"A vida é a arte do encontro"

8 de maio de 2013


Tem gente que passa pela nossa vida como pinceladas. Mas realmente pincelam, daquela forma doce e marcante, que fica.

Toda essa poesia para introduzir um post sobre o João Pedro ou só João ou então Pedrinho,que me arrancou outro sorriso no ônibus e resolvi que ele merecia um post por aqui.

O João é um menino meio louco que fez a aula de Antropologia com a minha turma, que era dada pelo professor mais louco que já me deu aula na vida, amava.
Enfim, João é moreno, alto, bonito e sensual, cabelo baixinho, barbudin e com uns olhos castanhos incrivelmente belos! Daqueles que sorriem sozinhos. Do estilo uso havaianas mesmo na chuva. Ele sentava lá atras, na dele e todo intervalo ao invés de ir tomar um café batia papo com o professor, toda semana era um livro novo nas mãos deles.

O João tinha cara de ser legal, e um dia comprovei isso.
Fiquei na sala com a Darley durante o intervalo e ele que nesse dia não foi trocar ideia com o professor se sentou perto da gente, de alguma forma começamos os 3 a trocar palavras que se transformaram em uma conversa. Nunca o tinha visto pelos corredores porque ele era/é de outro campus, o de Botafogo e de outro curso, Ciência Contábeis.

No meio da conversa resolvemos descer pra tirar xerox do texto pra próxima aula. Pegamos os 3 o elevador e fomos parar no subsolo. Tiramos nossa xerox num maior papo bom e voltamos para o elevador.
E ai começa a pincelada do João na minha vida, se não fosse por isso que virá talvez nunca mais fosse me lembrar dele, vai saber.

Apertamos o botão e esperamos o elevador, que já tinha passado pelo térreo pra ir para o subsolo, onde estávamos e acabava chegando cheio para nós que eramos 3.
De forma que a gente via as portas se fecharem e o elevador subir já apertando o botão na esperança dele vir vazio na próxima vez.

Mas mal dava tempo do elevador sair do subsolo, o botão já estava apertado. Sendo assim, ele subia e já descia. Na segunda vez que o elevador desceu as pessoas lá de dentro não gostaram nadinha e uma moça gritou "Não faça mais isso! Ele vai descer de novo! Parem de apertar esse botão!"

Aquela velha história né, quando você fala "não" a gente entende "sim", de forma que quando a porta se fechou naturalmente nós 3 nos entreolhamos com aquele mesmo sorrisinho. E ficamos nessa. Como ninguém fez nada João deixou o sorriso por fim se ampliar no rosto e disse "Vocês não vão fazer nada???" já apertando novamente o botão como se aquilo fosse a coisa mais óbvia pra se fazer naquele momento, sendo a prova maior o fato de ter passado pela cabeça dos 3 em uníssono.

A gente começou a rir por algo tao bobo como isso, é.
A Darley saiu correndo pelo corredor ao lado do elevador e eu a segui com medo daquela voz feia que veio lá de dentro na outra vez que gritou "Não façam isso!".
Até que o elevador desceu e a gente só ouvia gritos estéricos lá de dentro.
O João ria, mas ria, mas ria, a ponto de moreno ficar incrivelmente vermelho, como uma criança. E é exatamente essa a memória mais clara que tenho, que sempre me da vontade de rir quando lembro e consegue arrancar um riso torto meu mesmo em um engarrafamento na Av. Brasil.
Riso tão bom e contagiante foi o dele que só fez eu e Darley rimos mais ainda, rimos muito. Barriga doía.  Riamos como três crianças no ensino fundamental por algo tão tosco.

Mas que até hoje me rende um momento tão gostoso.

Depois disso ainda troquei umas idéias com o João, mas depois que a disciplina acabou só esbarrei com ele uma vez pelos corredores a uns dois períodos atrás, que ele tava perdido lá no CCH, no andar da Museologia. Depois nunca mais. Mas também, nem é preciso. Fez ou outra ele esbarra nos meus pensamentos e pra mim já tá bom, porque ele sempre consegue arrancar um riso.


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