Recôncavo Baiano

27 de agosto de 2013

Pensei e repensei se iria escrever esse post, vim no impulso vendo esse meu espaço como um diário aberto (alô blogueiras de longa data!) que daqui um tempo vou reler e relembrar tudo com imensa saudade como já faço, então resolvi escrever.

Já fiz um post falando do pesar que foi o mês de agosto (que já considero como terminado) e falo muito da viagem que foi o meu ponto final no mês. Mas aqui vou começar do início.

UFRB - ENEMU


Todo ano acontece o Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia e esse ano foi em Cachoeira - Bahia. Nunca tive muito interesse em ir, mas o tema desse ano me interessou "Museologia Social e Patrimônio Integral: Museu para quem?" e a Marília que fazia estágio comigo um dia chegou no museu falando que ia comprar a passagem com o pessoal provavelmente naquele mesmo dia e incentivou eu e Darley a irmos com ela, me interessei de verdade, topei, comprei no mesmo dia e então começou o planejamento (ou quase isso) uns meses antes (nem lembro mais, acho que dois meses antes).

Íamos descer no aeroporto de Salvador e resolvemos dormir por lá mesmo para que quem não conhecesse a cidade pudesse conhecer e no fim do outro dia entrávamos no ônibus rumo a Cachoeira nosso real destino.
Um dia antes da viagem surge uma conversa em grupo para decidir aonde iríamos dormir quando chegássemos lá, porque sim um dia antes ainda não tínhamos decidido.

Tudo resolvido, hostel fechado, transfer idem, horário marcado, chegou dia 21. Meu grupo se encontrou no aeroporto e depois de 3 horas estávamos em Salvador apertados no Eco Sport  de um espanhol que se apaixonou por uma baiana e resolveu ficar por lá abrindo há pouco tempo o hostel que ficaríamos.

Depois de tudo resolvido, já estava no fim do dia 21 e tarde demais para irmos a qualquer lugar, então apenas andamos e conhecemos Rio Vermelho, o bairro onde era nosso hostel. A noite sentamos numa praça e ficamos tagarelando até... Foi nesse dia que conheci o Jorge, amigo do Cau Barata, então companheiro de viagem. Jorge é carioca mas mora na Bahia há anos. Foi super valioso nesse viagem, com gosto parecido com o nosso nos deu um roteiro que foi seguido a risca no dia posterior.

Dia 22 acordamos cedo e tomamos nosso rumo, foi ai que começou tudo.



Primeira coisa a se dizer, finalmente entendi o "chuva a qualquer hora"  do Clima Tempo! Se encaixa perfeitamente bem na Bahia, nossa que tempo louco! Acordamos um sol lindo, quando saimos já estava chovendo. Dentro do ônibus a chuva passou. E depois voltou. E assim vai, a chuva dura no máximo 5 minutos mas vai e volta só Deus sabe quantas vezes.


Foi aí que conheci mais meus companheiros de viagem, conhecia mesmo só a Marília, um amor imenso de pessoa, totalmente cativante e que já tinha espaço no meu coração. A Rose eu sempre pego matéria e já falava, mas não conhecia conhecia, como diz a Darley ela é ligada no 220! Não consegue ficar um minuto parada, mas foi uma ótima companheira de quarto. O João também já tinha pego várias matérias é amigo de amiga minha, mas não conhecia, nem sequer falava. Não sabia que mineiro era tão apaixonante, ô gente boa! Fala mansa, tem uma lábia e sempre com a garrafa debaixo do braço, conhecê-lo foi prazer puro. O Barata só havia pego matéria uma vez, matéria essa que nem fui até o fim. Não imaginava que fosse tão gente boa, prazer imenso que se tem ao conversar com ele que sempre faz piadinha e me deixava na dúvida se tava falando sério, também quando fala é até difícil de perceber rs. E por fim a Elaine, que é a veterana dos meus veteranos! Eu nunca havia pego sequer uma matéria com ela, e acho que nem dos corredores da faculdade eu conhecia, mas fez justiça ao resto do grupo e é tão gente boa como todos os outros. Ficava para trás vez ou outra se arrumando mas sempre junto com a gente. Posso dizer que me apaixonei por cada um a sua maneira, todos ganharam espaço no coração e fizeram da viagem tão boa por serem todos museólogos como minha pessoa, vou te falar, viajar com museólogo é tudo de bom! Todos queríamos ir nos mesmos lugares, nos apaixonávamos pelas mesmas coisas.


Conhecemos três igrejas, o pelourinho e o mercado modelo, onde almoçamos. Mas pareceu que conhecemos todo o estado da Bahia e que estávamos andando há 3 semanas, de tão produtivo e cansativo que o dia foi.

Chegamos no fim do dia em Rio Vermelho, pegamos nossas malas no hostel e seguimos caminho pra Cachoeira. No primeiro ônibus que pegaríamos de Rio Vermelho até a rodoviária, falaram que iríamos sentados, e ok, nós fomos, mas só Deus sabe o esforço e a bagunça que fizemos com nossas malas naquele micro-ônibus. Me senti totalmente esses turistas que vejo pelo Rio de Janeiro andando com cara de cansado e perdido, com minha mochila nas costas e puxando minha mala no meio das pessoas até a rodoviária com todo meu grupo.

Chegamos em Cachoeira já a noite, nos viramos e achamos a pousada onde iríamos ficar e fomos andar pela cidade. Vale a pena dizer que a noite ela fica muito mais bonita, e a primeira impressão que ficou pra mim foi dela a noite quando a vi pela primeira vez. Fomos para a rua 25 ficamos comendo e bebendo e pronto a cidadezinha histórica do recôncavo baiano já havia ganhado espaço no coração.

Nos outros dias tentamos andar o máximo que pudêssemos, aproveitando que era cidade pequena e dava para fazer tudo a pé. Mas foi um tanto de ir e voltar e ir de novo que meu corpo ficou no modo cansaço 24 horas. Assisti ao que me interessava no ENEMU, conheci o máximo que deu com o cansaço (que como já falei no outro post estava acumulado de todo mês de Agosto) e comi muito na rua 25 observando a beleza do rio Paraguaçu, nome que demos a uma cadela fofa que em um dos dias enquanto voltávamos de noite da festa do ENEMU nos acompanhou até a pousada!

Cristo chineizin é para poucos! 
Cachoeira é cidade pequena com seus paralelepípedos, carros parando no meio da rua, árvores nas ruas!, burrinho na praça, homens jogando dominó de noite na calçada, foi um tanto que gostosinho de ficar uns dias nesse clima de cidade do interior ainda mais uma tão rica historicamente como essa.

Os baianos são gente boa demais! Malandros com suas fitinhas que Elaine já havia nos alertado, rs! 
Mas pra quem convive com a beleza do Rio de Janeiro, não achei Salvador de muita beleza não, mas também como fui sem expectativas Salvador ficou sim com um bom conceito.

Agora só torço para as fotos que tirei por lá com minha analógica tenham saído para eu poder relembrar de novo essa viagem colocando as fotos no meu álbum e escrevendo novamente os detalhes.

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2 comentários

  1. Minha amiga Sarah...
    emocionante ver discorrer em suas linhas, com leveza e fidelidade, momentos vividos, com intensidade, na descoberta de um lugar novo, pouco acima de nós, logo ali no nordeste. Aos amigos que me perguntarem como foi... lógico, direi: conheçam Sarah (com h) Braga e visitem seu blog. Sua sensibilidade poderá contar coisas que vi, mas que não saberia descrever como ele faz... quase diria que ela viu com meus olhos e na "pena" (digital), consegue descreve as emoções que tivemos - João, Elaine, Marília e Rose, como quem sabe o que se passava com nossas descobertas.
    Please... escreva mais,
    conte mais um pouco do que vimos com seus olhos..
    beijo
    Cau Barata

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  2. Querida, que relato delicioso! Você soube traduzir em palavras todos os momentos que nós passamos juntos nesses 4 dias e meio, mas que pareceram, como você mesma disse, semanas, meses até. Percebeu que a diferença de idades não significou nada para nós? Éramos, e somos, tão iguais em nossas diferenças que isso foi o mais enriquecedor na nossa viagem. Seis pessoas que se encontram, se descobrem, se respeitam e que, em tempo que o tempo não soube medir, tornam-se amigos de infância e de futuro. Que venham outros passeios, outras viagens, outros encontros! Bem vinda a minha vida, querida Sarah, com h!
    beijos
    Marília

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