De um extremo ao outro com The Black Keys

31 de março de 2013

Meus amigos mais chegados sabe que eu sou a chata quando o assunto é filme e livro também. Se você quer comentar sobre, sinta-se a vontade para fazê-lo quando estiver longe de mim, ou deixe eu me afastar para então comentar, quando o filme em questão ainda não foi assistido por mim, ou no caso de livro, lido por mim.


Por mais inimaginável que seja para os outros, é a melhor forma pra mim de ver/ler algo: não sabendo nada sobre. Não gosto de ir no "Adoro Cinema" pra saber a sinopse do filme nem nada, nada, nada sobre. Eu me mato lendo sobre o filme e conhecendo mais, só depois que vi o filme. Por quê? Porque simplesmente uma palavra a mais pode estragar/tirar toda a emoção. Uma vez uma amiga fez um comentário bobo sobre um livro que estava lendo (O Amor nos Tempos do Cólera) e já foi o suficiente para eu descobrir o final do livro. Eu não sabendo nada sobre o filme, apenas o título e o gênero (que é a única coisa que realmente curto saber, o gênero) faz com que eu não criei expectativas em cima do filme nem faça apostas a cerca do enredo e muito menos do final, o filme apenas vem e me surpreende, igualmente o livro, e fala sério tem coisa melhor?

Mas como então eu escolho os filmes que verei? Com palpites alheios, título e gênero. Se você me indica um filme, eu já tenho uma noção do seu gosto acerca de filme e daí já sei mais ou menos o que esperar do indicado. Palpites alheios na internet. Um simples comentário vindo de uma pessoa como "Ahhh, ameeei ________ é lindo, chorei muito" dependendo da pessoa já é o suficiente pra me fazer querer ver ou não o filme. Os milhares de filmes já baixados pelas minhas irmãs, e os que pego fazendo troca de filme com meus amigos, dai já me baseio no gosto das minhas irmãs, que é muito bom, e dos meus amigos pra fazer ou não a troca. Eu julgo pelo título e comentários alheios (sem qualquer tipo de sinopse ou spoiler, apenas sendo círtica), e na maioria dos casos sempre acabo vendo excelentes filmes, mas em outros casos julgo mal o filme/livro pela capa e depois quando assisto/leio acabo levando um tapa na cara porque era bom e eu nessa minha julguei muito mal.

O caso se repete no meio musical, mas não sempre, meu estilo de me relacionar com música é outro que já contei por aqui algumas vezes.


Mas ocorre casos de eu ouvir sobre uma banda/cantor e já pegar implicância, foi o que aconteceu com The Black Keys
De maneira geral quando pego implicância com uma banda/cantor, eu ainda assim procuro sobre, escuto algo, pra ver se realmente não vale a pena. Mas as vezes, não, foi esse caso aqui.

Mais uma banda que virou sucesso no meio da mídia, participante de grandes festivais e que tava ganhando prêmio, sentia uma imensa de uma preguiça, achava que fosse mais uma banda de indie/pop/folk que só tem um CD gravado que fez sucesso e no terceiro álbum seria esquecido por todos. Eu estava errada


Venho assistindo ao Lolla pra ver o que tá rolando por lá e Blak Keys seria o headliner no segundo dia do festival, minhas irmãs estavam esperando os caras entrarem e eu esperei junto para ver qual era a dos caras. Não conhecia uma música sequer (ou achava que não, porque quem não conhece Lonely Boy ?) porque como tinha preguiça dos caras, eu não sabia nada sobre eles, ignorava e seguia minha vida adiante, um belo de um erro, então ainda bem que fiquei sentadinha esperando os caras entrarem com minhas irmãs pra dar espaço para conhecer o som deles.

De primeira a opinião balançou, nada de calça skinny com estampa étnica em nenhum dos integrantes, não eu nunca tinha ido ver nem foto dos caras, em alguns casos eu sou bem radical tipo como sou com filme mesmo. Os caras tinha um estilo normal, e o baterista (Patrick Carney) com um estilo mais nerdiznho (The Big Bang Theory, olá Howard!) de ser me deu uma cativada (o fato dele ser o baterista, nem conta, magina).
Os caras subiram, tocaram, não humilharam, apenas tocaram, no jeito deles, sem oportunidades (iiiinfelizmente) de solos pro Patrick mostrar seu humilde talento como David Grohl mostrou no festival do ano passado, sem ficar mandando a galera balançar a mão pra um lado e pro outro, sem muito diálogo sequer, sem ajuda de grandes efeitos no palco, só subiram fizeram o trabalho (hiper chato, ô!) deles e desceram, foi o suficiente pra mim.

O fato de ser ao vivo já muda tudo e coloca muito mais amor e emoção na coisa. O fato deles terem me surpreendido também, nunca ia imaginar que Black Keys tocavam um rock com pegada no blues. Me apaixonei. Representa bem o estilo de som que curto ficar ouvindo, que dá vontade de dar uma levantadinha e dançar com pausas pra ouvir os vários solos deles e curtir muito o som. Enquanto a sala reinava no silêncio porque a gente assistia atentamente o show, minha cabecinha no sofá balançava pra cima pra baixo pro lado e pro outro enquanto sentia as perninhas da irmã do lado se movimentando conforme a música. 

Os cara não são geniais quando o assunto é letra, tudo beira ali no amor, mas são bons no som, algo bem prazeroso de ouvir. O suficiente pra eu e Débs querermos baixar a discografia dos caras e então assim ela fazer. 



Como sempre quando curto uma banda, mergulho de cabeça nos caras e vou ver se eles também são bons fora do palco. Fui ver vídeos, ler artigos e entrevistas. Descobri a bagunça que Patrick causou no twitter com os fãs do Bieber, gente, aumentou meu amor! Descobri que o cara deu uma implicada numa oportunidade boba que surgiu, que eu também aproveitaria, e ainda tem um tom de humor irônico muito bom! Além de falar mesmo o que pensa, sem ligar pra opinião alheia.

A mesma história de amor aconteceu com Mumford & Sons, os conheci na apresentação deles no Grammy em 2011 e a história perdura até os dias de hoje, espero que assim aconteça com The Black Keys.



Mais um festival cumprindo seu papel.

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