Solidão. Solidão. Solidão. Ecoa.

22 de novembro de 2012

Resolvi me mascarar, coisa que sempre critiquei. Máscaras caem e temo o dia que isso aconteça comigo, espero apenas que ela passe.
Aprendo a não criticar, aprendo isso quando passo por uma crítica que já fiz, então posso dizer que estou aprendendo agora. Elizabeth é minha máscara, ou seja, eu mesma. Me escondo no meu refúgio de liberdade, encorporando meu Eu.
Aqui, aonde estou, aonde não consigo andar, estou só. Solidão, companheira tão fiel, mas que me passa a sensação de frieza nesse momento. Talvez não seja só sensação.
Oh céus pelo menos alguma coisa merece ser sincera atrás dessa máscara (não que tudo não seja, há mais pureza do que do outro lado ouso dizer, mas já volto atrás com a palavra). Dentro da sinceridade digo que isso não é um talvez de sensação de frieza, isso é apenas sensação de frieza, pois é o único sentimento que ousa arder em minha pele.
Sentir o arder da frieza é algo que eu espero que vá embora junto com a máscara da Elizabeth.
Como me artomentas?
Acho que essa é uma fase em que todos chegam, e agora consigo compreender.
Entrei nela quando entrei na liberdade. Me atirei na liberdade, mas em momento algum me passou pela cabeça que era nessa fase que entrava. Me atirava na liberdade porque digo que me atirava em mim mesma, tem algo mais liberal do que se experimentar? Isso que estava fazendo, sem saber que o fazia, foi quando pus a máscara no momento que pensava que retirava. Ilusão minha, ilusão.
Agora a liberdade é negra pela névoa cinza que me rodeia, névoa desconhecida que temo em conhecer.
Não consigo acreditar que não previ esse meu futuro, mesmo que ele fosse imprevisível.
Soltar as pontas e estar nessa sozinha. Sozinha. Palavra que ecoa em minha mente.
Querido, me faça companhia. Temo ler tal máscara. Temo me conhecer, me despertar.
Deus, eu te amo e obrigada.

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