudo o que eu precisava (finalizar o semestre e parar de pensar em exposição também). Meu cérebro parece estar recuperado e novinho sem qualquer cansaço e ler finalmente meu livro assim é bem melhor, a compreensão e o prazer vem sem muito esforço, basta apenas ler.
Esse quase um mês sem ler foi ótimo porque vi que tudo bem eu ficar sem ler por alguns dias (meu normal é terminar um hoje e começar o outro amanhã, porque sempre tem outro na fila), que é saudável também não ler no ônibus, que toda minha curiosidade e sede podem esperar um pouquinho quando isso faz bem para mim.

Eu nem sei quem foi o culpado por esse vício, e eu nem sabia que eu tinha até resolver fazer uma abstinência e ver o quanto isso realmente me afeta, eu também nem sei se esse vício é algo bom ou ruim (porque não consigo ver vício como algo bom, mesmo que seja de leitura).
Eu só sei que eu queria ter o poder de nunca mais deixar meu cérebro ter um cansaço desses novamente, porque meu, eu não fico mais um mês inteiro (vamos fingir que foi inteiro), sem tocar em um livro (e vamos fingir que eu não lia Calvin e Haroldo antes de ir dormir, mas nem conta, conta?)!


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Banda

Esse tal de Eddie, viu?

segunda-feira, junho 09, 2014

O show foi dia 12 de maio, hoje, quase um mês depois, aqui estou eu tentando escrever esse post. Assim, ainda tentando, porque quase um mês depois posso dizer que toda aquela emoção aqui dentro já se acalmou e hoje consigo usar mais das palavras.

Tentar descrever coisa boa é complexo por demais, na verdade tentar descrever emoção em si. E a emoção já começou quando soube que teria um show solo do Eddie Vedder aqui. Até hoje não consegui agarrar uma oportunidade de ir no show do Pearl Jam, agarrar uma oportunidade de ir no show do Eddie era um sonho maior ainda que ficava no mais fundo dos imaginários. Até que ele anuncio que teria aqui, assim, no Rio. 

Teve toda a história do ingresso (preço que Alex Supertramp não olharia com alegria) e seu esgotamento ainda assim numa rapidez sem tamanho, mas até Deus queria que eu fosse e apareceu uma oportunidade de um ingresso por 80 dilmas. Lá fomos eu, hermana Débs, amiga querida e seu boy.

No dia 13 de maio, dia posterior ao show, eu não conseguia falar sobre ele, porque me diga, como eu faria isso? Mas precisando falar alguma coisa, que fosse, twittei:


E ainda é o que mais resume tudinho. Nem sei mais viu Eddie?

O cara entra com uma alegria no palco e já começa com Better Man, que já dá aquele aperto no coração como toda vez que a ouço com toda sua melancolia tão sincera. O olho encheu de lágrima, eu confesso, e confessei na hora para a minha irmã que respondeu com "o meu também".
Depois continuou sendo só amor.

Porque ele canta com uma alegria, carregado de paixão por aquilo que faz, que é o que mais amo nele, é algo explicitamente prazeroso para os dois lados. A voz maravilhosa. A simpatia do tamanho do mundo com umas tiradas que fazia todo mundo rir, inevitavelmente. Seu esforço (já tão reconhecido) de tentar falar português e todos os milhões de perdões por ter que falar inglês e nem todo mundo ali poder compreender. O pedido de sequestro, que bem que a gente queria mesmo que acontecesse e você ficasse cantando por aqui.

Mas além da primeira música. Teve dois momentos de ápice. Quando Eddie tocou gaita. E quando Eddie cantou com o Glen Hansard.
A parte da gaita dispensa qualquer explicação ou comentário.

Já a parte do Glen. Quando vi "Apenas Uma Vez", como era de se esperar, só conseguia pensar na trilha sonora, só Deus sabe o quanto eu já ouvi e reouvi essa trilha e depois fui caçar todos os trabalhos do Glen Hansard pela internet como também da Marketa Irglova. Então ver Eddie Vedder e Glen Hansard cantando Falling Slowly, por exemplo, foi muito, mas muito para meu coraçãozinho. As duas vozes juntas tem uma harmonia lindíssima e as duas são maravilhosas. Foi incrível demais. Mesmo.

Não teve aquela pausa com a tão esperada volta do cantor, como costuma ocorrer porque Eddie não conseguiu sair do palco e resolveu ficar ali mesmo e cantar mais algumas com a gente. 
É impossível não ressaltar sempre essa paixão dele, a simplicidade dele, e seu incômodo quando tentam tratá-lo como um ídolo ou coisa do tipo o chamando de lindo e tudo mais, porque sabe, como ele mesmo disse antes de tudo ele é só um cantor que está fazendo o trabalho dele, na maior humildade possível como também com todo o carinho possível por quem está ali para ouvi-lo.
O cenário estava incrível e era maravilhoso como apenas ele e seus instrumentos eram o necessário para resultados tão bons, sem muito esforço. Sua presença de palco tão forte, mesmo que sentado na maior parte do show, por conta da sua voz e do seu espírito.  

Então Eddie, se há um mês atrás eu amava você, ah, hoje eu já nem sei mais. Por isso e muito mais o melhor show que eu já fui. 
Amizade

Sábado com tudo que há direto: feira, amigas, comida e exposição.

domingo, junho 08, 2014
Lembro de um post que eu fiz há um tempo onde eu me propunha fazer posts com fotos, assim eu teria um incentivo para fotografar com a minha digital, coisa que eu andava sentindo falta. Acho que daí surgiu só um post com fotos e depois mais nada.

Sábado agora foi meu primeiro sábado sem aula, e primeiro sábado de férias, já fui marcando coisas para fazer. Estava com saudade de passear pelo Rio assim sem pressa e sem tarefa me esperando em casa pra ser cumprida, sair andando e fazendo paradas pelo caminho, coisa que adoro. Então lá fomos eu, minhas irmãs e uma amiga. Aproveitei o dia pra matar a saudade de fotografar com a digital e de bônus fazer esse post cheio de fotos, pra fingir que tô cumprindo aquilo que eu me propus um tempo atrás. É bom demais fazer post assim.


De manhã cedo eu e minha irmã Débora fomos retocar nossas tatuagens, lá no Jardim Botânico, de lá nós nos encontraríamos com nossa irmã Ester e nossa amiga Ágatha e iríamos todas juntas para a Feira do Lavradio. O retoque foi bem rápido e minha irmã Ester ainda nem havia saído de casa quando terminamos, então eu e Débs fomos fazer uma horinha lá no Parque Lage, que é sempre uma delícia. Estava com muita criança, rolando tipo um big picnic infantil com espírito de Copa por lá. Parque Lage sempre tem dessas.



De lá nos encontramos com a Ester e a Ágatha e fomos para a Feira do Lavradio. Nunca tínhamos ido lá, mas sempre tivemos vontade de conhecer, porque feirinha a gente ama. Acontece todo primeiro sábado do mês no Centro do Rio, na Rua do Lavradio, perto da Lapa. Não imaginava que fosse tão movimentada e com tantas barracas, é amor demais. Tem de tudo por lá, roupas, bolsas (maravilhosas de couro), objetos antigos, louças, sapato, vários colares e pulseiras que são amor purinho, artistas com seus quadros e outros com suas fotografias, como também samba, rock e blues, tudo junto assim e misturado.




Lá na Feira também tem vários restaurantes/ botecos com cadeira pelas ruelas com muita gente comendo. Mas eu estava com desejo imenso de KFC, sei lá por qual motivo, e queria muito almoçar e não fazer um lanche, então fizemos uma parada no KFC da Pr. Vargas e batemos um prato.
Nunca pedi hambúrguer lá então não sabia como era, acontece que a Ágatha comprou um e ele simplesmente não fechava por conta dos dois pedaços imensos de frango que havia lá dentro. Coisa pra encher mesmo a barriga.


Depois nossa intenção era terminar o dia no CCBB vendo a tão esperada exposição do Salvador Dalí, confesso que ele não é dos meus artistas preferidos, mas reconheço o trabalho do cara então queria/ quero dar uma passadinha sim por lá. Acontece que como era de se esperar a fila estava imensa, e como eu bem disse era meu primeiro final de semana de férias, ou seja, deveria estar em casa dormindo até mais tarde repondo todas as minhas energias e não andando de uma ponta a outra pelo Rio, sendo assim eu e as meninas decidimos que não enfrentaríamos fila alguma (além da sala estar bem cheia e ser muito ruim ver exposição assim) e voltaríamos outro dia. Mas como o Centro Cultural dos Correios fica ali do lado e sempre quando vamos em um passamos no outro, resolvemos dar um pulo lá.


Não sabia o que estava rolando por lá e acabamos nos deparando com uma exposição bem legal a "Arte que Permanece" (e outra nem tanto) que valeu a pena a conferida, são obras da coleção particular do Francisco Chagas, que conta com obras de artistas alemães e brasileiros.


No final vim deitada no colo da minha irmã no ônibus muita cheia do sono. Mas vai dar meia noite e ainda estou de pé escrevendo esse post haha.
Quero matar todo o cansaço que ainda tem em mim e depois aproveitar muito esses dois meses de férias pra andar pelo Rio e aproveitar os amigos (como também ver muita série/ filme e comer meus livros), melhores coisas pra se fazer sempre!

O bicho mesmo é o tragus.

domingo, junho 01, 2014
Nem acredito que isso está virando post, mas depois de 5 meses... Aqui estamos nós.




Eu sempre quis furar o tragus, mas sempre me faltou coragem e também tinha a neura dos meus pais, especialmente a da minha mãe de que aquilo iria inflamar e eu ia ficar sem orelha. Meu segundo furo inflamou (a gente anula o fato de que eu mudei o brinco 5 dias depois de ter furado) e eu criei receio, mas a verdade mesmo é que eu tinha medo.

Uma amiga minha cismou que queria fazer um piercing e foi alimentando isso. Num dos nossos encontros para pegarmos o ônibus juntas pra irmos pra faculdade ela me ligou e disse "Vou lá fazer o piercing antes de irmos", tipo hoje, agora? É. E lá fui eu junto, óbvio que intimida a fazer o meu também, assim sem nem esperar de fato por aquilo.
Já havia perguntando para tantas pessoas se aquilo doía mesmo, e teve gente que falava que não, que era de boa, eu só conseguia achar que elas eram loucas e que aquilo devia doer pra caramba.

Minha amiga foi primeiro e quase desmaiou fazendo o dela, literalmente. O problema é que ela é exageradamente sensível a dor e um pouco dramática com isso tudo, mas mesmo assim o quase desmaio dela me atingiu e eu pensei em arregar, mas lá fui eu.
Gente que tranquilidade, furar o tragus não dói! Podem ir por mim, o problema todo é o incômodo, é uma área sensível (essa parte do meu corpo ficou bem mais sensível depois do furo), e o fato de você sentir algo entrando ali pela primeira vez é incômodo, pelo menos para mim, você tem que se acostumar com isso. Mas só. 

Quando fui fazer minha primeira tatuagem, a história foi um pouco parecida. Durante uma aula qualquer na faculdade eu olhei para o meu pulso esquerdo e cismei que precisava tatuar uma cruz ali. Cheguei em casa conversei com os meus pais e no outro dia estava indo para o estúdio fazer, foi meio assim do nada mesmo que nem o piercing, deu vontade mais coragem e eu fui. Também não é nenhuma dor absurda, na verdade mal dói, tanto que quando perguntam eu respondo simplesmente que não dói (apesar dessa cruz minúscula e seu retoque terem doído mais que minha segunda tatuagem que é consideravelmente maior, mas isso só quer dizer que a minha segunda não doeu).

Só que entre essas pequenas igualdades existe uma enorme diferença. Depois que você faz a tatuagem o local fica meio dolorido e sangra um pouco no primeiro ou primeiros dias (dependendo do tamanho e bah) e cabô. Sem citar o retoque, com ele, no máááááximo em dois meses seu corpo está totalmente normal.

O caso é que tem cinco meses que furei o tragus e ele ainda está dolorido. Ninguém conta isso pra gente. Ninguém conta que você vai precisar ficar semanas lavando sua orelha com sabonete anti-séptico e passando pomada. Ninguém conta que ouvir música com fone de ouvido se torna por semanas, quiçá meses, algo doloroso. Ninguém conta que dormir se torna mais difícil. Ninguém conta que corre o risco de cinco meses depois a área do seu piercing ainda estar dolorida.

Ainda falam que o bicho é a tatuagem, sério mesmo sociedade?

Eu não me arrependo porque eu realmente queria esse furo, queria mesmo. Um dia eu ia tomar coragem e ia fazer de qualquer forma e porque eu realmente gosto dele, o acho bonitinho. Mas abro esse espaço para dizer que não, furar não dói, o problema vem todo depois, o depois que ninguém avisa. O furo não é nada, nadica, porque o incômodo que você sente na hora não é nada perto de todo o incômodo que virá depois. Mas quem sabe depois de um ano tudo não volta ao normal e só fica a alegria, a alegria de tudo isso finalmente ter passado ou a alegria de ter o furo, já nem sei mais.

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