Essa preguiça ou falta de coragem

quarta-feira, janeiro 29, 2014
Sempre tive essa frustração comigo, mas agora cheguei num ponto que não consigo lidar com ela, sinto que passou de frustração para problema.

Eu sou mais do tipo que escuta do que do tipo que fala, sempre foi assim, faz parte do meu jeito, sou intrínseca e fim.
Isso nunca foi um problema, sempre consegui manter bem minhas relações e nunca fui do tipo que se importa em manter muitas relações (daquelas íntimas) .
Então nunca desenvolvi muito esse meu lado de conversar com os outros, porque eu simplesmente não gosto de conversas aleatórias com pessoas aleatórias e porque conversar com amigos meus nunca foi nenhum tipo de problema, sempre foi simples.

Nessa de simples, é porque até com eles quando vinha um pensamento maior  eu entrava ainda mais na minha, ampliava a ideia daquele pensamento na minha mente e deixava passar como se tudo aquilo que eu pensei eu tivesse dito pra a outra pessoa e agora estava tudo bem, mas na verdade nada saiu pelos os meus lábios. Porque eu tinha preguiça, preguiça da incompreensão e de consequentemente dar explicação. Preguiça porque uma ideia me leva a outra e parece que pra fechar uma eu preciso abrir essa outra e pra fechá-la eu preciso abrir mais uma outra. Então eu simplesmente me calava.

Ao mesmo tempo que eu nunca tive problemas com pessoas que pensam diferente, porque pensar diferente é incrível, sempre vai haver uma troca, e trocas costumam fazer muito bem.
Então essa sede por troca me fez abrir mais os lábios, mas a preguiça, essa é chata, chata e insistente.

Eu me esforço, me esforço para construir um pensamento sem precisar fechar mil ideias, para conseguir colocá-lo em palavras, para conseguir transmiti-lo a outra pessoa, mas eu sempre termino com uma frustração.

Inúmeras vezes eu abri os lábios mas voltei a me calar por causa dessa frustração. Por mais que eu tente parece que no fim nunca consigo me expressar usando palavras e frases claras com exemplos simples (porque o ser humano sempre precisa de exemplos) e fáceis de serem captados por aquele que está ouvindo.

Isso tem sido um problema feio em várias conversas com vários amigos e tem sido um problema até na faculdade.

Acho que meu maior problema é sempre achar que sei muito pouco sobre aquele assunto e que não deveria nem começar a falar daquilo, mas afinal quem é que sabe tudo de tudo? Porque, por mais que eu leia, leia, viva, viva, leia e viva para tentar saciar minhas dúvidas e vazios, sempre terá mais dúvidas e vazios e sempre se terá muito para ler e viver. O que eu sei da pra ter uma boa conversa, e o que a outra pessoa sabe fará essa conversa ser melhor ainda. Mas sempre acho que aquela palavra está sendo mal colocada, que para tratar de um assunto eu preciso saber de outro, que pra fechar uma ideia eu preciso abrir outra, aquela velha história.

Eu ia dizer que eu precisava matar essas ideias que na verdade são inúmeras perguntas, mas essas perguntas não devem ser matadas, só devem ser colocadas no momento oportuno e correto. Eu preciso é matar essa preguiça para conseguir desenvolver essa habilidade de colocar tais perguntas (dentro da minha mente e fora dela em palavras claras) em bons momentos, no lugar certo da frase. Isso ou tomar coragem na cara mesmo e aprender ao menos a falar um pouco mais devagar.

E a cereja do bolo é  que odeio reter uma atenção fixa em mim (e ta aí um dos motivos pra eu ter dificuldade em falar devagar) e óbvio isso acontece nessas conversas ao mesmo tempo que rola um baita de um incômodo por dentro por saber que a pessoa está esperando eu acabar aquela fala para compreender algo. A fim de acabar com essa espera e parar de receber total atenção me apresso em terminar de falar logo e corto e como mil palavras além de colocar tudo fora de ordem.

Enquanto isso eu fico vendo alguns amigos que tem habilidade em se colocar nessas conversas de bar enquanto eu fico ouvindo e conversando comigo mesma, ou esses professores que se desenvolvem muitíssimo bem diante dos alunos e fico pensando quando que conseguirei ser tão clara e ter uma memória tão boa.

Blogosfera, estou com saudades.

terça-feira, janeiro 21, 2014
Já tem tempo que ando sentindo saudades do mundo dos blogs, mas é que nesses dias apertou de vez.

Desde que chegou na nossa casa nosso primeiro computador, e lá se vão uns 10 anos, que eu tenho blog. Nós éramos assinantes da UOL e tínhamos direito, se me recordo bem, a 5 blogs por email. Comecei na UOL, mas depois passei pela webblogger e pelo kit.net até chegar e me render ao blogger.

Durante esses inúmeros blogs eu conheci muita gente nas trocas de comentário e falei muito sobre minha vida de adolescente e as coisas que aconteciam na escola. Era um diário aberto ao mundo, que era lido por um certo número de pessoas que estavam sempre por ali, e outras que de vez em quando resolviam aparecer e deixar um piteco nos comentários.
Da mesma forma que tinham aqueles blogs que eu ia diariamente e gostava de acompanhar de perto a vida e história daquelas pessoas, que escreviam de forma deliciosa ou simplesmente tinham histórias legais para contar, como também tinham aqueles que não acompanhava de perto, mas estava sempre por lá.

Era uma época deliciosa. Amava postar no blog e amava ler os comentários, amava ler os blogs e deixar comentários, ver que tinha gente que compartilhava dos mesmos gostos e pensamentos, gente igual a mim.  Amava participar de comunidades de blogueiras e das conversas que tinham em grupo no MSN.

O melhor, e o que mais sinto saudades, são das pessoas. Conheci gente do Brasil todo que até hoje tenho adicionado no Facebook, sigo no Twitter e de vez em quando curto dar uma fuxicada no Instagram. Como também tem gente que até hoje eu converso, troco carta por correio (tem amor maior?), compartilho a vida e felicidades.


É que nesses dias senti saudades disso tudo. Senti saudades dessas pessoas... De conhecer essas pessoas, ter mais gente para trocar carta por correio, ter mais blogs para comentar, mais histórias de pessoas que agora estão na faculdade para ler, queria até postar mais por aqui.

Tudo é mutante, com o mundo da blogosfera não seria diferente. Mas é que as vezes essas mudanças causam uma dorzinha....

Coisas que eu amo na vida

quinta-feira, janeiro 09, 2014
Ia fazer um outro post, que já estava quase pronto até, mas o coração e os dedinhos estavam pedindo e implorando por esse que escrevo agora.
Depois de ler esse post lá no blog da minha irmã, fiquei com vontade de fazer esse meme, porque falar de coisas boas sempre é muito bom.

Só que modifiquei um pouquinho e vou falar de 9 coisas que amo nessa vida (e também acabam me fazendo lembrar que viver é bom, né mesmo?)

Música



Porque música é vida. Música faz bem, música traduz, descreve, anima, alegra, uni... Me faz até quase explodir em alguns casos.
Eu simplesmente não consigo entender pessoas que não dão muita importância à música, que não tem uma banda favorita, um cantor que ame muito, que não busca conhecer outras coisas e "tá tudo bem assim". Eu te digo que não, não está não, você não sabe o que está perdendo. Música simplesmente é presente de Deus para nós. Não vivo sem, como minha irmã disse lá no blog dela, eu digo aqui, ouço em todas as horas e todo o tempo. Na internet, enquanto estudo, enquanto faço trabalho, quando tomo banho, no ônibus, comendo, pra dormir, pra arrumar o guarda-roupa, pra trabalhar... Ao ponto do silêncio me incomodar porque está... faltando música. Música é amor purinho.

Amigos



Não tem como não amar. Viver sem ter com quem rir e compartilhar a vivência não tem sentido. São eles que topam minhas loucuras comigo, que me abraçam, me lembram das coisas boas dessa vida quando elas estão meio esquecidas, que me divertem, me ajudam a crescer como pessoa e estão sempre lá. Amigo é tudo de bom!

Comida



A vida não teria a mesma graça se não existisse esse diversidade na culinária como há. Comer é exageradamente bom! A arte de cozinhar, admiro quem tem esse dom. Conhecer comidas novas, conhecer novos restaurantes... E comida sempre é sinônimo de companhia boa, duas delícias juntas. E chocolate é um ótimo amigo hoho.

Praia



Moro no Rio de Janeiro mas não moro perto de praia, mas estudo e trabalho perto, com frequência sinto vontade de acabar os meus afazeres e ir andar na orla, ver o pôr-do-sol, dar um mergulho...
Mas nem faço com a frequência que gostaria, se não iria sempre rs. Praia é tudo de bom! Não canso de ficar nadicando ou rindo com amigos dentro d'agua. Sempre quando penso num programa, passeio, viagem ou lugar pra conhecer penso se vai ter praia, porque pra mim é sinônimo total de coisa boa, o melhor que não só a natureza em si é maravilhosa, mas as companhias, afinal você nunca vai pra praia com gente que você não curte. Então se quiser me chamar pra viajar só escolher um lugar que tenha praia que eu já estou dentro!

Natureza



Praia é natureza né? Mas aqui eu digo de natureza em geral, tipo as estradas de Minas, que lindeza! Tem tanto lugar lindo escondido ou escancarado pelo Brasil, acho encantador. Natureza faz um bem tremendo. Lembro de uma vez que estava realmente mal, eu e Darley, quando saímos da aula resolvemos que iríamos andar um pouco, apenas andar, caminhar pelo Rio apreciando tudo o que havia para apreciar, acabamos parando no Leme, sentamos naquele muro de pedras e assistimos ao por do sol e depois aquele céu azul mesclado com as nuvens ralas, que bem que aquilo me fez, depois disso dormi como não dormia há dias, eu e ela. A simples apreciação daquilo que Deus fez era tudo o que meu corpo estava precisando.
O jeep não é meu carro dos sonhos a toa. Entretanto acho que não aproveito tão bem assim, a natureza, queria fazer mais trilhas, queria acampar, mergulhar, andar por ai admirando mais... e por ai vai. Metas de vida hahahahaha.

Tirar os sapatos 



"Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e de Epicuro."

Não teria como descrever melhor não é mesmo? Sempre quando retiro o sapato ao chegar em casa depois de doloridas pisadas me lembro dessa passagem de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e me permito sentir o prazer imenso que há nesse momento. Assim também como beber água após sentir muita sede, fazer cocô depois de horas no ônibus ansiando chegar em casa, assim como tirar a blusa ao chegar em casa depois de subir meu morro num dia quente, assim como mergulhar no mar depois de torrar na areia...
Adoro esses pequenos prazeres.

Ler/Ver



Não consigo viver sem estar acompanhada de um livro, e estou falando sério. Mesmo que eu não leia o livro todos os dias, até porque preciso dedicar muito tempo para as minhas leituras da faculdade, eu preciso saber que estou lendo um livro, que ele vai estar lá pra eu poder ler quando eu quiser e puder. Quando termino um e não começo outro, no outro dia, sinto um grande de um incômodo.
Já filme/ série são essenciais. É algo que também ajuda a gente, especialmente filme, como a música, traduz muitos sentimentos e pensamentos. Série, ah, a gente se apega aos personagens né? rs

Família



Porque só com a família que a gente briga, se ama, briga e se ama. O motivo deles estarem nessa lista é tão óbvio e vivo expressando meu amor pela família que eu tenho pelas internet da vida que fico até com preguiça de escrever aqui hahahahahaha, mas enfim eles são meu tudo. Vida sem eles não existe, não dá.

Deus




"Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas." Romanos 11:38.

Porque eu não consigo imaginar vida sem Deus, não depois de eu ter descoberto uma com Ele. Tentar explicar o inexplicável, loucura né ? Mas tem uma frase de uma música que diz muito 'Cause Your love is so much sweeter than anything I've tasted! É exatamente isso, não tem leveza maior, amor maior, beleza maior e viver sabendo disso é muito melhor!

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