Coisas que não vivo sem

quarta-feira, fevereiro 26, 2014
Através do blog da Anna descobri o grupo Rotaroots no facebook e nossa que baita felicidade que foi descobrir que tem muita gente do velho time de guerra dos blogs, do início da década de 2000, cheio de saudade pelos blogs em estilo diário virtual que a gente tanto ama! E nesse grupo dessa galerinha saudosista, rola uns memes pro pessoal postar no blog e compartilhar por lá, eis que faço um deles aqui! O outro eu fiquei tentada a fazer que se chama "de onde eu blogo", mas vou ser sincera com vocês a maioria dos meus posts eu faço no celular entre um compromisso ou outro do dia, que é quando vem a vontade louca de escrever, ou deitada na cama no tablet ou notebook, ou então no meu computador mesmo, então não tem lugar certo.

Voltando então ao assunto do post de hoje Coisas Que Não Vivo Sem, eu resolvi focar em coisa material mesmo (deu super vontade de postar uma foto das minhas irmãs por aqui ~momento irmã fofa~), apesar de não ser apegada muito a coisa material, mesmo cursando museologia (e todo mundo logo pensa que minha casa será um museu cheia de tralha, mas não), foquei nelas para esse post sair. Pode ficar um post meio repetitivo (pra quem lê os posts por aqui), mas vamboraçô!


Câmera fotográfica, de preferência analógica. 
Essa da foto foi a minha primeira câmera analógica da pequena coleção que tenho e a primeira que fotografei quando entrei nessa aventura de usar filme fotográfico. Quem me conhece um pouco ou lê aqui vez ou outra sabe que tenho fotografia como hobby (acho que é o hobby do momento né). Dá um prazer danado escolher o filme, pôr o filme na câmera, fotografar, levar para revelar e por fim apreciar o resultado final. Não consigo viver sem ter uma das minhas câmeras com filme, no momento tenho essa da foto e mais outra carregadas com filme de 36 poses.


Essa foto tem duas coisas que não vivo sem, dvd e livro. Em um post recente disse que não vivo sem estar lendo um livro, acho que a maioria das pessoas que tem paixão por leitura tem uma lista infinita de livros que quer ler, e ai que eu sou dessas que lê um, acaba, e no outro dia já começa o livro seguinte da lista, esse ano estou desejosa de ler mais que ano passado que me dediquei mais a leitura acadêmica, acho que está indo, pelas minhas contas já li sete livros nesses dois meses de 2014, espero continuar nesse ritmo.
E DVD, ah, é o que me completa nas horas livres, assisto bem menos do que gostaria, por não ter hora livre sobrando por aí mesmo, mas vejo uns três filmes em uma tarde sem problemas, como fiz sábado agora, ou vejo infinitos episódios de séries, ou vejo vídeos no youtube mesmo rs.   

É com muito pesar que acrescento esse item aqui, muito pesar. Depois especialmente de ter visto o filme Her to revendo muito minha relação com esse objeto e agora, que ando revendo isso, percebo o quanto sou viciada nele, não que não houvesse percebido isso antes, mas agora percebo mais claramente e de outra forma, que não curto para ser sincera. Mas ainda assim, graças a esse celular que fica(va) conectado a internet 24h (porque não desligo o 3G em nenhum momento, só raras as vezes que quero economizar a bateria) já acordo com notificação de Deus e o mundo na minha tela de bloqueio, e através dele que vejo meu email, como anda aquela matéria que tem grupo no facebook, se minha amiga confirmou a saída hoje e por aí vai, me mantenho atualizada não só quando acordo, porque ainda mal to com o olho aberto (e só vejo mesmo o que tem depois) mas também e principalmente durante o dia. Sendo assim ando dependendo disso, mas também ando tentando não depender e desconectando esse 3G bendito!


Antes eu usava a agenda do celular, porque eu não vivo sem uma agenda (mesmo que eletrônica) sem aquele monte de pontinho marcando data/compromisso. Daí que esse ano decidi apostar numa de papel mesmo, coisa que não fazia desde a época do colégio, e posso falar? to amando. Ano passado usava meu moleskine + agenda do celular, agora juntei maromenu tudo nessa, porque ainda anoto umas coisas na do celular. E uma das coisas que ela é essencial é fazer minhas tão necessárias listas, porque tenho memória para as coisas do aqui e agora muito fraquinha e é tanta coisa miúda pra fazer no decorrer do dia ou quando chego em casa, que esqueço de tudo se não anoto, e um dos prazeres da vida é ver essa lista toda marcada com um ícone de feito, yeah! Pois bem, pra me manter funcionando devidamente, necessito dessa dita cuja aí!

 
O Xarope! Meu amado e odiado (por alheios) urso! Porque não curto essa de que porque já sou maior de idade quase formada na faculdade não posso dormir com meu urso, e daí cara? 
Com ele me permito ser idiota e louca (ficar fingindo que ele tem vida mandando vídeo no whatsapp prazamiga tudo) mas porque ele é o responsável pelas minhas melhores noites bem dormidas da vida! Dormir fora só é desconfortável por não ter ele, pois é! E como não vivo sem dormir não vivo sem o Xarope!
E por fins de mera curiosidade, esse nome maravilhindo veio quando perguntei ao meu pai qual nome meu urso deveria ter e ele respondeu "Shut Up!" porque diz ele que eu falo mundo e deveria calar a boca um poquinho, mas eu quis ridicularizar a coisa , abrasileirei e levei a sério o "nome" que meu pai deu. Batizei o urso de Xarope mesmo.

Momentos

Meu coração parou e eu nem sei por quem

sábado, fevereiro 22, 2014
Tenho alguns costumes no dia a dia, que tenho pra mim, o deixam mais leve por gerar umas doses de prazer diário. Como por exemplo, sempre me esforço para olhar a Candelária toda vez que meu ônibus cruza a Av. Presidente Vargas pela Av. Passos, porque por mais que a igreja seja a mesma o céu nunca é e isso muda tudo, e gosto de ver como está esse conjunto, céu mais igreja, sempre quando faço esse cruzamento.
Acho que esse costume é muito meu, mas tem outros que sei que compartilho com outras pessoas, como olhar a casa dos outros.
Vamos ser sinceros quem não se sente tentado a olhar para dentro de uma casa ou um apartamento quando a janela está aberta? Quando se tem tantos apartamentos, como os que beiram o Aterro do Flamengo, é quase impossível resistir a tal tentação.

Nessa, de não resistir, é claro, acabei me deparando com um apartamento que passou a gerar mais prazer que qualquer outro.
Meu ônibus vem por Botafogo e sobe um viaduto pra dar uma volta e descer na Urca, na subida do viaduto tem alguns prédios, a maioria tem janelas pequenas de forma que não da pra se ver muita coisa lá dentro, mas tem um que é bem rente ao viaduto e um tem janelão de uma ponta a outra, e o apartamento que fica na mesma altura que meu ônibus quando passa ali está sempre com as cortinas escancaradas.

Só isso já é o suficiente para me fazer ama-lo. Amo o simples fato da pessoa que mora ali pouco se importar que as inúmeras pessoas que passam em seus carros, motos ou dentro dos ônibus possam ver toda sua casa e vê-lo também nos seus atos tão íntimos do dia a dia.
O apartamento é daqueles agradáveis por parecer aconchegante, com seus móveis em madeira antiga, sem qualquer televisão de LED pendurada na parede mas uma de vinte e nove polegadas com seu turbo preto em cima de uma estante de madeira escura.
No centro, bem em frente a janela que vai de ponta a ponta, tem uma mesa com um conjunto agradável de cadeiras.
É nessa mesa que um senhorzinho tem o costume de tomar o seu café da manhã e eu tenho o costume de observá-lo fazer seu ritual matinal, o horário que ele o faz costuma bater com o horário que meu ônibus passa pelo viaduto.
As vezes quando me atraso e acabo passando depois do café o nosso encontro acontece na sacada de sua janela, quando o senhorzinho se encosta sobre ela e fica a admirar a vista que ele tem a honra de ter de sua sala. Toda a praia de Botafogo e a vista da Urca.

Nos últimos semestres meu horário tem andado mais louco do que nunca e eu tenho andando dando menos importância pra certos costumes que sempre levei comigo, meus encontros com o senhorzinho foi um desses, e por causa do meu horário muitas das vezes esse encontro era impossível, sempre passava muito antes do café ou muito depois.

Essa semana, estava atrasada mais que o de costume e acabei pegando o ônibus em pé mesmo.
Lá estava eu dentro do ônibus, ainda de pé, quando ele subiu pelo viaduto e eu fui olhar o apartamento que estava até com saudades de vê-lo e ver como as coisas estavam. Acontece que as coisas estavam de tal forma que quando olhei para dentro do apartamento mal acreditei, que na curva que vem logo em seguida tive que fazer um esforço para segurar mais forte no ferro e não cair para trás junto com o balançar do ônibus, fiquei com uma cara de incrédula ainda por um tempo sem conseguir acreditar que ali dentro daquele apartamento onde tantos cafés da manhã aconteceram as 8h da manhã, estava tudo empacotado e eu não conseguia mais ver os móveis de madeira (a não ser as pernas de alguns que não estavam completamente cobertos), não conseguia mais ver a TV com seu turbo preto ou a minha querida mesa com o conjuntinho de cadeiras.

Há quanto tempo eu não vejo o senhorzinho no seu ritual matinal e doeu saber que nunca mais o verei. Esse momento simples de algumas das minhas manhãs sempre conseguia fazer sair um sorriso bobo de mim, mas hoje o que saiu foi outro aperto, ao passar novamente pelo viaduto e ver que as caixas continuavam por lá ao invés do senhorzinho para os nossos encontros matinais.

Criei um carinho por esse costume e agora me abateu uma surpresa por vê-lo indo assim embora sem nenhum aviso prévio, junto com uma dorzinha, que nem sei para quem ela se volta.
Estudos

Aquela que já fez ode ao café, negativamente.

sábado, fevereiro 15, 2014
Porque eu já fiz post por aqui me desculpando à sociedade por não gostar do cafézinho tão tradicional nas terras brasileiras apesar de amar o seu cheiro. Nesse post falava que não me imaginava indo comprar um café no meio do expediente junto com os colegas de trabalho porque não conseguia me imaginar gostando de café. Não que eu tenha aprendido a gostar e estou voltando aqui para narrar isso, mas estou me acostumando ao seu gosto.


Nunca gostei de café e nunca entendi como alguém poderia amar tal gosto único do mesmo, era, e ainda é, algo tão longe de ser compreendido que já perguntei a alguns amantes desse bebida se é prazer mesmo pelo gosto ou é que se tornou um viciozinho do dia-a-dia, muitos deles reconhecem que o gosto não é dos melhores mas que independente disso ama o tal do cafézinho, de manhã, de tarde e um pouquinho mais de noite. Tenho chances de estar a caminho de me tornar um desses.

Como disse no outro tal post, minha relação começou no ensino médio pelos mesmos motivos que sustentam essa relação até hoje: me manter acordada para estudar, atualmente acrescento a palavra viver ao lado, porque senhores eu preciso estudar mais também preciso existir fora disso.

O problema é que a dependência do amigo café esta se tornando cada vez maior, mais frequente. O tempo de dormir cada vez diminui mais e o tempo de estudo cada vez aumenta mais e isso vai continuar acontecendo até que um dia eu nem note mais que o meu sono tem duração de no máximo cinco horas por noite porque céus quando que não foi assim? Já nem irei me lembrar. Mas no momento eu ainda noto e me preocupo com o número de horas que durmo cada noite e esse tem sido e continuará a ser um processo meio doloroso, já que não é a toa que meus amigos acham que sou anêmica e eu passo mais tempo com o Xarope dentro de casa que com minha família.


Admiro quem tem domínio sobre o sono e mal liga pra relação que há entre ambos, não é o meu caso. Minha relação com o sono é penosa, com momentos de amor e ódio, momentos de calmaria e de tumulto e assim a gente vai se levando. É uma relação que eu me preocupo e que me afeta demasiadamente para não me preocupar, meu humor e meu estado de produtividade naquele dia dependem do sono que tive naquela noite. 
Então meu corpo clama pela minha cama, e nessa guerra ele está claramente no lado do inimigo. Ai entra o tal do cafézinho.


A única forma de ganhar essa guerra e conseguir ser produtiva (mas não melhorar o humor, porque o café também não faz milagre) é tomando dessa bebida de gosto ruim mas cheia de utilidade. 
Tomar café antes de sair de casa quando a luz do sol não raiou ainda me ajuda a me manter acordada nos primeiros tempos de aula daquele dia, tomar café de tarde me ajuda a conseguir focar no trabalho e não ficar pensando o tempo inteiro como seria bom dormir em cima daquele teclado ou invés de estar catalogando ficha, tomar café de noite quando chego da rua pra combater o desejo descontrolado de tomar banho e ir para a cama mas ao invés disso ir fazer aquele artigo que esta sendo enrolado há meses. 
Com isso fui me habituando ao seu gosto, não preciso mais comer um biscoitinho enquanto bebo para ir matando o tal gosto forte, apesar de ainda usar isso como desculpa para comer o quichê de mamãe como acompanhamento. Eu fui me acostumando e hoje não acho mais tão ruim assim. 

Isso rendeu um post porque nunca nos meus vinte anos de existência imaginei que um dia poderia imaginar que teria potencial o suficiente para me tornar um desses amantes do cafézinho. Eu ainda não sou, que fique claro, mas tenho potencial, repito.
Nunca imaginei que um dia poderia pensar em fazer um post fazendo ode ao café, sem ser negativamente, se é que isso existe, mas hoje faço aqui o rascunho desse futuro post, já o prevejo.

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