Aquela que já fez ode ao café, negativamente.

15 de fevereiro de 2014

Porque eu já fiz post por aqui me desculpando à sociedade por não gostar do cafézinho tão tradicional nas terras brasileiras apesar de amar o seu cheiro. Nesse post falava que não me imaginava indo comprar um café no meio do expediente junto com os colegas de trabalho porque não conseguia me imaginar gostando de café. Não que eu tenha aprendido a gostar e estou voltando aqui para narrar isso, mas estou me acostumando ao seu gosto.


Nunca gostei de café e nunca entendi como alguém poderia amar tal gosto único do mesmo, era, e ainda é, algo tão longe de ser compreendido que já perguntei a alguns amantes desse bebida se é prazer mesmo pelo gosto ou é que se tornou um viciozinho do dia-a-dia, muitos deles reconhecem que o gosto não é dos melhores mas que independente disso ama o tal do cafézinho, de manhã, de tarde e um pouquinho mais de noite. Tenho chances de estar a caminho de me tornar um desses.

Como disse no outro tal post, minha relação começou no ensino médio pelos mesmos motivos que sustentam essa relação até hoje: me manter acordada para estudar, atualmente acrescento a palavra viver ao lado, porque senhores eu preciso estudar mais também preciso existir fora disso.

O problema é que a dependência do amigo café esta se tornando cada vez maior, mais frequente. O tempo de dormir cada vez diminui mais e o tempo de estudo cada vez aumenta mais e isso vai continuar acontecendo até que um dia eu nem note mais que o meu sono tem duração de no máximo cinco horas por noite porque céus quando que não foi assim? Já nem irei me lembrar. Mas no momento eu ainda noto e me preocupo com o número de horas que durmo cada noite e esse tem sido e continuará a ser um processo meio doloroso, já que não é a toa que meus amigos acham que sou anêmica e eu passo mais tempo com o Xarope dentro de casa que com minha família.


Admiro quem tem domínio sobre o sono e mal liga pra relação que há entre ambos, não é o meu caso. Minha relação com o sono é penosa, com momentos de amor e ódio, momentos de calmaria e de tumulto e assim a gente vai se levando. É uma relação que eu me preocupo e que me afeta demasiadamente para não me preocupar, meu humor e meu estado de produtividade naquele dia dependem do sono que tive naquela noite. 
Então meu corpo clama pela minha cama, e nessa guerra ele está claramente no lado do inimigo. Ai entra o tal do cafézinho.


A única forma de ganhar essa guerra e conseguir ser produtiva (mas não melhorar o humor, porque o café também não faz milagre) é tomando dessa bebida de gosto ruim mas cheia de utilidade. 
Tomar café antes de sair de casa quando a luz do sol não raiou ainda me ajuda a me manter acordada nos primeiros tempos de aula daquele dia, tomar café de tarde me ajuda a conseguir focar no trabalho e não ficar pensando o tempo inteiro como seria bom dormir em cima daquele teclado ou invés de estar catalogando ficha, tomar café de noite quando chego da rua pra combater o desejo descontrolado de tomar banho e ir para a cama mas ao invés disso ir fazer aquele artigo que esta sendo enrolado há meses. 
Com isso fui me habituando ao seu gosto, não preciso mais comer um biscoitinho enquanto bebo para ir matando o tal gosto forte, apesar de ainda usar isso como desculpa para comer o quichê de mamãe como acompanhamento. Eu fui me acostumando e hoje não acho mais tão ruim assim. 

Isso rendeu um post porque nunca nos meus vinte anos de existência imaginei que um dia poderia imaginar que teria potencial o suficiente para me tornar um desses amantes do cafézinho. Eu ainda não sou, que fique claro, mas tenho potencial, repito.
Nunca imaginei que um dia poderia pensar em fazer um post fazendo ode ao café, sem ser negativamente, se é que isso existe, mas hoje faço aqui o rascunho desse futuro post, já o prevejo.

You Might Also Like

0 comentários

Instagram