Amizade

Dois mil e o meu treze.

domingo, dezembro 29, 2013
Todo mundo que tem um blog e uns anos de blogueira na vida já fez, está fazendo, ou fará um post falando de fim de ano, se não, falando de ano.. 2013.. 2014.. que seja.

Já falei por aqui que termino o ano revendo aquele que passou ao invés de sonhar/ planejar o que está por vir e sempre, sempre me deparo com surpresas, e surpresa continua sendo uma coisa maravilhosa dentro disso que chamamos de vida.

Em 2013 tiveram umas deliciosas.

Eu estava querendo arrumar um estágio, mas não poderia imaginar tudo que viria com ele. Coisas infinitas e imensuráveis viriam juntas.
Aprendi coisas por lá que a gente leva pra vida toda, e só a vida mesmo ensina. Me descobri e me conheci mais graças a esse primeiro estágio. Tirei dúvidas que tinha quanto a minha profissão e firmei umas certezas. Mas o mais importante de tudo, conheci pessoas que ganharam um valor imenso e fizeram meu 2013 ser repleto de felicidade, pessoas que mesmo estudando na mesma faculdade que eu, nunca havia passado pela minha mente que um dia amaria tanto assim.

Entrei num projeto de extensão que me fez enxergar muitas coisas. Tive aulas na favela Pavão, Pavãozinho, Cantagalo aqui do Rio e vi e experimentei e vivenciei coisas que levarei comigo e me ajudaram a enxergar a realidade de formas diferentes. Além disso esse projeto me fez me apaixonar ainda mais pela Museologia e pelas coisas que ela é capaz de fazer, além de ter feito eu conhecer gente que hoje é especial pra mim.

Viajei com museólogos e nossa, é muito bom! hahahaha. Conheci outros estados e cidades com pessoas que conheci no aeroporto antes de viajar e me encheram de alegria, como também com pessoas que já conhecia mas a viagem me fez aprender a amar.

Tive momentos inexplicáveis com Deus, me aproximando mais ainda da Verdade. E falar dEle é tão difícil... Exprimir em palavras tudo que vivi com Ele, tudo o que Ele fez... Me ajudando, abrindo meus olhos, falando comigo, me aconselhando, me amando, me moldando, me transformando e sempre me ensinando a viver.


Tive momentos baixos durante o ano que a Sarah de Janeiro nem de perto esperava passar, que passei graças a família fantástica que Deus me deu, que fazia tudo ficar calmo, graças aos amigos que me faziam rir e graças à Deus que me lembrava o que realmente é importante nessa vida. 

Fiz 3 períodos em um ano e descobri o que é terminar um ano com o cérebro derretido.


Tive surpresas dentro de mim que ansiava e não esperava que fossem acontecer em 2013. Fortaleci amizades, fiz outras, desfiz umas, conheci muita gente linda de amor. Fiz coisas que queria fazer há anos e não tinha coragem ou não tinha dinheiro pra fazer. Li muito livro. Vi muito filme. Perdi medos. Aprendi a cozinhar coisas além de salsicha. Descobri que saudades dói demais. Fui em shows que queria e não fui em outros que também queria.

Essas surpresas e inúmeras outras me ajudaram a ser uma Sarah nesse dezembro de 2013 muito diferente da Sarah de dezembro de 2012.

Termino 2013 só com o coração grato à Deus, às minhas irmãs, meus pais e aos meus amigos. Posso dizer que o que mais aprendi nesse ano foi a importância da vivência com as pessoas que me cercam, tudo que levo desse ano sempre tem alguém do lado, junto. Relação interpessoal que me fez crescer nesses 12 meses. Só vivi o que vivi graças à vocês, inúmeros nomes, inúmeras almas.

Mudar é o único desejo que eu tenho para 2014, e começá-lo sem expectativas como comecei 2013 é o que faço agora.

Venham surpresas.

Just Survive

domingo, novembro 10, 2013


Aconteceu de tudo um pouco, num curto período de tempo, chamo um ano de um curto período de tempo. Me encontrei e me desencontrei. Me resolvi e criei outras brigas comigo mesma. Descobri e senti tudo o que ansiava há tempos.

E quando eu achava que tudo ia ficar bem, que tudo está bem, é exatamente isso o que a vida não  me mostra. As coisas andam calmas, muito calmas de um lado, e do outro com o último fio de cabelo já em pé, à espera de um milagre e uma revelação divina.

Não que se tenha muita coisa para reclamar, mas o que parece mais simples acaba se revelando como a pior. Jon sempre canta por mim... I'm the war inside. I'm the battle line. I'm rising tide. I'm the more I fight

Do lado em que as coisas estão o caos, a paz reina em absoluto, sem uma dúvida a se erguer. Do lado em que as coisas estão calmas, a paz está perto, mas nunca o bastante. I'm always close, but I'm never enough

Eu me encontrei. Quando me vi crescendo como pessoa, fui me encontrando de forma prazerosa, sendo apresentada a mim mesma e a essa vida. Então, me desencontrei. 

Just tell me, Am I myself or am I dreaming?

A chance to change, but I feel the same.


Fotografia

Enrolando o filme mais desenrolado

sábado, setembro 28, 2013
Foi tão emocionante que virou post!

Kodak Hobby

Uma amiga minha, que me influenciou até na fotografia analógica, tem algumas câmeras analógicas em casa e no meio delas tinha uma de bolso que a tia deu para ela e ela nunca havia usado, no meio de uma conversa a câmera acabou caindo nas minhas mãos pra tirar a poeira da dita cuja.

Comprei um filme baratinho, o Kodak Color 200 mesmo, pus na câmera e fui me divertir. Porém o contador de poses está com problemas e fica voltando, nunca sai do número 6. Bateu o desespero não pensei direito, rebobinei e fui revelar, porque já havia tirado tanta foto e aquele filme nunca acabava que fiquei com medo de estar fazendo algo de errado ali.
A verdade é que não havia prendido o filme corretamente, e ele nem havia saído de dentro do rolo, todas aquelas fotos que eu achava que estava tirando, eu estava é batendo pro vento.
Colocar filme é o drama dessa minha relação com esse tipo de fotografia. Eu posso aprender tudo sobre luz mas sobre como prender um filme corretamente eu não aprendo. Eu não penso direito, fico nervosa e nunca sei se coloquei certo, fecho a tampa e vou na fé torcendo para estar preso certinho.

Depois de ter batido tanta foto inutilmente fiquei até com preguiça de pôr outro filme na câmera, mas me animei em fazer um filme redscale em casa e usaria o redscale nessa câmera, pronto era o incentivo que eu precisava para usar novamente a câmera.
Lá fui eu atrás de rolo vazio em alguns laboratórios da vida e junto com o filme que tinha colocado pra revelar e não tinha saído nada faria meu filme redscale caseiro.
Pode parecer simples inverter um filme, mas né não, a coisinha toda pede um pouco de trabalho e paciência.


Fui para o banheiro (no escurinho), transferi o filme de um rolo para o outro para fazer o redscale, disse ufa por ter terminado e fui pro quarto pôr meu filme redscale caseiro na câmera e adivinha? Tinha feito errado, ou achava isso.
Com muito ódio nesse coração voltei para o banheiro e refiz todo o processo para dessa vez dar certo. Disse um ufa muito maior e fui mais animada pro quarto e adivinha? Eu tinha feito certo antes e agooora estava errado!
Tentar explicar como se faz um redscale e a burrice que eu fiz renderia muitos parágrafos e eu fico com raiva e preguiça de mim só de lembrar do acontecimento, não o narraria aqui em detalhes me torturando, apenas basta compreender que fiz burrice.

Por fim o filme ainda estava lá, mesmo que no estado natural dele, ou quase isso, já que havia tirado e colocado ele tantas vezes dentro do rolo que na verdade nem sabia mais se ele estava realmente bom ou se havia batido alguma luz nele queimando-o.
Mas ainda assim o filme e a câmera ainda estavam lá. Decidi que colocaria o filme normal mesmo, de novo, na câmera e boa sorte. 
Bati umas fotos mas estava sentindo algo de estranho, de novo fui eu lá no escuro abrir e adivinha? Tinha colocado de novo! errado. 
A solução que achei foi levar ambos para faculdade e com a Darley (que também curte analógica) colocar o filme pra dessa vez ter uma testemunha que comprovasse que o filme estava colocado corretamente. Foi o que eu fiz.


Fui pra Bahia e na cara e na coragem tive como câmera em Salvador essa da amiga com esse filme re-re-re-rebobinado.
Voltei e indiquei o kit (a câmera com o tal filme) pra minha irmã levar para o retiro que ela ia. Já havia batido tantas fotos e o filme não acabava que já estava na dúvida se estava tudo certo mesmo ou se havia algo errado até que liga minha irmã tristonhamente contando que o filme havia acabado no primeiro dia dela lá no retiro. Só Deus sabe a alegria que senti. Finalmente!

Quando ela voltou para casa e pude pôr as mãos na câmera algo estava errado dentro dela e rebobinar estava sendo uma tarefa difícil, não podia ver mas podia sentir que o filme tinha travado dentro da câmera e quando fiz força para destravar o bendito deu ruim. Na cara e na coragem, de novo, apaguei todas as luzes abri a câmera e legal o filme tinha se soltado do rolo, ou seja, não tinha como rebobinar a não ser com a mão. Porque esse filme pelo menos no momento final não poderia ser legal comigo, tinha que fazer uma graça, manter seu ar de rebelde.
Levantei, pensei, sentei, levantei. O que fazer? O filme todo escancarado embaixo do meu edredom. Será que ele estava bom mesmo? Será que naquelas lá do banheiro ele já havia ficado ruim? Será que agora já não estraguei? Será que vale a pena?
Pensei em tudo que já tinha sofrido com a câmera e o filme. Tinha que terminar o processo e ver no que ia dar aquilo afinal.
Lá fui eu, meti o mãozão no escuro (e embaixo da coberta também, porque vai que né) e enrolei aquilo. Peguei uma caixinha preta coloquei o filme dentro passei durex em tudo para não abrir nem entrar luz (porque todo cuidado é pouco) e fui levar no laboratório.


Já que estava tudo zuado mesmo, ia zuar mais a coisa toda e pedi revelação cruzada (usa-se uma química que não é a "certa" no processo de revelação e o efeito que isso pode trazer na foto é feito pelo acaso mesmo não podendo ser previsto) com fé zero de que sairia algo, toda desestimulada.
No outro dia voltei para buscar e não estava pronto, mas o carinha super gente boa, falou que tinha saído sim umas fotos, poucas, mas tinham saído. O peito estufou e de total descrença uma fé surgiu.

Quando ontem finalmente fui pegar e ele disse que havia saído "peraí.. deixa eu ver.. é saíram 26 fotos..." MEUS DEUS. Tipo VINTE E SEIS FOTOS DE TRINTA E SEIS. Nunca saem as 36 isso é totalmente normal, sempre é na casa dos vinte o número de fotos que sai, e NESSE FILME saiu na casa dos vinte.

Peguei o envelope pensando que beleza, saíram mas podem todas terem ficado hiper corroídas, granuladas, estouradas, vai saber.

Para dar um tapa na minha descrença elas ficaram lindas! Finalmente havia feito revelação cruzada, que queria havia algum tempo e eu acabei me surpreendendo totalmente que o resultado foi muito cheio de amor! Depois de duas tentativas falhas de pôr o filme corretamente na câmera, depois de uma tentativa falha de redscale, depois do filme não rebobinar e ter se soltado do rolo, as fotos ainda assim saíram sobreviveram a revelação cruzada e conquistaram meu coração.

Fotografia analógica tem lá dessas história que emocionam tanto que valem a pena virar post com as fotinhas que causaram tanta alegria enfeitando todo o post.


Diversão

Recôncavo Baiano

terça-feira, agosto 27, 2013
Pensei e repensei se iria escrever esse post, vim no impulso vendo esse meu espaço como um diário aberto (alô blogueiras de longa data!) que daqui um tempo vou reler e relembrar tudo com imensa saudade como já faço, então resolvi escrever.

Já fiz um post falando do pesar que foi o mês de agosto (que já considero como terminado) e falo muito da viagem que foi o meu ponto final no mês. Mas aqui vou começar do início.

UFRB - ENEMU


Todo ano acontece o Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia e esse ano foi em Cachoeira - Bahia. Nunca tive muito interesse em ir, mas o tema desse ano me interessou "Museologia Social e Patrimônio Integral: Museu para quem?" e a Marília que fazia estágio comigo um dia chegou no museu falando que ia comprar a passagem com o pessoal provavelmente naquele mesmo dia e incentivou eu e Darley a irmos com ela, me interessei de verdade, topei, comprei no mesmo dia e então começou o planejamento (ou quase isso) uns meses antes (nem lembro mais, acho que dois meses antes).

Íamos descer no aeroporto de Salvador e resolvemos dormir por lá mesmo para que quem não conhecesse a cidade pudesse conhecer e no fim do outro dia entrávamos no ônibus rumo a Cachoeira nosso real destino.
Um dia antes da viagem surge uma conversa em grupo para decidir aonde iríamos dormir quando chegássemos lá, porque sim um dia antes ainda não tínhamos decidido.

Tudo resolvido, hostel fechado, transfer idem, horário marcado, chegou dia 21. Meu grupo se encontrou no aeroporto e depois de 3 horas estávamos em Salvador apertados no Eco Sport  de um espanhol que se apaixonou por uma baiana e resolveu ficar por lá abrindo há pouco tempo o hostel que ficaríamos.

Depois de tudo resolvido, já estava no fim do dia 21 e tarde demais para irmos a qualquer lugar, então apenas andamos e conhecemos Rio Vermelho, o bairro onde era nosso hostel. A noite sentamos numa praça e ficamos tagarelando até... Foi nesse dia que conheci o Jorge, amigo do Cau Barata, então companheiro de viagem. Jorge é carioca mas mora na Bahia há anos. Foi super valioso nesse viagem, com gosto parecido com o nosso nos deu um roteiro que foi seguido a risca no dia posterior.

Dia 22 acordamos cedo e tomamos nosso rumo, foi ai que começou tudo.



Primeira coisa a se dizer, finalmente entendi o "chuva a qualquer hora"  do Clima Tempo! Se encaixa perfeitamente bem na Bahia, nossa que tempo louco! Acordamos um sol lindo, quando saimos já estava chovendo. Dentro do ônibus a chuva passou. E depois voltou. E assim vai, a chuva dura no máximo 5 minutos mas vai e volta só Deus sabe quantas vezes.


Foi aí que conheci mais meus companheiros de viagem, conhecia mesmo só a Marília, um amor imenso de pessoa, totalmente cativante e que já tinha espaço no meu coração. A Rose eu sempre pego matéria e já falava, mas não conhecia conhecia, como diz a Darley ela é ligada no 220! Não consegue ficar um minuto parada, mas foi uma ótima companheira de quarto. O João também já tinha pego várias matérias é amigo de amiga minha, mas não conhecia, nem sequer falava. Não sabia que mineiro era tão apaixonante, ô gente boa! Fala mansa, tem uma lábia e sempre com a garrafa debaixo do braço, conhecê-lo foi prazer puro. O Barata só havia pego matéria uma vez, matéria essa que nem fui até o fim. Não imaginava que fosse tão gente boa, prazer imenso que se tem ao conversar com ele que sempre faz piadinha e me deixava na dúvida se tava falando sério, também quando fala é até difícil de perceber rs. E por fim a Elaine, que é a veterana dos meus veteranos! Eu nunca havia pego sequer uma matéria com ela, e acho que nem dos corredores da faculdade eu conhecia, mas fez justiça ao resto do grupo e é tão gente boa como todos os outros. Ficava para trás vez ou outra se arrumando mas sempre junto com a gente. Posso dizer que me apaixonei por cada um a sua maneira, todos ganharam espaço no coração e fizeram da viagem tão boa por serem todos museólogos como minha pessoa, vou te falar, viajar com museólogo é tudo de bom! Todos queríamos ir nos mesmos lugares, nos apaixonávamos pelas mesmas coisas.


Conhecemos três igrejas, o pelourinho e o mercado modelo, onde almoçamos. Mas pareceu que conhecemos todo o estado da Bahia e que estávamos andando há 3 semanas, de tão produtivo e cansativo que o dia foi.

Chegamos no fim do dia em Rio Vermelho, pegamos nossas malas no hostel e seguimos caminho pra Cachoeira. No primeiro ônibus que pegaríamos de Rio Vermelho até a rodoviária, falaram que iríamos sentados, e ok, nós fomos, mas só Deus sabe o esforço e a bagunça que fizemos com nossas malas naquele micro-ônibus. Me senti totalmente esses turistas que vejo pelo Rio de Janeiro andando com cara de cansado e perdido, com minha mochila nas costas e puxando minha mala no meio das pessoas até a rodoviária com todo meu grupo.

Chegamos em Cachoeira já a noite, nos viramos e achamos a pousada onde iríamos ficar e fomos andar pela cidade. Vale a pena dizer que a noite ela fica muito mais bonita, e a primeira impressão que ficou pra mim foi dela a noite quando a vi pela primeira vez. Fomos para a rua 25 ficamos comendo e bebendo e pronto a cidadezinha histórica do recôncavo baiano já havia ganhado espaço no coração.

Nos outros dias tentamos andar o máximo que pudêssemos, aproveitando que era cidade pequena e dava para fazer tudo a pé. Mas foi um tanto de ir e voltar e ir de novo que meu corpo ficou no modo cansaço 24 horas. Assisti ao que me interessava no ENEMU, conheci o máximo que deu com o cansaço (que como já falei no outro post estava acumulado de todo mês de Agosto) e comi muito na rua 25 observando a beleza do rio Paraguaçu, nome que demos a uma cadela fofa que em um dos dias enquanto voltávamos de noite da festa do ENEMU nos acompanhou até a pousada!

Cristo chineizin é para poucos! 
Cachoeira é cidade pequena com seus paralelepípedos, carros parando no meio da rua, árvores nas ruas!, burrinho na praça, homens jogando dominó de noite na calçada, foi um tanto que gostosinho de ficar uns dias nesse clima de cidade do interior ainda mais uma tão rica historicamente como essa.

Os baianos são gente boa demais! Malandros com suas fitinhas que Elaine já havia nos alertado, rs! 
Mas pra quem convive com a beleza do Rio de Janeiro, não achei Salvador de muita beleza não, mas também como fui sem expectativas Salvador ficou sim com um bom conceito.

Agora só torço para as fotos que tirei por lá com minha analógica tenham saído para eu poder relembrar de novo essa viagem colocando as fotos no meu álbum e escrevendo novamente os detalhes.

Eu ainda acho que tenho 18 anos...

domingo, agosto 25, 2013
Agosto foi o mês! Parece que a museologia se levantou e resolveu bagunçar nesse mês e eu fui junto. Além disso junta-se o estágio, a bolsa e o final de semestre. Final de semestre.. esse por si só já é difícil de se aguentar. Eita dificuldade que foi.. confusão de data, compromissos distintos no mesmo dia e horário, prova de manhã no norte, apresentação a tarde no sul, noites mal dormidas, muita leitura no ônibus mesmo com o olho ardendo querendo fechar, mas foi! Mas para finalizar com chave de ouro, no final de agosto assim que acabasse o semestre me esperava uma viagem pra Bahia para o Encontro Nacional de Estudantes de Museologia, para os íntimos ENEMU.

Eu ainda acho que tenho 18 anos e fui no pique. Mentira, porque eu já não tinha pique nenhum, desde julho eu já estava morta com o mês de agosto só em pensamento. No dia que a viagem ia acontecer foi o primeiro dia que teria para descansar, coisa que com certeza eu não fiz. 

Vou te falar viajar com museólogo é tudo de bom! Eu e meus companheiros da Bahia (beijos Marília, Rose, Elaine, Cau e João!) tínhamos os mesmos interesses e nos encantávamos pelas mesmas coisas, isso é maravilhoso. Tivemos a sorte de nos encontrarmos com o Jorge, amigo do Cau, no primeiro dia que chegamos, carioca irradiado na Bahia há alguns anos, nos deu dicas valiosas junto com um roteiro. Tentamos seguir a risca Jorge, e sempre de olho no horário! Fizemos tanta coisa no dia seguinte que pareceu que estávamos andando já há 3 dias e não apenas um.

Eu, Rose, Cau, João, Marília e Elaine.


Na hora que fomos dormir cai dura na cama e ainda demorei para apagar, mas dormi e dormi muito bem! Mas não o suficiente para recarregar as baterias.

Em Cachoeira que era nosso destino real, queríamos conhecer também o máximo que desse, deixamos até muitas vezes de ir para as palestras/comunicações/oficinas para andarmos pela cidadezinha pra lá e pra cá, entrar no que estivesse aberto, e tentar passar sempre por uma rua diferente. Como a cidade é pequena íamos e voltávamos algumas vezes no dia, tudo a pé mesmo. Eu era a mais nova do grupo com meus poucos 19 anos de vida, mas acho que era a que mais me cansava. Agosto já havia pegado toda carga que havia reservada em mim para esse mês e não deixava eu me recompor de forma alguma! Só queria mais e mais carga, eu tentava dar, mas eita coisinha difícil!

Eu fiquei impressionada com minha amiga de quarto e companheira de viagem, a Rose, mochileira hoje em dia mais acalmada, que não pega mais carona de caminhoneiro, mas ainda com alma de mochileira. Como disse nosso amigo de viagem, não consegue ser fiel a nenhum grupo por não conseguir ficar parada, se o nosso grupo parava ela já engajava em outro e seguia o passeio, se esse outro parava ele arrumava mais um para se juntar e assim ia, eu a invejava, não tinha mais pique algum para andar e meus pezinhos só pediam para serem colocados para o alto.

Aproveitei, Salvador tem muita riqueza e Cachoeira também, forcei meu corpo ao máximo que deu, andei, conheci e aprendi muito, mas finalmente estou me despedindo de Agosto que para mim sim, já acabou, finalmente, graças a Deus, com muita felicidade. Adeus MINOM, ICOM, ENEMU, Salvador, Cachoeira, Final de Semestre, que eu não tenho mais idade para isso não. Olá sexto período!

Momentos

E essa relação...

quinta-feira, agosto 15, 2013


Meu corpo tem essa ligação direta e indireta com esse meio que ele convive, o mundo, a natureza. 
Seja de uma forma ruim com a alergia que ataca sempre que o tempo muda, ou seja de forma boa, quando o contato com a natureza trás aquela paz e aquele bem estar tão desejados de volta. 

Mas quando o assunto é o céu a relação se transforma, varia, é uma eterna metamorfose que vai acontecendo com o mover das nuvens.  Talvez seja por isso que eu prefira o meu amado verão. Quando o inverno chega o céu fica cinzento e com ele meu estado de espírito. Acho incrível o poder que isso tem sobre mim. O inverno chegou no Rio e foram dias e dias de nuvens carregadas entre o chão e o céu vividos de forma retraída sem muitas palavras, riso, paciência ou humor. Até que as nuvens se foram, seguiram seu caminho dando espaço para o meu azul querido em cima de mim, quando fui para a rua e o vi me senti mais leve, deixei sair um riso alegre e segui o dia ouvindo Mumford and Sons ao invés do Bon Iver dos dias anteriores. Tudo foi melhor porque eu estava melhor. Quando soltei o meu riso ao olhar para o céu foi que eu tive a certeza dessa influência escancarada que este tem sobre mim. 

Uma coisa é fazer o caminho de sempre com o banhar do sol no corpo acompanhado de um azul maravilhoso e outra coisa é fazer com um cinza tristonho.
Mesmo que esse banhar aconteça só na volta para casa, como hoje, meu espírito já agradece, se modifica e tudo termina bem.

É só um encontro no final de semana.

quinta-feira, agosto 08, 2013
Uma amiga veio me contar que tinha um encontro na sexta... Com um cara gato.

Sou do grupo de meninas que não liga para beleza, e junto comigo minha amiga do encontro na sexta e mais outra e mais outra e mais a maioria das minhas amigas, acho que nós atraímos umas as outras, indo mais fundo, acho que nossas mentes que pensam igual e se atraem. 
Muito mais do que beleza a primeira pergunta que a gente faz é "E o papo?" se ele sabe conversar, é isso que importa.

Quando minha amiga veio me contar do carinha bonito fui stalkear o perfil do cara, e ele é mesmo o tipo gato, me senti mal, ferida, traída pelos caras estranhos que tem um papo bom, como assim ela se vendendo para a beleza? O cara gosta de axé e curte domingão do faustão foi o que ela disse rindo enquanto outra amiga nossa ficava chocada com o fato dele gostar de axé, afinal a gente (as três amigas da conversa) costumamos ser atraídas por características como 'gosto musical'. Mas dessa vez ficou um grande "Who cares?" no ar, afinal o cara é gato!
O cara é gato! E isso é uma grande novidade. Nenhuma de nós três nunca havíamos dado corda para um cara antes pelo simples fato dele ser gato, isso não é fator importante. Mas dessa vez estava sendo, e sabe de uma coisa? Eu dei aval e tirei meu julgamento do ar.

Enquanto discutíamos sobre o tal carinha nos tocamos que ela estava fazendo exatamente como os homens fazem, a primeiríssima coisa que eles fazem é olhar beleza, em segundo lugar (e aqui eu estou sendo legal com eles) se ela tem um papo bom, e se não tiver "Who cares?" ela é gata! Se ela tiver um gosto musical bom, curtir os mesmos programas, for boa para conversar nossa quanto bônus! Bônus esse que só será descoberto aos poucos durante a relação. A gente riu pensando nisso, a gente riu muito, afinal você já viu algum homem falando "Nossa, ela é muito inteligente, uma cabeça fantástica eu preciso ficar com essa menina!" ? A gente nunca viu e nem conseguia imaginar um assim. 
Um colega nosso que estava próximo ouvindo a conversa em silêncio, resolveu se pronunciar, tudo bem, ele não era um desses, mas conhecia uns que eram, toda regra tem sua exceção a gente sabe, e ele conhecia uma e outra exceção, então perguntamos se esse tais amigos dele que eram exceção a regra eram bonitos... ele nem respondeu, a cara que ele fez entregou a resposta. A cara dele e as ruas, porque mulher bonita com homem considerado feio a gente vê aos montes, agora o inverso...

Minha amiga está solteira tem um tempo e o tal carinha do encontro de sexta é legal, ela só ia sair com ele, tendo consciência que não iria para frente, e ela nem tem essa intenção, porque no fundo ela sabe que ele não faz o perfil que ela gosta, era só um encontro para alguém que estava precisando um pouco disso.
Dei meu aval e ri da situação agora sem dor pelos carinhas estranhos que tem um papo bom, eles não estavam sendo traídos, não estavam perdendo para os caras gatos, ela só vai dar um pulinho do outro lado e vai voltar para o lado de cá, o de vocês, porque você sabem né, esse jeito estranho é que é bonito mesmo para a gente.




Simplicidade (Imperfeita)

quarta-feira, agosto 07, 2013
Uma coisa que eu já abri mão tem tempo é fazer a unha do pé, mais que necessitar de tempo para fazer parei porque para mim é uma das coisas que acho meio sem motivo, é muito mais simples cortar que pintar.
Eu lembro que no ensino médio minhas unhas das mãos estavam sempre pintadas. Grandes, lixadas e pintadas. E isso ficou no ensino médio.
Parei de fazer a unha do pé deve ter uns 3 anos. Agora meio que parei de fazer as das mãos mas por motivos diferentes mesmo.
Escolho entre dormir mais ou fazer a unha. Finalizar aquele trabalho ou fazer a unha. Assistir a mais um episódio daquela série ou fazer a unha. Ver o filme que quis ver durante a semana toda ou fazer a unha. As vezes simplesmente descansar, relaxar, ter um tempo livre pra nadicar ou fazer a unha.
Com o tempo a gente se acostuma. Hoje em dia até prefiro só cortar e tê-las assim em tom natural do que pintá-las.
Também decidi dormir mais um pouco e sair com a cara amassada do sono que estou sentindo do que acordar 20 minutos antes e gastá-los me maquiando.
A melhor parte é que não me sinto mal por isso, por ter unhas e rosto naturais, sem qualquer química ou tinta que os façam ficar mais bonitos.

Homem tem a sorte de viver em uma sociedade que não o cobra passar rímel para destacar os olhos, corretivo para fingir que dormiu bem, base para tampar imperfeições do rosto ou blush para parecer bem e saudável durante todo o tempo. O máximo que precisam fazer é a barba, então não custa mesmo nada cortar as unhas, já que também é só isso que cobram que façam com ela. Mas quando o assunto é barba nós mulheres preferíamos até quando elas não são feitas, e quanto a unha melhor imperfeita que unha de homem bem feita.

A coisa melhora para eles quando falamos de roupa, o que pedimos dos homens é apenas o básico, porque aqui no Brasil o básico pra homem é o suficiente, se for um pouco mais estiloso e se preocupar com a roupa tem aquela história boba de suspeita. E posso falar a verdade? Homem estiloso é bom, mas homem estiloso com estilo básico é melhor ainda.

Acabou que eu, mesmo sendo mulher, vale destacar, que estou ficando básica. Como conto com um número de peças chaves no armário, coloco uma roupa básica e abuso de peças chaves, porque acordar cedo e pensar em qual roupa combina com qual que combina com o clima que combina com as atividades do dia já cansa e gasta muito tempo só de pensar. Tiro profeito da minha área onde as pessoas não dão tanta importância para roupa e em fim de período, que é onde me localizo, abuso de roupa simples e confortável.

Nessa sociedade machista tudo é mais simplificado para os homens, até esses detalhes. Vai mulher tentar ser simples. Não fazer unha, não se maquiar, usar roupa simples ...

Mas podem deixar que quando esse período acabar volto a me enquadrar nas regras de vocês!






Textos

O prazer da cólica

domingo, junho 30, 2013
A semana do dia 20 finalmente chegara, há dias olhando no calendário do celular com aquele quadradinho roxo marcado no dia 20 que significa um alerta, um alerta de alegria para anunciar: Ah, a semana do dia 20 chegara.

O estresse da faculdade, a correria do dia-a-dia, o curso sábado de manhã, as contas para pagar, muito  problema, muita dor de cabeça, todos nós passamos por isso, mas nós mulheres temos um alívio em meio a esse caos durante duas semanas do mês.

Ansiamos pela TPM. Ela por si só é sinônimo de alegria, mas essa alegria parece duplicar só por sentirmos que a TPM finalmente se faz presente. É quando finalmente o estresse vai embora e uma onda de alegria e felicidade nos enche. Não importa o chefe mal humorado dando ordens sem parar, não importam os inúmeros textos da faculdade para serem lidos, não importa a falta de tempo no relacionamento, não importa a conta quase ficando no vermelho, nada nos faz perder a cabeça, nada é mais forte que os hormônios amigos e maravilhosos da TPM.

E finalmente entramos na tal semana vermelha sendo alertadas que estamos entrando nela sempre fielmente pela tão querida cólica. Ah a cólica, é a nossa alegria e triunfante vantagem por sermos mulheres, por carregarmos dois 'x' e nenhum 'y'. Não tem como explicar, e eu sei que vocês homens lêem por todo lado pra tentarem entender isso, se corroendo de inveja de nós por dentro.
Eu resumo para vocês:  é puro prazer.

Essa coisinha na nossa barriga, a gente se a agarra a ela, e não quer que ela vá nunca, e quando sentimos que está indo já começamos a ficar tristes. Mas nada gera esse pequeno prazer, suave e melancólico no ponto certo dentro de nós, não se compara a nenhum outro, sendo totalmente único e especial.

Ah  semana do dia 20 pena que tu vais assim tão rápido, e demoras tanto para chegar. 
És a alegria de cada um dos 12 meses do ano. Como nós mulheres te amamos, te queremos, e temos repulso só de pensar na menopausa. Tudo bem que toda essa onda de prazer e alegria se multiplica, mas você não foi feita para ser multiplicada muito menos ter um fim. Me diga, como viverei sem você nas minhas crises de meia idade?




Fiz esse post deitada no sofá enquanto tentava amenizar minha cólica e tentava pensar em um mundo mais justo. Ah doce ilusão!
Citações

A verdade e sua metáfora

sábado, junho 22, 2013
Em certo país dava-se o nome de metáfora a qualquer recipiente próprio para conter algum líquido. Havia nesse país uma fonte de água cristalina, porém tão amarga que se dizia bastar um único gole para matar de desgosto um homem adulto; cria-se no entanto que diluída ou em pequenas doses essa água tinha propriedades mágicas ou medicinais, e deu-se a ela o nome de verdade.

Levas de peregrinos acorriam incessantemente à fonte, e partiam para seus lugares de origem levando a verdade em seus vasos metafóricos.

Porém uma rigorosa seita, que cria que a verdade deve ser experimentada sem auxílio de metáforas, atacava as caravanas de peregrinos. Querendo ensiná-los a obter a verdade em estado puro, os sectários destruíam a pauladas as metáforas que a continham. Quebrados os recipientes, a verdade se derramava e desaparecia no solo, ficando sem ela peregrinos e sectários. 

Certa vez um rapaz voltava da fonte levando a verdade em sua metáfora quando viu de longe a aproximação dos sectários. Não querendo ver derramada a verdade que trazia consigo, o rapaz não hesitou e bebeu em goles resolutos toda a água da vasilha.

- Onde está a verdade que você trazia nessa metáfora? - perguntaram os perseguidores.
- Eu bebi - desafiou o rapaz. - Agora a verdade está dentro de mim.

E os sectários mataram-no a pauladas.

Em compensação, começou a correr a notícia de que a verdade, embora amarga, não era mortal, e que o recipiente próprio para conter a verdade era um ser humano. Com o passar do tempo os próprios homens passaram a ser chamados de metáforas, e conta-se que nunca estiveram mais perto da verdade.

Paulo Brabo.

Vocês imaginavam que teriam filhas como nós?

domingo, junho 16, 2013
Sempre fomos assim.

Com frequência pergunto aos meus pais se eu me pareço de alguma forma com os filhos que eles imaginavam que teriam, quem sabe antes mesmo de se casarem e decidirem terem filhos... Se esse filho idealizado na juventude está em mim e em minhas irmãs de alguma forma.

Acredito que em parte acertarem quando olho pra relação que eles conseguiram estabelecer comigo e minhas irmãs. Uma relação de respeito e confiança pura. Não mentimos e nem conseguimos mentir pra eles, fazemos de tudo para não magoa-los nem agir de forma desrespeitosa. Compartilhamos nossos segredos e somos os 5 totalmente transparentes uns com os outros. 

Mas nunca pensei que talvez eles tenham chegado até ai exatamente por entenderem nosso jeito, digo nosso, como se fossêmos uma pessoa, quando na verdade somos três, porque somos quase uma só pessoa mesmo rs.

E tadinhos!

Quando imaginavam os filhos deles duvido que imaginavam com as características de humor e personalidade que temos.
Acho que graça a essa relação que eles estabeleceram conosco podemos ser to-tal-men-te nós mesmas com eles (ou por sermos totalmente nós mesmas com eles, eles conseguiram estabelecer essa relação com a gente?).

Está para nascer pais que aturem mais ironias diariamente (em dose tripla!) do que os nossos. Para aturarem mais repostas toscas, sem sentindo e irritantes (alô Ester!). Para aturarem mais "não". Para aturarem mais sinceridade.
Fazer o que? Faz parte. A gente (as trigêmeas do lado de cá) diz que ama assim mesmo.
Nossas amigas mais íntimas, que já nos conhecem bem, já passaram algumas horas dentro dessa casa, já falam que essa imagem de irmãs super unidas e sem brigas cai por terra. Não que não sejamos unidas, mas a gente fala um "Vai se ferrar" de vez em quando ~sempre~, a gente fala um "Você está horrível com essa roupa", a gente fala "Fiz só pra mim e se você quiser que você vá fazer o seu".

Toda família tem disso também né? Mas pelo o que eu percebi na nossa casa isso parece ser mais acentuado, essa sinceridade seca na ponta da língua, e a gente aprendeu a conviver assim, sem sentir dores com isso ou como se isso fosse um fora, é apenas a verdade sendo dita, em um tom normal. Nós três já somos assim, faz parte, e felizmente podemos ser de forma livre umas com as outras, meus pais, lindinhos, são mais dóceis, acho que tiveram que se adaptar mesmo. 

Hoje a família é regida por essa atmosfera e é muitíssimo engraçado ver meus pais dando respostas irônicas para a gente ou falando uma verdade inesperada. Fica tudo tão mais gostoso.

Não é por sermos sinceros, verdadeiros e irônicos que não nos respeitamos, muitíssimo pelo contrário. Acho que não tem intimidade, amor e respeito maior do que ser totalmente você mesmo e poder falar o que pensa.

Não sei se temos lá as características que vocês idealizavam nos seus filhos, para falar a verdade, acho que não. Mas do fundo do meu coração obrigada por se adaptarem a esse nosso jeitinho irônico de ser e terem paciência com a gente, não sei se outros pais teriam hoho.

Débs desde nova mostrando como ela diz um "eu teu amo", sua fofa!

Banda

Chico me desculpe, mas ando com preguiça do seu nome.

quinta-feira, junho 13, 2013


Todos nós temos características e gostos, prazer em ver um gênero de filme que nem de longe você sente com outro gênero, eu por exemplo, me deixo envolver, me entrego, amo e sinto um drama, e todo esse prazer nem se compara com o que sinto quando assisto um filme de ação, coisa que raramente acontece, fazer o que, é gosto.

Todos nós temos gostos, cada um com o seu, mas muitos em comum, acaba que a gente consegue fazer nossas marcações de acordo com nossos gostos, seja na música, no cinema, no teatro, na arte em geral, e querendo ou não isso diz muito sobre nós, muito mesmo e indo mais longe isso pode te dar algum status, e a preguiça já começa aqui.

Quando a pessoa diz que gosta dos filmes do Tarantino, você já olha de outra forma, já pensa que a pessoa tem um bom gosto. 
Acontece que as pessoas começam a pegar artistas, diretores, músicos que tem nome e são considerados de "bom gosto" pra poder pagar de alguma coisa. Pagar de pessoa que tem bom gosto, e consequentemente se sente superior ou melhor que o outro.

Se eu falar que gosto de um cantor de rap eu passo menos desse bom gosto que uma pessoa que diz que gosta de Chico Buarque, e essas pessoas que gostam de Chico Buarque, elas estufam o peito e abrem a boca com orgulho para dizerem isso. Enquanto eu que curto um cantor de rap (beijos no seu lindo coração Criolo!) não faço nem questão de falar isso porque o primeiro comentário que ouço é "Não gosto de rap". (Mas continuo falando do mesmo jeito!)

Se eu viro e digo que não curto uma pintura do Leonardo Da Vinci (porque sinceramente não curto, não mexe comigo, não me comove porém não gostar não é reconhecer o talento do cara, porque o cara foi fantástico) mas que curto um grafite, eu ganho menos respeito e credibilidade que alguém que está na mesma conversa e diz que o ama.

Eu estou cansada daquele mesmo perfil de pessoas que amam o Chico Buarque, aos fins de semana só vão em exposição e vão ver aquele filme independente que lançou na semana passada, e não dão espaço ao novo ou se julgam melhores por isso.

Chico Buarque você é fantástico e não tenho nada contra você. Exposições vocês alegram meus fins de semana (e das minhas irmãs). Filmes independentes, minha alma ama vocês. Meu post não é contra nada disso (pelo contrário eu curto os três citados acima) é contra você se sentir superior por isso, nem curtir tanto mas fazer ou gostar para depois pagar de algo falando sobre o assunto e mais ainda, meu post é contra isso ser o limite.

Contra isso ser o limite digo especificamente sobre o mundo das artes e mais ainda sobre música.

Quando eu falo que curto um cara que não tem muito nome e 30 anos de carreira essas pessoas que pagam de cult (porque essas especificamente pagam, as que são de verdade não teriam essa reação) já me olham torto, não colocam credibilidade. Se eu dizer que estava ouvindo Switchfoot (e os caras são fantásticos) o efeito não será o mesmo se eu dizer que estava ouvindo Nirvana (e o cara nem conhece direito nenhum dos dois, mas po, Nirvana é Nirvana). Se eu dizer que estava ouvindo Cícero o efeito vai ser diferente do se eu tivesse dito que estava ouvindo Elis Regina.

Essas pessoas não conhecem Switchfoot e e não conhecem Cícero. Porque elas não dão espaço para o novo. A maioria acha que música boa é só música da década de 80 e 90 e os anos dois mil não produziu nada de bom. Aff. Os caras podem não ter imenso nome nesse meio (porque em muitos lugares os caras têm), mas eles têm qualidade, têm letras boas.

Não dar espaço para o novo é idiotice tremenda, deixar o círculo se fechar não é ser sábio. Prefiro ouvir do mpb ao rap passando pelo jazz e pelo rock independente dos anos de carreira que os músicos ou as bandas tenham, do que ficar sempre no mesmo. O que seríamos de nós se as coisas não se renovassem não se reinventassem?

Sinto uma revolta dentro de mim quando falo de um cantor novo super bom que conheci e ninguém conhece, porque estão sempre ali, na mesmice e mais do que isso se sentindo fantásticos por isso. Sinto o mesmo quando a pessoa faz desdém e não da credibilidade porque não conhece aquele nome.

Vamos para de vestir essa mesma capa, que você pensa que é diferente e melhor por vesti-la, quando na verdade existem milhares de pessoas vestindo a mesma capa e se sentindo os melhores também. 

A diversidade é espetacular. 

MPB não é melhor que Samba, como Rock não é melhor que Jazz e Rap não é melhor que Folk e por ai vai.

Eu amo mesmo são aquelas pessoas que leem sobre tudo, escutam de tudo, assistem a tudo, conversam sobre tudo e sabem um pouco de tudo, porque não tem esses limites, essas barreiras, não se limitam a nada e estão sempre prontas ao novo, ao fantástico e prazeroso que o novo pode ser e é.

Eu poderia aqui começar a falar de artes plásticas, mas isso renderia um belo de um post, que um dia vai aparecer por aqui, porque como esse post estava explodindo dentro de mim o de artes plásticas também está.


Estágio

Freedom, where are you?

quarta-feira, maio 29, 2013
Quem está acostumado a ter um blog sabe o quanto é ruim ficar dias sem uma postagem nova, como é ruim ficar dias sem ir lá digitar umas palavras e apertar o "Publicar".

Quando isso acontece vem aquela vontade súbita de escrever, e você precisa escrever, mas nem sempre vem a inspiração... Sobre o que escrever. Pensei em algumas coisas, especialmente quando mudei o layout, coloquei esse verde paint como falou minha irmã, mas tudo bem que eu curti, curti mesmo, quando enjoar eu mudo. Queria falar dessa mudança "radical" de tons sóbrios para esse verde alegre. Queria falar sobre as músicas da atualidade. Queria falar do show que fui no fim de semana. Queria falar de muita coisa, mas não tinha a vontade de escrever, e escrever post sem prazer não tem sentindo, não tem lógica.

Hoje entrei em guerra comigo mesma as 4 horas da manhã decidindo se iria ou não para a aula. Amanhã é feriado e graças a Deus sexta enforca, dois dias livre (ou quase isso), mas seriam dois dias acordando mais tarde que o normal, sem peso nas costas e sem chegar em casa de noite, o que está ótimo decidi que meu feriado iria começar hoje e acordei as 9h da manhã, e nossa! Pois é pra quem acorda entre 4 e 6 horas da manhã todo dia, acordar as 9h é como acordar depois do meio-dia.

Mas já na parte da amanhã comecei a trocar sms com amigas e conversar com irmãs sobre como seria minha quinta, amanhã, que é o feriado. Então começou todo o processo que me fez ter aquela vontade de querer vir aqui escrever e apertar o botão "Publicar".

Eu só tenho 19 anos e não sou casada, nem tenho filhos, nem faço meu mestrado, nem tenho uma casa para arrumar, e estou com problemas de horário. Então repito o que eu disse no twitter, como eu admiro nós mulheres, porque ser mulher não é coisa fácil, na verdade ser gente adulta hoje em dia que vivemos na era da rapidez não é fácil. Fiquei admirada com minha professora que é professora mais mil coisas, é esposa, tem filho pequeno e ainda tem tempo para ver série, sério, te admiro!

Voltando ao grande dilema que começou tudo... Não começou bem agora, já tem um tempo... Começou quando eu comecei a perder umas exposições que gostaria de ver.
Entra uma exposição nova em um Museu ou em um Centro Cultural e eu me interesso de verdade, eu começo a caçar horário livre pra ir, até que eu comecei a não encontrar, e as exposições que são temporárias começaram a sair e eu ficando sem ver. Isso começou a me frustrar.

Eu e minhas irmãs queremos ver duas exposições, as 3 não tem tempo livre, encontrar um horário que as 3 possam ir é difícil, só estamos adiando. Decidimos que amanhã no feriado seria uma boa, ao mesmo tempo que eu tenho uma amiga que também tem um horário horrível e está com saudades de mim e estamos tentando nos ver a quase um mês, amanhã seria uma boa para ela me ver. Começou o dilema.

Tentei organizar para conseguir fazer os dois amanhã, mas graças ao horário da minha amiga não vai dar. Tive uma pequena discussão com minha irmã, que reclamou que só enrolo ela e nunca vai ver exposição alguma e que estava enrolando-a mais uma vez.

Céus, ter horário apertado é horrível. Eu amo todas as coisas que faço e que ocupam meu horário, não conseguiria e não quero abrir mão de nada, não estou aqui reclamando do cansaço que sinto ou do quão chato isso é. O que me incomoda é a pressão que isso me causa, no sentindo que me sinto realmente apertada de uma forma realmente incomoda. Qual o espaço livre que tenho para viver?
Não quero entrar num texto filosófico aqui, mas sou obrigada a fazer um pouco disto.

Hoje no momento que decidi que faltaria a aula, acordaria mais tarde (9h da manhã!) me senti livre no sentindo que durante todo o dia não teria nenhum compromisso em que sou obrigada a comparecer e isso é maravilhoso. Mas claro tenho várias pequenas coisas para fazer, que me sufocam porque são coisas importantes e durante a semana não tenho horário para resolver e no final de semana nada abre para que tais coisas possam ser resolvidas.

Mas ainda assim não tenho nenhum grande compromisso, que pra eu ganhar algo seja dinheiro ou nota no final do semestre, eu precise ir. Isso é um alívio. Eu só queria mais dias assim.
Não quero ociosidade nata. Não quero somente acordar tarde e passar o resto do dia vendo série, só quero pode escolher como viver aquele dia, se eu acordei tarde e passei o resto do dia vendo série ficaria feliz porque eu escolhi fazer isso. Queria ter tempo livre para poder assistir um filme em paz sem culpa porque vou dormir mais tarde e vou render menos no outro dia, para poder ler meu livro em paz sem me sentir mal porque eu poderia estar lendo os textos da faculdade. Queria tempo livre para finalmente ir ver minhas exposições sem contar quantas horas vou perder indo e vou gastar lá vendo porque antes e depois já tenho compromisso e só tenho 3 horas contadas para fazer tudo.

Como eu disse eu só tenho 19 anos e não sou nenhuma adulta cheia de peso e responsabilidade, não se você me comparar com a maioria dos adultos pelo mundo, então fazer esse post e reclamar disso tudo pode parecer um tanto quanto desnecessário, egoísta, infantil, mimado, ou qualquer coisa que você achar melhor. Não quero reclamar aqui que sofro e fazer um post melodramático, ou um protesto ou seiláoque.
Só queria nesse espaço que se chama Freedom falar para mim mesma que é exatamente isso que estou precisando, como terei não sei e se terei duvido muito, e repito, olha que só tenho 19 anos.
Diversão

"A vida é a arte do encontro"

quarta-feira, maio 08, 2013

Tem gente que passa pela nossa vida como pinceladas. Mas realmente pincelam, daquela forma doce e marcante, que fica.

Toda essa poesia para introduzir um post sobre o João Pedro ou só João ou então Pedrinho,que me arrancou outro sorriso no ônibus e resolvi que ele merecia um post por aqui.

O João é um menino meio louco que fez a aula de Antropologia com a minha turma, que era dada pelo professor mais louco que já me deu aula na vida, amava.
Enfim, João é moreno, alto, bonito e sensual, cabelo baixinho, barbudin e com uns olhos castanhos incrivelmente belos! Daqueles que sorriem sozinhos. Do estilo uso havaianas mesmo na chuva. Ele sentava lá atras, na dele e todo intervalo ao invés de ir tomar um café batia papo com o professor, toda semana era um livro novo nas mãos deles.

O João tinha cara de ser legal, e um dia comprovei isso.
Fiquei na sala com a Darley durante o intervalo e ele que nesse dia não foi trocar ideia com o professor se sentou perto da gente, de alguma forma começamos os 3 a trocar palavras que se transformaram em uma conversa. Nunca o tinha visto pelos corredores porque ele era/é de outro campus, o de Botafogo e de outro curso, Ciência Contábeis.

No meio da conversa resolvemos descer pra tirar xerox do texto pra próxima aula. Pegamos os 3 o elevador e fomos parar no subsolo. Tiramos nossa xerox num maior papo bom e voltamos para o elevador.
E ai começa a pincelada do João na minha vida, se não fosse por isso que virá talvez nunca mais fosse me lembrar dele, vai saber.

Apertamos o botão e esperamos o elevador, que já tinha passado pelo térreo pra ir para o subsolo, onde estávamos e acabava chegando cheio para nós que eramos 3.
De forma que a gente via as portas se fecharem e o elevador subir já apertando o botão na esperança dele vir vazio na próxima vez.

Mas mal dava tempo do elevador sair do subsolo, o botão já estava apertado. Sendo assim, ele subia e já descia. Na segunda vez que o elevador desceu as pessoas lá de dentro não gostaram nadinha e uma moça gritou "Não faça mais isso! Ele vai descer de novo! Parem de apertar esse botão!"

Aquela velha história né, quando você fala "não" a gente entende "sim", de forma que quando a porta se fechou naturalmente nós 3 nos entreolhamos com aquele mesmo sorrisinho. E ficamos nessa. Como ninguém fez nada João deixou o sorriso por fim se ampliar no rosto e disse "Vocês não vão fazer nada???" já apertando novamente o botão como se aquilo fosse a coisa mais óbvia pra se fazer naquele momento, sendo a prova maior o fato de ter passado pela cabeça dos 3 em uníssono.

A gente começou a rir por algo tao bobo como isso, é.
A Darley saiu correndo pelo corredor ao lado do elevador e eu a segui com medo daquela voz feia que veio lá de dentro na outra vez que gritou "Não façam isso!".
Até que o elevador desceu e a gente só ouvia gritos estéricos lá de dentro.
O João ria, mas ria, mas ria, a ponto de moreno ficar incrivelmente vermelho, como uma criança. E é exatamente essa a memória mais clara que tenho, que sempre me da vontade de rir quando lembro e consegue arrancar um riso torto meu mesmo em um engarrafamento na Av. Brasil.
Riso tão bom e contagiante foi o dele que só fez eu e Darley rimos mais ainda, rimos muito. Barriga doía.  Riamos como três crianças no ensino fundamental por algo tão tosco.

Mas que até hoje me rende um momento tão gostoso.

Depois disso ainda troquei umas idéias com o João, mas depois que a disciplina acabou só esbarrei com ele uma vez pelos corredores a uns dois períodos atrás, que ele tava perdido lá no CCH, no andar da Museologia. Depois nunca mais. Mas também, nem é preciso. Fez ou outra ele esbarra nos meus pensamentos e pra mim já tá bom, porque ele sempre consegue arrancar um riso.


Família

Lentos Passos

segunda-feira, maio 06, 2013
A idade está chegando para mamãe. Minha infeliz mania de andar rápido, cortando, me arriscando no meio fio e com pressa, veio de mamãe. Ô mulher para não saber andar devagar. Quando criança fui obrigada a aprender a acelerar o passo, e ele continua acelerado até hoje. Percebi que isso não é uma coisa muito boa e estou me educando a desacelerar esses meus pés. Mamãe parece está no mesmo caminhos mas por motivos diferentes, parece que a idade está chegando para ela. Ainda vai fazer 50 anos, está nova, tem muita coisa pela frente, mas o corpo já dá sinais que é meio século e não só 20 anos.
Aqueles passos rápidos estão ficando para trás, e eu que tenho que puxar as mãos de mamãe e falar "Moça, o que há contigo? Vamos, vamos!" (Culpa sua que me ensinou a andar rápido assim!)
Quando é subida então! Nossa, me sinto quase que parando quando acompanho os passos dela. Daqui a pouco, ela vai começar a dar aquelas pausas no meio do morro, ou de qualquer subida que seja, para dar uma respirada mais longa e então voltar a caminhada.
Quando chegamos no nosso local de destino ela sempre solta um "Uffa". Tá cansando né dona Maria?

Talvez o corpo depois de longos 50 anos tenha finalmente aprendido que a pressa não é tão importante assim e esteja dando um descanso pra esse corpo que já correu tanto.
Crises

A waltz for a night

domingo, maio 05, 2013
As lágrimas não conseguem se conter.




Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain

It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know

I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all

I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before

One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody

I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow, in other arms
My heart will stay yours until I die

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand
Estágio

19 anos não é fácil não, ainda mais quando você é um ano adiantada.

terça-feira, abril 30, 2013
Cheguei em casa avisando ao meu pai que finalmente tinha feito a transferência do valor que havia pego emprestado com ele (porque ainda não tenho coragem o suficiente para utilizar a função "saque" do caixa eletrônico) para a conta dele. Ele concentrando no notebook em seus estudos se limitou a sorrir e dizer um "Ok".
Mais tarde, quando minha irmã chegou do estágio, a gente conversava sobre dinheiro, transferência, e afins no meio da nossa sala de estar que estava toda ocupada por essa família aqui de 5 integrantes. Meu pai novamente concentrado no notebook em seus estudos lançou outro sorrisinho mas dessa vez acompanhado de um "Sabia que eu fico muito feliz em ouvir minhas filhas falarem sobre essas coisas? Ver que vocês estão crescendo... Me deixa feliz."

Ok pai eu compreendo sua felicidade. Ver que suas filhas estão bem encaminhadas, todas no ensino superior, cursando os cursos escolhidos por amor, estudando por vontade própria e com gosto, começando a ganhar o próprio dinheiro, realmente deve te dar muita felicidade. Ok, eu também fico feliz, mas minha felicidade fica com um pé atrás.

Querendo ou não, sou obrigada a cair naquele velho clichê, do crescer e ganhar responsabilidade. Imaginava que estar na faculdade e começar a ganhar seu próprio dinheiro fosse ser uma coisa realmente muito boa, só não imaginava que o trabalho extra que vinha junto fosse assim tão grande.

Toda a papelada, a burocracia, o corre-corre, o se vira, as datas, os números, os horários, a responsabilidade, e aquele dever de fazer tudo muito bem feito.

Não me leve a mal, é claro que eu eu ainda continuo amando o meu curso, apesar de a cada dia alguma coisa aparecer, algo novo que ainda não sabia, e me deixar ainda mais louca com ele. É muito bom ganhar dinheiro, mas com o bom vem também as complicações.
Sempre invejei aquelas pessoas que conseguem fazer tudo de uma vez só, e cada vez mais estou me sentindo mais próxima delas. Tenho medo de mim daqui a 10 anos.

De bônus meu pai está amando essa imagem de "Minha filha está crescendo" e está tacando responsabilidade nos meus ombros já cheios de tensão muscular graças a faculdade. Tenha dó pai!

Crescer é complicado, cada vez fica mais um pouquinho, cada vez aparece um novo documento, um novo valor a ser pago, uma nova data.
Me conforta saber que ao menos nessa vida de adulto, ainda tenho o colo do meu pai (que me deu a palavra dele que o teria mesmo com 50 anos na cara e 5 trabalhos ao mesmo tempo), o Xarope toda noite, e minha família comigo sempre, o que torna tudo menos dificultoso, mais simples.
Amizade

Composição do violino.

quarta-feira, abril 24, 2013
Há momentos insustentáveis no mundo concreto, talvez no mundo concreto tais momentos nunca tenham de fato acontecido. Há momentos que só acontecem dentro da leveza do ser, ser que dá a vida para a existência de tais momentos.

Esses momentos por si só são vida, a sua existência é a razão da vida, que começa com outro ser. São seres ligados por uma composição também insustentável nesse mundo visível. Composição que gera vida, que gera momentos.

Talvez um ser nunca venha a saber da composição que começou na vida de outro ser, mas o outro consegue sustentar toda a composição por ela própria, ela própria se gera e se gera e se gera.

A composição se modifica, é um ato contínuo. Através dela vem as ações quase inexprimíveis, ações fortes demais, tão fortes que quase não conseguem existir, quase insustentáveis nesse mundo concreto, mas que ocorrem sejam por uns segundos ou por algumas horas. Um lábio contraído. Uma lágrima inevitável. Um olhar fixado. Um sorriso ganho.

Resultado da composição que um ser em algum dia, algum momento, algum instante ou período começou no outro, e que trará eternas modificações. O enxergar a vida. O enxergar o humano. O enxergar a si mesmo. A existência e suas sensações ganham novas caras.

É uma releitura, uma redescoberta, um reassistir que se perde no tempo, que reacontece a cada novo ano.

É uma eterna gratidão do poder que uma vida pode ter na outra, mesmo sem essas vidas nunca poderem de fato enxergar isso, suas consequências, o resultado de sua vivência, por acontecer dentro da leveza do ser e ser insustentável no mundo concreto, é algo que não se limita ao enxergar com luzes, mas ao enxergar que aprendemos com um petit.

Me enganei ao dizer uma vez que o violino parou de tocar, reli, redescobri, reassistir, reaconteceu, mas sempre, sempre ao seu modo peculiar.
Diversão

Último dia das férias...

terça-feira, abril 23, 2013

Nada melhor que terminar as férias relaxando, no meio do verde, com boa música, bom livro e gente que exala alegria ao meu redor. Escolhi terminar as minhas assim ao invés de ficar em casa assistindo filme e série como fiz minhas férias inteiras. Foi a melhor escolha, descansei muito, me diverti, estou sem tensão muscular, prontinha para voltar ao stress da faculdade rs.

Mamãe sorrindo enquanto bate um papo com as amigas.

Os senhores do jogo.

Muito tempo que não jogava dominó.

Ainda assim consegui ganhar umas partidas dos senhores do jogo rs.
Amo sentar na mesa do meu pai com os amigos dele, são todos muito engraçados! Um deles levou alguns jogos e eu joguei umas partidas de dominó, nossa quanto tempo que não jogava!
Depois rolou um churrasquinho delícia.

Fumaça do Churrasquinho.
Depois do almoço resolvi procurar um banco e ir aproveitar a solidão com uma boa música e um bom livro. A Garota Americana é um livro que já citei pelos meus posts inúmeras vezes, e que eu amo. Talvez o motivo desse amor eu nunca tenha explicado. Meus pais liam para mim quando era criança, e eu vivia na biblioteca do meu colégio catando livro pra ler um atrás do outro, mas tudo livro pequenino, rápido, simples. A Garota Americana foi o livro que não me fez entrar no meio literário mas sim mergulhar, lá nos meus 11/12 anos. Foi o primeiro livro que pude dizer "É meu livro preferido" que me apaixonei. Desde então não abro mão, mesmo tendo uma história tão simples, é um livro que tem uma ligação emocional mesmo comigo e já está velhinho velhinho mas quase todas as férias eu tiro um tempo pra ler. Já li sei lá quantas vezes esse miúdo.







Até que o sono falou mais alto, e embalada pelas canções do celular dormi ali mesmo no banquinho, só me dei conta claro que isso tinha acontecido, quando apareceu mamãe me acordando, ai vi "putz, dormi aqui!", o que é coisa normal de acontecer comigo, to ali de repente to ali é dormindo.


E infelizmente esse vício de internet que a gente não consegue abandonar, também estava lá comigo...
 

Quero mais dias como esse! Não quero ter que voltar a ficar horas no ônibus, ter que arrumar bolsa, pensar em roupa para o próximo dia.. Não quero ter que acordar 5hrs da matina amanhã!

Ps.: Tô levando a sério essa tal coisa de post com foto. E está sendo delícia tirar foto com a digital e editar as belezuras.


Banda

De um extremo ao outro com The Black Keys

domingo, março 31, 2013
Meus amigos mais chegados sabe que eu sou a chata quando o assunto é filme e livro também. Se você quer comentar sobre, sinta-se a vontade para fazê-lo quando estiver longe de mim, ou deixe eu me afastar para então comentar, quando o filme em questão ainda não foi assistido por mim, ou no caso de livro, lido por mim.


Por mais inimaginável que seja para os outros, é a melhor forma pra mim de ver/ler algo: não sabendo nada sobre. Não gosto de ir no "Adoro Cinema" pra saber a sinopse do filme nem nada, nada, nada sobre. Eu me mato lendo sobre o filme e conhecendo mais, só depois que vi o filme. Por quê? Porque simplesmente uma palavra a mais pode estragar/tirar toda a emoção. Uma vez uma amiga fez um comentário bobo sobre um livro que estava lendo (O Amor nos Tempos do Cólera) e já foi o suficiente para eu descobrir o final do livro. Eu não sabendo nada sobre o filme, apenas o título e o gênero (que é a única coisa que realmente curto saber, o gênero) faz com que eu não criei expectativas em cima do filme nem faça apostas a cerca do enredo e muito menos do final, o filme apenas vem e me surpreende, igualmente o livro, e fala sério tem coisa melhor?

Mas como então eu escolho os filmes que verei? Com palpites alheios, título e gênero. Se você me indica um filme, eu já tenho uma noção do seu gosto acerca de filme e daí já sei mais ou menos o que esperar do indicado. Palpites alheios na internet. Um simples comentário vindo de uma pessoa como "Ahhh, ameeei ________ é lindo, chorei muito" dependendo da pessoa já é o suficiente pra me fazer querer ver ou não o filme. Os milhares de filmes já baixados pelas minhas irmãs, e os que pego fazendo troca de filme com meus amigos, dai já me baseio no gosto das minhas irmãs, que é muito bom, e dos meus amigos pra fazer ou não a troca. Eu julgo pelo título e comentários alheios (sem qualquer tipo de sinopse ou spoiler, apenas sendo círtica), e na maioria dos casos sempre acabo vendo excelentes filmes, mas em outros casos julgo mal o filme/livro pela capa e depois quando assisto/leio acabo levando um tapa na cara porque era bom e eu nessa minha julguei muito mal.

O caso se repete no meio musical, mas não sempre, meu estilo de me relacionar com música é outro que já contei por aqui algumas vezes.


Mas ocorre casos de eu ouvir sobre uma banda/cantor e já pegar implicância, foi o que aconteceu com The Black Keys
De maneira geral quando pego implicância com uma banda/cantor, eu ainda assim procuro sobre, escuto algo, pra ver se realmente não vale a pena. Mas as vezes, não, foi esse caso aqui.

Mais uma banda que virou sucesso no meio da mídia, participante de grandes festivais e que tava ganhando prêmio, sentia uma imensa de uma preguiça, achava que fosse mais uma banda de indie/pop/folk que só tem um CD gravado que fez sucesso e no terceiro álbum seria esquecido por todos. Eu estava errada


Venho assistindo ao Lolla pra ver o que tá rolando por lá e Blak Keys seria o headliner no segundo dia do festival, minhas irmãs estavam esperando os caras entrarem e eu esperei junto para ver qual era a dos caras. Não conhecia uma música sequer (ou achava que não, porque quem não conhece Lonely Boy ?) porque como tinha preguiça dos caras, eu não sabia nada sobre eles, ignorava e seguia minha vida adiante, um belo de um erro, então ainda bem que fiquei sentadinha esperando os caras entrarem com minhas irmãs pra dar espaço para conhecer o som deles.

De primeira a opinião balançou, nada de calça skinny com estampa étnica em nenhum dos integrantes, não eu nunca tinha ido ver nem foto dos caras, em alguns casos eu sou bem radical tipo como sou com filme mesmo. Os caras tinha um estilo normal, e o baterista (Patrick Carney) com um estilo mais nerdiznho (The Big Bang Theory, olá Howard!) de ser me deu uma cativada (o fato dele ser o baterista, nem conta, magina).
Os caras subiram, tocaram, não humilharam, apenas tocaram, no jeito deles, sem oportunidades (iiiinfelizmente) de solos pro Patrick mostrar seu humilde talento como David Grohl mostrou no festival do ano passado, sem ficar mandando a galera balançar a mão pra um lado e pro outro, sem muito diálogo sequer, sem ajuda de grandes efeitos no palco, só subiram fizeram o trabalho (hiper chato, ô!) deles e desceram, foi o suficiente pra mim.

O fato de ser ao vivo já muda tudo e coloca muito mais amor e emoção na coisa. O fato deles terem me surpreendido também, nunca ia imaginar que Black Keys tocavam um rock com pegada no blues. Me apaixonei. Representa bem o estilo de som que curto ficar ouvindo, que dá vontade de dar uma levantadinha e dançar com pausas pra ouvir os vários solos deles e curtir muito o som. Enquanto a sala reinava no silêncio porque a gente assistia atentamente o show, minha cabecinha no sofá balançava pra cima pra baixo pro lado e pro outro enquanto sentia as perninhas da irmã do lado se movimentando conforme a música. 

Os cara não são geniais quando o assunto é letra, tudo beira ali no amor, mas são bons no som, algo bem prazeroso de ouvir. O suficiente pra eu e Débs querermos baixar a discografia dos caras e então assim ela fazer. 



Como sempre quando curto uma banda, mergulho de cabeça nos caras e vou ver se eles também são bons fora do palco. Fui ver vídeos, ler artigos e entrevistas. Descobri a bagunça que Patrick causou no twitter com os fãs do Bieber, gente, aumentou meu amor! Descobri que o cara deu uma implicada numa oportunidade boba que surgiu, que eu também aproveitaria, e ainda tem um tom de humor irônico muito bom! Além de falar mesmo o que pensa, sem ligar pra opinião alheia.

A mesma história de amor aconteceu com Mumford & Sons, os conheci na apresentação deles no Grammy em 2011 e a história perdura até os dias de hoje, espero que assim aconteça com The Black Keys.



Mais um festival cumprindo seu papel.

Amizade

As irmãs gêmeas de Agatha Christie.

quarta-feira, março 20, 2013
Eu tive minha época ápice de leitura dos livros da Agatha Christie, foram tantos títulos que os misturei todos e mal sei por eles se aquele já foi lido ou se estou confundindo com outro.

No meio de toda essa confusão, em um dos livros, que claro não lembro o nome, para ser sincera eu não me recordo muito bem nem da história, eu gravei umas partes por algum motivo desconhecido e as levo comigo para a vida. As partes que ela fala sobre a relação de irmãos gêmeos.

O pior é que levo comigo como um dado científico, minha mente tomou como verdade, e então tudo o que ela fala de irmãos gêmeos no livro, mais especificamente de duas irmãs gêmeas, eu tomei como verdade. Graças a isso, meu desejo de ter filhos gêmeos desapareceu, por motivos de medo. Mas parece que eu meio que ganhei da vida uma irmã gêmea.

No livro ela fala que tudo entre as irmãs acontecem no mesmo tempo (isso foi o que mais me marcou). Elas nascem juntas, crescem vivendo as mesmas fases juntas, e quando uma casa a outra casa, e quando uma tem filho a outra tem filho e quando uma resolve se matar a outra vai junto.
O livro ainda fala que por elas serem assim tão próximas elas acabam tendo uns momentos de desentendimento vez ou outra aonde se afastam, e ficam um tempo colhendo sentimentos contrário uma a outra, mas isso não dura muito, porque o amor é maior e a ligação que elas têm é única, elas precisam voltar a se falar, trocar informações, compartilhar de verdade a vida (o casamento). É tudo igualzinho.

Acho que em 2008 Deus resolveu me presentear com uma irmã gêmea para chamar de minhã, a começar pelo nome, que é Sarah. Vivemos juntas por aí e sempre quando vamos nos apresentar é "Sarah, e ah Sarah também" acompanhada daquele risinho amigo.

Durante 3 anos a paixão por humanas foi sendo nutrida em ambas as partes da irmandade, até que em 2010, depois de muito lutarmos contra, nós duas resolvemos largar nossas então primeiras opções de faculdade, e resolvermos fazer o mesmo curso, que só existe em uma faculdade aqui no Rio. Ou seja, mesmo nome, mesmo curso na faculdade (que pra quem não sabe é Museologia, ô coisinha rara e resolvemos logo as duas fazermos o mesmo), e mesma sala de aula, de novo (já que já fazíamos o ensino médio juntas). Não sei acho que alguém passou uma cola de grude e ficou. Até porque não planejamos fazer o mesmo curso, foi algo completamente natural e espontâneo.
Nos tornamos as Sarah's em 2008 e permanecemos conhecidas como as Sarah's até hoje. As Sarah's que vivem juntas, que fazem o mesmo curso, que moram na mesma cidade, que faltam juntas, que sempre fazem trabalho juntas, que parecem necessitar uma da outra para viver, mas que não é verdade, a gente consegue viver uma sem a outra (mas só por um tempo, lembra do que falei das irmãs gêmeas lá em cima da Agatha Christie né?) mas a vida parece não querer separar a gente.

Depois da faculdade já era, coisas pessoais demais para serem compartilhadas por aqui aconteçaram na vida dela e dias depois aconteciam na minha, ou vice-versa, as vezes era (ainda é) assustador a tal ponto de nem se passarem dias, enquanto eu compartilho a coisa com ela, ela já dá aquele pulinho para trás porque o que ela tinha para compartilhar comigo depois de uns dias afastadas (leia-se: final de semana) era a mesma coisa.
Detalhes da vida, coisas pequenas, como também coisas grandes, tanto que é normal a gente falar nas nossas conversas "para de me imitar", como a outra Sarah diz "Para de me imitar, para".

Amiga, eu tento, mas é tão natural...

Hoje aconteceu isso de novo. Enquanto eu resolvia a papelada de um lado ela resolvia do outro, e as duas trocavam mensagens de felicitação, por termos conseguido estágio/bolsa aonde/com quem queríamos, de novo, na mesma época, nos mesmos dias bem dizer. Dai eu parei para pensar e mandei uma para ela "até isso a gente consegue junto!".

Óbvio que tanto amor tem lá seus desencontros, apesar de não termos nossos momentos de ódio como os das irmãzinhas da Agatha Chisrtie, nem tudo é tão igual assim.

A maioria dos nossos pensamentos são iguais, apesar de óbvio, claro, terem uns diferentes, até mesmo dentro da nossa área, ela é mais para o tradicional eu sou bem mais para o diferente, o novo.
Mas quanto a homem e a comida, a coisa difere bem.

"É óbvio que ele é bonito!" falou a Darley, só me limito a responder "Ok, cada uma tem seu gosto."

"Suco de maracujá é o meu preferido."
"Erg, não curto muito prefiro o de manga."
"Odeio o de manga."

Ou então como foi hoje.

"Vai querer o de limão ou o de maçã?"
"De limão, odeio o de maçã."
"Eu AMO o de maçã!"

Mas a gente vai se entendo, sem ter que brigar por isso.
Até porque no essencial a gente continua concordando e compartilhando: homens com barba e chocolate <3

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