Pessoal

Good vibes

terça-feira, dezembro 30, 2014
I need to say this every single day

Eu não sei exatamente se every single year eu faço um post reflexivo sobre o ano que está acabando aqui nesse blog, mas eu sinto como se fizesse isso, porque sei que já escrevi alguns por aqui. Na maioria das vezes sinto uma certa preguiça em relação a toda essa vibe de fim de ano, mas nesse, por algum motivo desconhecido, estou amando ler cada post de retrospectiva que acho nos cantos dessa internet. Li todos, todos que apareceram no meu feedly, e cá estou eu me rendendo de novo.

No último 7 on 7 eu acabei falando um pouco sobre esse ano, mas não o suficiente. Mas de certa forma foi bom, já que falei das melhores coisas que aconteceram, ou quase isso.

2014 foi um ano denso, pesado, difícil de carregar.
Eu peguei leve com a faculdade em alguns períodos, e isso fez com que eu acumulasse algumas matérias. Decidi que esse semestre, seria o semestre de desacumular tudo e dar o meu máximo. Eu acabei pegando 6 matérias (o que pra mim é muito, visto que cada matéria tem no mínimo 4h de aula seguidas), uma bolsa e um estágio. Tinha aula até de noite e zero tempo livre durante a semana, usando meus sábados para ler textos e fazer trabalhos.
Sendo que semestre passado foi o semestre de montagem de exposição, também conhecido como o pesadelo da turma da museologia. Traduzindo, foi um ano cansativo.

Eu sei que eu precisava montar essa exposição e eu sei que eu precisava pegar todas essas matérias esse semestre, precisava do estágio e não poderia largar a bolsa. Então eu peguei tudo e dei meu máximo, e foi, no final das contas sempre vai.

Junto a isso, acho que meu cérebro trabalhou ou tentou trabalhar, o máximo que ele pôde. E a vida, claro, ela continuava acontecendo com todos os seus imprevistos. 

Em meio a tudo isso eu me encontrei muito e falei um pouco aqui como amadurecer dói. E dói mesmo, mas passa, e dai você tem que saber lidar com o bom que ficou e acredito que estou no caminho certo.

Eu me perdi um pouquinho por causa disso tudo, a faculdade e todo seu stress (especialmente porque tive que pegar aquelas matérias que a gente não curte mas está entre as obrigatórias) e por causa da vida e seus acontecimentos, mas graças ao meu pai e também à vida, eu acabei voltando pro lugar certo. E então me perdi de novo. E voltei de novo, agora, no finalzinho do ano.

Tiveram acontecimentos bons, claro, e as pessoas parecem querer gritar alguns deles na minha cara quando reclamo de 2014, mas é o que digo sempre, eles aconteceram mas me cansaram um bocado para virem a tona 'cê sabe? É essa vida de adulto, onde as coisas não caem do céu, então para conseguir a gente simplesmente, hm, se esforça. Seja para conseguir passar na P.F. e aí a gente precisa estudar pra caraca nos últimos segundos quando parece que o neurônio sobrevivente vai morrer, seja para criar uma opinião própria e ninguém vai aparecer te dando uma pronta, ou você simplesmente não vai aceitá-la tão bem, como fazia quando era criança e ai então lemos e pensamos um bocado para tentar chegar num pensamento que pareça ou seja válido, seja para bancar alguma coisa e então a gente deixa de comer fora com os amigos para pôr grana na poupança. Então por mais que eu tenha aproveitado cada coisa boa, foi acumulando o cansaço dos esforços.

Também termino esse ano bem mais madura do que comecei, com mais convicções do que quero, não quero, preciso ou não preciso nessa vida, mais cercada de gente maravilhosa, amando mais ainda minha família, confiando mais em Deus, com mais certezas quanto ao que estudo e trabalho, com boas fotos guardadas.

Termino querendo deixar todo esse peso de 2014 nele. Não sou de fazer resoluções para anos que começam (e eu tenho certeza que já fiz um post sobre isso por aqui, mas estou com preguiça de procurar), mas quero fazer uma para 2015: quero mais leveza.
Também não sou de planejar nada para anos que começam, mas estou realmente planejando um ano mais leve.

Eu já pensei muito sobre datas comemorativas, seja feriado ou aniversário, e em uma conversa com uma amiga, minha perspectiva sobre ano novo mudou.
Eu vejo com bons olhos darmos entrada em um novo ano, mesmo que as horas sigam da mesma forma. É simplesmente bom fazer um divisor e ter um impulsor para coisas novas, algo que nos impulsione a fazer modificações. Não estou falando sobre criar esperanças ou ilusões. Ou fazer uma lista de coisas a serem feitas no próximo ano. Mas longe disso, o simples fato de saber que temos mais novos 365 dias pela frente e neles tudo pode ser diferente. Eu gosto dessa separação da vida em anos, e gosto dessa vibe, mesmo sabendo que ela se encaixa no nosso dia se acreditamos que "every breath is a second chance" como eu acredito, mas de domingo a domingo nem sempre levamos isso tão a sério assim, e aí entra o ano novo.

Mas eu estou tentando levar essa filosofia já tão vendida para o meu dia a dia, e trabalhando nessa positividade com minha irmã Débora.
Estou (estamos) conseguindo, então posso dizer que comecei meu ano leve de 2015 nos últimos dias de 2014. 


2014 foi uma loucurinha, mas eu aprendi mais que tudo que loucura é coisa boa e desejo algumas em 2015.
2014, trouxe muitos imprevistos, e eu aprendi que imprevisto é coisa boa, então desejo alguns imprevistos em 2015.
Por fim 2014 me mostrou que o ser humano é uma coisa linda. Então do fundo do meu coração, 2015 me traga muita gente linda que disso eu não me canso.

Mas também me traga loucuras e imprevistos lindos né? Que nesses próximos meses nós vamos brincar, mas pegando de leve, certo?

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7 on 7

7 on 7 - Melhores conquistas de 2014

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Último 7 on 7 das lindas do ano no ar! Com quase 20 dias de atraso, mas aqui está ele, saiu!
O tema do mês de dezembro foi uma proposta minha, onde retrataríamos nossas melhores conquistas nesse ano que está chegando ao fim. Aproveito para fazer aqui minha pequena retrospectiva, falar um pouco do ano que passou. Como sempre não vou focar em conquista material, mas naquilo que foi bom pra mim nesse ano.

O que já começa sendo algo difícil. 2014 foi um ano trash, para mim e para 98% das pessoas ao meu redor, fico até chocada por alguns segundos quando vejo alguém falando hiper bem desse ano. Foi difícil e tô felizona que ele está terminando. Mas tem sempre como sugar coisas boas de tudo. Realmente acredito nisso então aqui vão as melhores coisas desse aninho que foi 2014.


1.Pessoas


Das melhores coisas que me ocorreram em 2014, me cercar de gente maravilhosa está no top 3!
No dia que saiu o resultado das eleições presidenciais, no segundo turno, havia muita gente reclamando no twitter de pessoas que os cercavam e estavam fazendo comentário preconceituoso ou reclamando do resultado. Eu fiquei tão feliz por ter visto pouquíssimos comentários desse tipo nas minhas redes sociais e que contrário à isso, meus amigos estavam super felizes com o resultado junto comigo. 
Nessa hora me toquei que em 2014 eu realmente me cerquei de gente fantástica, que além de ter coração grande ainda é mente pra frente. Fala sério, qual o tamanho da minha sorte né?
Alguns são amigos super chegados que falo todo dia e compartilho a vida, outros não, são aquelas pessoas que dá maior prazer de conversar e sair, mas não necessariamente compartilho toda minha vida. De qualquer forma, sendo amigo, parceiro, das internet ou da vida real, nesse ano conheci muita gente supimpa e finquei amizade com outras que já sabia que eram incríveis mas não era tão próxima. E sou de coração, muito, muito grata por isso.
Eu amo muito ter tanta gente linda perto de mim! 


2. Estágio


Eu já passei por dois estágios e agora estou no meu terceiro. No início do ano queria desesperadamente sair do meu segundo e arrumar um realmente bom para esse ano, e morria de medo porque não sabia exatamente ainda quando iria me formar, então temia estar chegando no fim da faculdade e que isso pudesse dificultar que eu arrumasse algo. Como que seiláoque eu entrei no estágio onde estou hoje. A vaga apareceu e sumiu do nada numa página no facebook, mandei o currículo sem muita fé, dias depois me chamaram para uma entrevista e eu estava dentro.
Foi uma das melhores coisas desse ano. Entrei num lugar realmente legal, onde estou aprendendo muito, super equipado (que pra realidade da minha área, isso é demais), com gente legal e uma remuneração maneira (pra realidade da minha área também). Fico feliz, de verdade, que eu tenha conseguido esse estágio e que esteja aprendendo tanto nele.


3. Vida ~profissional~


Primeiramente desculpa por essa foto horrível, é que não saiu nada melhor ;/

Falei acima especificamente do meu estágio, mas agora falo da vida acadêmica e bah em geral.
Foi level hard mermão! Mesmo. Mas está valendo a pena.

Eu fiz boas conquistas na minha área esse ano. Consegui um bom estágio, conheci muita gente linda graças a minha faculdade e especialmente graças a Museologia Social, apresentei meu primeiro trabalho numa conferência internacional, continuei trabalhando com o que gosto e com minha bolsa de extensão. 
Esse ano tive a certeza de que escolhi a área certa pra trabalhar e estudar, espero seguir nesse ritmo (um pouco mais desenfreado, se puder) ano que vem.


4. Cuba


Pois é, quando eu reclamo de 2014 todo mundo responde "Mas você foi pra Cuba!". Sim, me sinto um pouco mal reclamando de 2014 tendo ido para essa ilha esse ano. Só isso é algo válido demais para dizer que esse ano valeu a pena sim. Cuba também está no top 3 das melhores conquistas desse ano. Me esforcei muito para conseguir dar conta dessa viagem, muitos pequenos estresses até partir para lá, mas nossa hein. As vezes bate aquela saudade e vou rever as fotos. Foi uma experiência fantástica, que serviu para os pontos 3, 4, 6 e 1 desse post, sério. Lá eu conheci gente maravilhosa da Museologia Social, tive ainda mais paixão por essa área, fiquei mais próxima de amigos meus, amadureci e me senti de fato total independente. Quero outra experiência dessa em 2015, pode?


5. Amadurecimento


Acho que de todas as coisas que mais me marcaram em 2014, meu amadurecimento é de longe a que mais se destaca. De todas as vezes que o forninho quase caiu ~e  foram algumas boas~ eu amadureci mais um tico. E como falei em um post aqui, dói, dói muito, mas faz a gente crescer então está valendo. 
Todo esse amadurecimento desse ano vou levar para vida então preciso ser grata por essa "conquista" também né?
Mas em 2015 a vida pode ser mais legal comigo hein? hahaha


6. Independência


Acho que não posso dizer que ganhei total independência esse ano, mas cheguei muito perto disso. Nunca o nome desse blog foi tão real na minha vida. Liberdade. Liberdade para eu pensar o que eu quiser e consequentemente ser também. 
Acho que liberdade está diretamente ligado com independência. Criei independência de pensamento e financeira. 
De pensamento de longe foi a melhor. É simplesmente fantástico viver se importando menos com os outros e mais com a gente mesmo. Quero continuar crescendo nesse sentindo todos os anos, como já vem acontecendo há anos também.


7. Coisas que gosto


Não sabia (nem sei ainda) como nomear esse último ponto. Mas esse ano eu continuei fazendo pequenas coisas que me dão prazer e fico feliz por isso. Eu continuei postando regularmente nesse blog, tendo o maior prazer nisso; eu comprei um caderno de desenho e tinta e resolvi pintar e desenhar algumas coisas ao invés de ficar só com lápis e lápis de cor; e orgulhosamente digo que tenho duas câmeras analógicas com filme e eu continuo usando minhas babys, como também consegui fotografar algumas vezes com a minha digital. 



De todo, até que 2014 tem coisas boas pelas quais sou grata.

Fica por aqui o último post desse projeto tão maravilhoso e agradeço nesse finalzinho à vida porque levei desse projeto duas pessoas das internet pra minha vida real e pra grupo no whatsapp haha um beijo pra T. e pra B. (you know you love me, xoxo). E ano que vem se tudo der certo estamos juntas por aqui de novo!










Crises

Questão de ser

quarta-feira, novembro 26, 2014
Amadurecimento é algo doloroso. Você vai descobrindo verdades que aparacem cada vez com mais frequência e se vê obrigado a ter que conviver com elas, sem saber exatamente como. Não é porque você descobriu uma que alguém do seu lado também terá descoberto e irá te compreender quando você quiser falar sobre. Para ser honesta, parece que as pessoas ao seu redor estão alheias a tudo isso e você não sabe nem como tentar começar uma conversa sobre essas tais verdades.
Quando você vê uma pessoa que é capaz de ter uma conversa contigo e te ajudar a entender um pouco mais sobre aquela verdade nova, acaba sendo daquelas oportunidades que a gente não deixa escapar.

Uma verdade não necessariamente tem que ser algo grande. Algo que mude toda sua vida e te faça querer ser um outro alguém. Pode ser algo menor, uma simples nova descoberta, que no final acho que acaba sendo algo grande dentro de você, por causar incômodo. Qualquer que seja ela, será um tico doloroso, porque costuma fazer amadurecer.

Fazer você enxergar as coisas, ou a coisa só, por outro ângulo diferente daquele que você está habituado e deliciosamente acomodado. Te dá uma nova visão que você não sabe ainda como lidar muito bem. Não sabe muito bem como agir frente a ela.

E elas não param de chegar, até que a sua cabeça fica um pequeno caos. Faz parte.
Nessa hora, olhei para as pessoas mais próximas e vi que todas elas tinham seu pequeno caos. A vida estava uma bagunça em alguns pontos, cheia de incerteza e eu percebi que isso é a vida.


Talvez depois de certa idade não tenha mais como conviver sem incertezas e um acúmulo de pontos que estejam bagunçados. Simplesmente faz parte.

O que eu precisei foi mudar a postura como eu comecei, sem perceber, a lidar com tudo isso.

Quando era adolescente (e que fase amigos!) eu ficava cismada com os adultos, me perguntando em que momento da vida deles, eles perderam o fôlego frente a vida e toda essa beleza que ela é. Acabei chegando a conclusão que pode ter sido mais ou menos aonde eu estou. Eu, naquela época, achava que nunca fosse entendê-los, porque não conseguia ver como se perde algo tão fantástico. Eu, hoje, acho difícil viver sorrindo com tanta facilidade quando sei de tantas verdades e sou capaz de enxergar a sociedade como enxergo. É doloroso demais amadurecer.

Dessa minha época resta a minha visão de que tudo depende do ângulo que irei encarar a vida. Em alguns posts por aqui já comentei como nós temos o desgraçado costume de dar realce para as coisas ruins muito mais que para as coisas boas. E esse não é o ângulo que eu quero encarar a vida. Porque deixar que a falta de perspectiva dos outros, suas mentes fechadas, deixar que todos os poréns e esbarros com os aborrecimentos  do dia a dia sejam o centro disso que chamamos de vida e do nosso humor?
Me peguei pensando nesse meu eu adolescente e imaginando como eu estaria um pouco frustada comigo agora, me perguntando como eu cheguei aqui. Achei melhor dar uma pausa, conversa comigo no auge dos meus 14 anos, receber uns conselhos e então voltar.

Amigos, eu ando rindo muito mais.


Cuba

A experiência de Cuba, ou quase isso.

sábado, novembro 22, 2014


Esses dias fui editar vídeo, aproveitei para fazer a limpa das fotos e passar tudo para o HD externo, escrevi muito sobre Cuba (por conta de um artigo meu que deve sair aí) e de quebra uma amiga minha declarou viagem marcada em forma de mochilão pela linda América Latina (beijos Vê!) e eu to alok com ela falando disso. Isso tudo fez bater uma saudade, saudade também das férias já que voltei a rotina e o final de semestre está no limite das minhas forças. 

Só sei que no meu último post eu prometi voltar para falar mais de Cuba, mas todo meu tempo livre já está é ocupado e nunca tenho cabeça também para vir aqui escrever. 
Quando fico muito tempo sem postar a vontade de escrever só aumenta e aumenta, e vejo mil coisas que renderiam posts, que eu adoraria falar, mas a maioria eu acho tão pessoal para vir aqui escrever e acabo desistindo. Com essas coisas que contei aí em cima (vídeo, fotos, amiga..) a vontade de escrever sobre Cuba já ultrapassou os limites, transbordou e aqui estou eu.

Organizei, planejei, juntei grana, me preparei pra essa viagem por 10 meses, basicamente. Esse período pré-viagem eu acho fantástico! Fizemos tabelinha POR DIA com quanto gastaríamos e tudo (mochilão de estagiário é isso aí) e super indico, achei que seria metódico demais, e nem foi, além disso pra quem tá com pouca grana super vale a pena! 
A vontade da viagem acontecer logo era imensa, por motivos óbvios: Cuba! (uhul!) e férias! Estava necessitando mesmo, mesmo, de umas férias e tirei no estágio 15 dias e me dei 18 dias de férias no meio do semestre (recomendo galera). Fora isso, a companhia seria ótima, pessoas com o mesmo espírito que o meu, mente aberta, na mesma vibe e primeira viagem longe de fato da família, já que lá "não tem internet" e só mandei 5 sms para uma irmã minha.

E lá fomos nós.

Já chegamos na terra de Fidel batendo papo com o taxista que nos buscou e uma coisa ele falou e eu levei pra viagem, foi "Em Cuba não tem arma. Você não será assaltado a mão armada". Um dos pontos mais fortes da ilha é a segurança. Ser carioca é tenso, e ter essa alma carioca é mais tenso ainda. Nos dois/ três primeiros dias ficava toda tensa e preocupada andando pela rua a noite deserta e bah, até que passamos por um episódio pegando um táxi coletivo que depois eu me senti tão, mas tão besta, e boba e estúpida que me permiti viver de verdade a tranquilidade daquele local e foi a melhor coisa para ter todo o restante da trip com o espírito tão bom.
Você anda a noite nas ruas que não são bem iluminadas e tudo bem. Mesmo. Sem neura, sem medo. Não consigo imaginar um assalto em Cuba para falar a verdade. No máximo um furto, de carteira ou grana, sem a pessoa nem notar, algo sem violência alguma, e olhe lá!

Falaram muito sobre assédio por lá e realmente rola. Na bairro menos turístico que fiquei nos primeiros dias não rolou assédio algum. Depois que fomos mais para Havana Velha a coisa começou. É gritante a diferença de quando andava com o Yuri e quando andava sem ele. Os caras mal olhavam quando ele estava perto. Era sair só eu e Nath sozinhas que pronto. Como também nos restaurantes que deixavam a conta sempre mais perto dele, quando não entregavam diretamente a ele. Ou quando pegamos um táxi e o taxista se apresentou somente a ele! Fiz questão de falar com o taxista para ele ver que eu e Nath também estávamos ali e pedi para ele parar para comermos, ele virou para o Yuri - me ignorando solenemente - e perguntou se ele (Yuri) estava com fome. Oi? Pois é.
Machismo está aí em qualquer lugar, infelizmente. O que posso dizer é que as cantadas que levo no Rio são bem piores e mais nojentas, lá eles falam coisa mais boba, ainda assim ridículas e totalmente desnecessárias.  

Imagina nossa surpresa ao nos depararmos com coca no primeiro restaurante que vamos na ilha?

Levei muito miojo para comer na viagem. Sério! Fomos cheios de estratégias que falharam logo no primeiro dia e a Nath me ensinou a comer miojo cru, vou levar pra vida. Mas basicamente vivíamos de café da manhã na casa onde ficamos, que vale a pena, pizza, macarrão e sorvete. Saudades sorvete. 


Minhas refeições principais haha

Basicamente comia qualquer coisa de manhã (algum biscoito que havia levado), a tarde comia pizza (aquelas de peso nacional, que são os "podrinhos" de cuba, mas são deliciosas, mesmo! Custam cerca de 15 pesos nacionais, menos de 1CUC, uma ótima forma de economizar) e a noite comprava um sorvete de chocolate ou de baunilha com flocos de chocolate. Delícia de vida.  Planejamos gastar 12 CUC por dia com comida e é possível comer bem com menos, uns 3 dias só que devo ter gastado os 12 CUC. 

Mas nos últimos dias eu não parava de sentir fome e segundo a Nath era meu corpo me avisando que não estava comendo todos os nutrientes necessários, por que será?

                     

Eles tem esse refrigerante, o "refresco" deles, que varia de 0,75CUC a 1,50CUC, dependendo do local e região onde você compra. O de cola é o refrigerante mais perto da Coca-Cola que eu já experimentei, muito igual mesmo! Tomávamos uns dois ou três desses refrescos por dia (tem de limão, laranja, abacaxi e cola) e era tipo um paraíso refrescante em meio ao deserto. Porque que calor! E ai vinha um refresco e alívio rs.



A especialidade de Cuba, quando o assunto é gastronomia, são os frutos do mar. O cardápio dos restaurantes são muitíssimo parecidos e eu aproveitei para comer muito camarão e também comer lagosta, o preço se comparado com o Rio é bem em conta, então meti a cara rs. O acompanhamento dos pratos que era o problema, a comida é muito sem gosto, sem graça. Por isso preferia ir de pizza muitas das vezes.
Mas, em compensação, nunca comi uma pasta de alho tão gostosa como uma que veio com a lagosta que pedi num restaurante homenageando o Pablo Neruda que fomos lá em Havana. Delícia demais!



Falando em homenagear, os cubanos amam fazer isso e tem várias estátuas para personalidades de outros países e em especial eles tem um carinho pelos Beatles. Pois é, tem a praça John Lennon que falei no outro post, tem também um centro cultural/ bar chamado Submarino (amarelo) também em Havana e fomos em um bar chamado Yesterday em Trinidad que tocou muito Beatles, claro, e muito rock.



Música é outra coisa que reparei muito por lá. Eles amam música, é fato. Todo taxi que pegamos (coletivo ou normal) tocava música, alta, muita. Nas casas as pessoas ouviam e muitas das vezes nacional. Ouvimos algumas versões de músicas brasileiras também regravadas por cubanos ou a versão oficial mesmo, como também ouvimos muita música norte-americana do momento. Fomos em uma lanchonete comer ~pizza~ e nos deparamos com a Miley Cyrus dançando na tela da TV.
Eu quis muito conversar com algum jovem e saber sobre inúmeras coisas lá, como o acesso as músicas por exemplo, já que hoje em dia a gente vive para baixar na internet e nem todo mundo lá tem acesso e a internet é lerda já que é discada (agora as coisas estão melhorando já que eles fecharam um acordo com a Jamaica que vai possibilitar internet melhor). Além disso, conversar sobre a educação deles, a política de acordo com eles e tudo mais.


Conversei mesmo foi com alguns adultos e eles são tão bem informados, tem tanta opinião, algo bom de se ver. Ficamos por lá no período das eleições presidenciais aqui no Brasil e o Victor (o senhorzinho dono de uma das casas onde ficamos) conversou sobre a plano de governo da Dilma e do Aécio com a gente, tão bem, mais bem informado que muitos brasileiros que troquei uma ideia por aqui. No dia que os resultados saíram já no café da manhã ele veio perguntar se sabíamos quem havia ido para o segundo turno porque ele já tinha os dados do resultado e queria informar a gente, mas já sabíamos graças a minha irmã, que informou tudinho (beijos Ester). Com todos torcendo para a Dilma levar essa, claro.


Com o Victor conversei muito sobre política e só pude confirmar um tanto de mentira que falam por aí sobre a ilha e confirmar algumas questões que eu havia dúvida e queria tirar. Mas a questão é, só buscar bem suas fontes e terá acesso a informação verdadeira. Acho que não cheguei lá com nenhuma verdade que tenha caído por terra, (ou seja, tendo acreditado em alguma das milhões de merdas que falam por aí) na verdade só confirmei umas que havia dúvida. Eu aprendi umas novas com o Victor, isso sim.
Como os médicos cubanos que vão para todos os lados do mundo. Eles quando saem do país, deixam o posto que estavam ocupando vazio, isso faz com que um cubano que antes andava uma quadra para ir a um clínico geral, agora passe a andar três, já que o outro foi trabalhar temporariamente em alguma outra região. Ou seja, só dificulta mais a vida deles, já que, segundo o Victor, os médicos estão cada vez mais longe, pois eles saem para ajudar outros países. E o que eles acham sobre isso? Tudo bem. Afinal eles precisam de médico e pessoas no norte do Brasil também, se existe uma maneira dos dois terem (mesmo que isso traga mais trabalho para eles) essa é a melhor maneira então. Solidariedade. Já tinha lido muito sobre isso, mas essa foi uma das coisas que só indo para lá para comprovar mesmo. E comprovei, de verdade.

Solidariedade. Acho que isso é o que mais aprendi com eles e quero tentar levar de verdade para vida. 

Teria tantas outras coisas para falar, talvez fale mais nos outros posts que farei com fotos das outras cidades que fui, fora Havana. 
E se fosse falar tudo também não caberia aqui ai haja paciência né!
Cuba

La Habana, Cuba

sábado, outubro 25, 2014

Pensei e repensei muito se faria uma série de posts voltados para Cuba aqui no blog. Decide que não faria, só os com foto solta mesmo. Mas quanto mais se aproximava da viagem, mais via a importância que os relatos de viagem estavam tendo para mim e as decisões que eu e meus amigos estávamos tomando em relação a nossa própria viagem, e quantas dúvidas tirou, quantas dicas pegamos e usamos! E como não é tão fácil assim achar diário de viagem para Cuba atualizado e cheio de dicas, aqui vai algo parecido. Farei post por cidade. Nosso roteiro foi: Havana > Trinidad > Santa Clara > Cayo Santa Maria > Havana. Será mais uma relato (cheio de foto) com dicas do que um roteiro cheio de informação para se ter uma baita viagem por Cuba.












Fui para Cuba para participar da XVI Conferência do MINOM, que ocorreria durante uma semana toda em Havana Velha, o bairro mais turístico e reformado da cidade. Como já ficaríamos uma semana rondando por lá, e chegaríamos 3 dias antes do evento, decidimos que esse início de viagem seria mais afastado de Havana Velha, ficaríamos no Centro. Foi de longe uma das melhores escolhas de toda a viagem. Ficamos na Calle (rua) 20, na casa da Zoe e do Victor.  Ter começado por essa casa foi parte fundamental da viagem ter sido tão boa. O Victor foi o melhor cubano que conheci, o que mais conversei e o que orientou a gente por lá, deu todas as dicas. Além dessa parte da cidade não ser cheia de turistas nem voltada para eles, então eu senti de verdade o clima cubano ali, a vida deles. Ainda mais dia de semana, cheio de gente indo pro colégio, trabalhar e tudo mais. Um clima muito calmo e tranquilo, que eu senti um pouco de falta quando fui para o outro lado da cidade. No último dia da viagem, quando retornamos para essa casa foi maravilhoso, meio que me senti em casa de novo em Cuba.

Da casa da Zoe e do Victor fomos andando até a Calle 23 e a Calle 21 (que são paralelas), onde tem vários restaurantes como o Dino's Pizza, o La Rocha e um restaurante mexicano. Também fomos até a Praça do John Lennon. Até a Praça da Revolução, que era bem no final da rua onde estávamos. Íamos também até ao Malecón nadicar, que é o point dos cubanos! Que Havana Velha que nada, de segunda a segunda pela noite (e de dia também) essa mureta da urca cubanizada fica cheia! O Malecón e o Calle 23 eu diria que é onde eu vi a maior concentração de cubanos aproveitando a noite e a própria cidade.

O Malecón

Minha trupe.



Praça da Revolução
Praça da Revolução



Praça John Lennon

A praça John Lennon fica numa parte super residencial e numa área com mais casarões. Cheia de criança brincando e adultos sentados batendo papo. Nessa parte em nenhum momento teve cubano nos assediando por sermos turistas. 

Depois fomos para Havana Velha. Ficamos na casa do David Diaz. Um clima bem diferente da casa anterior, onde ficamos literalmente  dentro da casa da Zoe e do Victor. No David ficamos numa casa também, mas toda dividida em quartos que abrigava outras pessoas, mais como um hostel mesmo, só que cabe no máximo 4 pessoas por quarto. Era um casarão, creio eu que herança de família pelas relíquias familiares espalhadas. Na verdade era a casa do primo do David, que a dele em si já estava cheia.

Casa do David


Vista da Calle O'Bispo, a rua mais famosinha.


Havana é cheia de praça, por onde você anda, você vira e lá está outra praça. Muitas mesmo, uma delícia enorme. Paramos em várias para tomar uma fresca. Por toda Cuba eu senti isso quanto as praças, mas em Havana, talvez por ser a maior cidade que eu tenha ido por lá, era onde a gente mais se deparava com praça e verde. 

Praça das Armas

Praça das Armas

Praça das Armas

Praça das Armas
Praça das Armas

Calle Cuba com a Calle Amargura




Praça que eu não vi o nome, cheia de artistas cubanos com suas obras.


Capitólio fechado para restauração

Taxi coletivo. Você paga em peso nacional. Pagávamos 10 pesos nacionais, cada um, para ir do Centro até Havana Velha

O Museu da Revolução de Cuba fica em Havana Velha e custa 8 CUC para entrar. A expografia é bem antiga (com papéis - tipo as legendas - já amarelados) e muito fraca. Como museóloga, claro que tenho um olhar mais crítico, que chega a ser exagerado perto do olhar de um visitante normal. Mas achei a exposição em si muito mal elaborada, sem contextualização dos fatos apresentados com a realidade do período. É apenas uma exposição de objetos e fotografias relacionados com a revolução. Para compreender tudo é preciso ter um bom conhecimento prévio. Para mim e meus amigos que lemos e nos interessamos muito pela história de Cuba, foi tranquilo, mas de uma forma geral, se você quer ir para lá aprender sobre a revolução, você não irá sair sabendo tudo sobre não.

Museu da Revolução

Museu da Revolução


Para você ver isso dentro de um museu, só em Cuba e no Museu da Revolução mesmo.




Hotel Inglaterra


Catedral Barroca


Se perder por Havana Velha é uma das melhores coisas a se fazer. No penúltimo dia nosso por lá eu e Nath saímos sem rumo e sem preocupação com localização. Foi o dia que mais nos deparamos com lugares lindos. Foi o dia também que me deparei com o Museo do Chocolate, que tanto queria ir. Na verdade é uma loja, voltada só para o chocolate. Trouxe alguns para casa porque os bichanos são uma delícia! Fica no final da Calle Amargura. 



Museu Nacional de Belas Artes. Segundo o Yuri, o museu mais lindo que ele já foi na vida.

Eu e Nath apresentando trabalho, para provar que teve MINOM sim rs.







Um ponto alto da viagem foram as praias. A gente foi para Cuba para aproveitar o mar caribenho, e descobrir por um cubano, o Arley, que a maior parte das praias que fomos são banhadas pelo Oceano Atlântico, o mesmo que banha o literal brasileiro. Só fomos em uma praia do mar caribenho... A realidade as vezes dói haha. 
Em Havana fomos nas Playas del Este. Você pega um ônibus da  Habana Tour, especificamente o do T3 (terminal 3) em frente ao Hotel Inglaterra, em Havana Velha. Custa 5 CUC e você pega para ir e voltar e paga só uma vez. Ele tem várias paradas. Na primeira vez descemos na praia do Hotel Tropicoco, onde tinham outros cubanos lá aproveitando a praia e de uma forma geral eu preferi essa, a cor da água (apesar que nesse dia estava mais sol, céu mais aberto e bah), a vista, o clima. Na segunda vez tentamos experimentar outra praia e descemos na última parada, que eu não me recordo o nome, mas é fácil porque é a última.





Falam muito dos Cayos e Veradero, de praias mais específicas e bah, mas simplesmente todas as praias que fui em Cuba eram lindas! Até essas Playas del Este que eu estava esperando pouco, foi incrível! Então mesmo que os próprios cubanos façam essa divisão de praias melhores e piores, todas valem a pena.
































Esse acima é o Marcos, a gente puxou assunto com ele, mas foi difícil a comunicação por causa do nosso espanhol. Mas ele foi um fofo. Daí num dado momento a mãe dele o chamou e ele gritou para ela: Madre, no compreendo nada do que los dicen, pero son buenas personas!
Muito fofo né? Ele pegou a GoPro e ficou tentando entender como a câmera funcionava, batendo várias fotos aleatórias.



Esse post ficou imenso! Ainda tenho muita coisa para falar de Cuba, aqui falei bem pouco. Então pretendo fazer post sobre as outras cidades e um especial falando da comida de Cuba e coisas aleatórias sobre essa ilha. Espero que eles saiam.


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