O prazer da cólica

30 de junho de 2013

A semana do dia 20 finalmente chegara, há dias olhando no calendário do celular com aquele quadradinho roxo marcado no dia 20 que significa um alerta, um alerta de alegria para anunciar: Ah, a semana do dia 20 chegara.

O estresse da faculdade, a correria do dia-a-dia, o curso sábado de manhã, as contas para pagar, muito  problema, muita dor de cabeça, todos nós passamos por isso, mas nós mulheres temos um alívio em meio a esse caos durante duas semanas do mês.

Ansiamos pela TPM. Ela por si só é sinônimo de alegria, mas essa alegria parece duplicar só por sentirmos que a TPM finalmente se faz presente. É quando finalmente o estresse vai embora e uma onda de alegria e felicidade nos enche. Não importa o chefe mal humorado dando ordens sem parar, não importam os inúmeros textos da faculdade para serem lidos, não importa a falta de tempo no relacionamento, não importa a conta quase ficando no vermelho, nada nos faz perder a cabeça, nada é mais forte que os hormônios amigos e maravilhosos da TPM.

E finalmente entramos na tal semana vermelha sendo alertadas que estamos entrando nela sempre fielmente pela tão querida cólica. Ah a cólica, é a nossa alegria e triunfante vantagem por sermos mulheres, por carregarmos dois 'x' e nenhum 'y'. Não tem como explicar, e eu sei que vocês homens lêem por todo lado pra tentarem entender isso, se corroendo de inveja de nós por dentro.
Eu resumo para vocês:  é puro prazer.

Essa coisinha na nossa barriga, a gente se a agarra a ela, e não quer que ela vá nunca, e quando sentimos que está indo já começamos a ficar tristes. Mas nada gera esse pequeno prazer, suave e melancólico no ponto certo dentro de nós, não se compara a nenhum outro, sendo totalmente único e especial.

Ah  semana do dia 20 pena que tu vais assim tão rápido, e demoras tanto para chegar. 
És a alegria de cada um dos 12 meses do ano. Como nós mulheres te amamos, te queremos, e temos repulso só de pensar na menopausa. Tudo bem que toda essa onda de prazer e alegria se multiplica, mas você não foi feita para ser multiplicada muito menos ter um fim. Me diga, como viverei sem você nas minhas crises de meia idade?




Fiz esse post deitada no sofá enquanto tentava amenizar minha cólica e tentava pensar em um mundo mais justo. Ah doce ilusão!

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