Então me apaixonei por fotografia analógica...

18 de janeiro de 2013

Aniversário da Hermana Ester - Yashica MG-Motor (com o filtro caseiro rs)

Hoje tomei coragem e desci com mamãe para comprar as coisas para fazer uma reforma aqui no quarto das Bragas. Comprei umas caixas de madeira para organizar tudo e enquanto estava no chão sentada a pintar com mamãe e a hermana, comecei a pensar no quanto é gostoso fazer algo, pôr a mão e ver a coisa sendo moldada, sendo criada. Então percebi o porquê do meu amor por fotografia analógica.

Sarah Darley na praia de Búzios - Yashica Minister D

Acho que o hobby do momento é a fotografia, eu já estou nessa onda tem uns anos, e digo que é uma delicinha. Mas comecei a me deliciar com tudo mesmo, foi quando me apresentaram a uma câmera analógica, ano passado. Algumas pessoas que não estão  habituadas a esse tipo de fotografia te olham estranho, você gasta dinheiro frequentemente (comprando filme, revelando filme, comprando 
máquina...), e a questão é: Por que não uma digital então?

Gatinho Manhoso - Yashica Minister D

Explicar o prazer é uma cosia meio difícil, mas já começa no começo: a câmera. Encontrar a câmera que você quer já é uma aventura gostosa. A primeira câmera que eu quis foi uma Olympus Trip 35, e foi a primeira câmera que fotografei, uma amiga já tinha uma e ganhou outra, que resolveu me dar. O fotometro dela ficou ruim no meio da brincadeira mas as fotos saíram, quase todas.
Depois disso pedi as câmeras velhas que estavam pegando poeira no armário das pessoas ao meu redor. Ganhei uma Yashica MG-Motor, que é totalmente automática, mas que faz fotos maravilhosas. Câmera simples, de bolso, super leve, que nem é bonita, mas me surpreendeu. Pena que quando fui usar pela segunda vez ela deu ruim. Ganhei também uma Canon T-80, mara! Mas que já veio quebrada :( Pedi a Canon T-50 da mesma amiga já citada acima só para testar a lente da minha T-80 pra nunca falar que não usufrui dela.

Praia de Botafogo, vista Pão de Açúcar - Yashcia MG-Motor

O Mercado Livre é cheio de câmera analógica, vivia por lá atrás de uma grande oportunidade. Até que surgiu uma que não pude deixar passar. Uma rangefinder, a Yashica Minister-D, toda linda, perfeita, capinha de couro, tampa da lente, e ainda por cima com dois flashes tudo por 90 reais, incluindo o frete. Só amor e ansiedade para a compra chegar. Chegou, pus filme e foi só alegria. Minha preferida, mais linda.
Além da maravilha que é para mim ir em feiras de antiguidade, e lojas desse tipo de câmera pelo centro, vendo se tem alguma boa oportunidade para arrematar alguma outra câmera.


Cabo Frio - Yashica Minister-D
Depois que outra graça da fotografia analógica esta no filme, pois é o filme. Tem mil e um tipos de filme, tanta opção para você escolher, que só escolher já é uma aventura também. Ainda mais quando rola de você se apaixonar por um e querer ele e só ele e ter que ir a caça do tal filme. Aconteceu comigo quando quis o meu Kodak Pro Image e não achava, até que um amigo da minha irmã, ganhou de um amigo que vendeu a lojinha dele, várioooos filmes e dentre eles tinha o tal Pro Image já vencido e acabou me dando dois. Outra graça ai, achei o filme e estava vencido, e agora? Agora é por e ver no que dá! Qual o efeito que vai dar... A parte final mas uma das mais emocionantes, se não a mais, desse tipo de fotografia. Você acaba de fotografar e você não vê nenhuma foto. Você ainda vai esperar uns 2 dias até o laboratório revelar tudinho e você poder ir lá buscar. Já abro lá mesmo e venho pela rua vendo as fotos que saíram, e nossa que delícia que é isso! Você nem lembrava mais que tinha tirado aquela foto e quando vê e relembra é nossa.. Ou tem aquela que você esperava ansiosamente e caça loucamente, e pode ter a surpresa de nem ter saído! Como já fui revelar um filme e não tinha saído uma foto sequer! Descobri depois que não tinha prendido o filme direito na câmera (uma amiga havia me emprestado a Kodak Hobby dela que ela nunca tinha usado para eu testar, e fiz essa burradinha! Dessa vez pus direito e ainda estou usando o filme, então ainda não sei qual será o resultado final dessa vez). 

Sarah Darley - Olympus Trip 35

A tal grande sacada que fiz ao pintar as caixinhas de madeira foi que... Eu me apaixonei por esse tipo de fotografia, por eu "fazê-la e vê-la acontecer", não que com a digital isso não aconteça. Mas com a analógica isso é mais concreto, eu sei como a fotografia surge (a luz entra, "queima" o filme, que precisa ficar no escurinho por isso, então a gente leva para o laboratório, onde rola a química, a imagem é revelada...). Eu sou do tipo curiosa e saber cada passinho para mim é importante. Depois que eu mesma que vou lá e coloco o filme na câmera, minhas mãos que fazem isso, como também são elas que tiram e levam até o laboratório. Outra coisa é que a gente pode brincar com os filmes, como fazer redscale em casa, ou criar filtros para mudar a cor das fotografias, como fiz com o meu primeiro filme (e único ://// ) na MG-Motor. Ou como estou fazendo agora deixando o filme que usei na Canon T-50, em uma latinha de alumínio (tampada) no sol, para o calor modificar a química do filme e ver qual o efeito que vai dar.

Nicole - Yashica MG-Motor
 Fotografia analógica em si é uma delícia por todos esses  motivos citados acima e porque só quem faz uso dela sabe  como é! Além de ser um prazer, ela ainda me ensinou sobre fotografia, porque para usar uma boa analógica, você precisa entender sobre, saber medir a luz, fazer a coisa acontecer e sair legal, se não vai ser só queimação de filme, já que não tem a opção de você apagar e tirar outra. Além de te ensinar a tirar pouca foto. Quando saia com minha digital em uma tarde com os amigos, voltava com mais de 100 fotos para casa, agora demoro mais de um mês para gastar uma filme com 36 exposições. Aprendi a olhar melhor para uma foto e a enxergar mais a beleza real dessa arte. 

Foi só benção e coisa boa! Agora diz, tem como eu não me apaixonar? Impossível né gente, me apaixonei!






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