Minha relação de amor e ódio com a música.

7 de julho de 2012


Eu já falei algumas vezes por aqui sobre minha relação com a música, mas nunca fiz um post dedicado a isso.
Aqui estou eu (depois de um momento de envolvente paixão por Zach Condon) fazendo esse post.

Há algum tempo em uma conversa da minha irmã Débora com minha amiga Darley sobre Beirut eu disse que não curtia nem um pouco a banda, que era uma chatice! Sim minha gente, eu um dia falei que Beirut é uma chatice! Problema é que eu já falei isso praticamente para todas as bandas que eu amo hoje em dia.

Minha relação com a música é bem minha apesar de ser bem igual a da minha irmã. Ela é assim: ouço a banda e não curto, não vou com a cara, tenho sempre o que reclamar do som. Passado um tempo, ouço a mesma banda e não consigo parar de ouvir, só faço elogios e fico por um bom tempo apaixonada pela banda/cantor (a). Simples de explicar, não?

Quando fui apresentada ao Beirut simplesmente não curti, achei o som estranho e não fui com a cara, tudo muito forçado pensava eu.
Meses depois eu estava ouvindo um CD no meu computador e amando, quando fui ver quem era, adivinha? Beirut, é claro. O som é delicinha e Zach Condon um gêniozinho!



Hoje (sim, hoje!) vendo o Zach cantando O Leãozinho, me rendi de paixão e amor por ele, e tem como não? Daí percebi que eu já tinha pensado e falado mal dele e da banda há um tempo. Não sei como fui capaz!
Só que como eu disse acima eu já fiz muitíssimo isso, quase sempre, para não falar sempre, eu faço isso.

O que mais me marcou nessa relação com a música foi Coldplay. Um amigo meu do colégio vivia colocando os caras super lá em cima, ele me enchia de vídeo e músicas deles na internet, falando "Não, como assim você não gostaaaaa? Não tem como não gostarrrrrr! Escuta Clocks cara, é SHOW!" , e eu pensava "aff que saco", eu simplesmente odiava, achava horrível. Até que eu passei por uma fase beeeeeeeeem longa de amor intenso por Coldplay, achava Clocks o máximo! Fix you, eu era apaixonada! Tudo o que um dia meu amigo encheu me mandando e eu não aturava, no outro dia eu não conseguia não elogiar.
Citei Coldplay agora, por que foi o máximo, foi realmente do ódio à paixão.


Vi Na Natureza Selvagem e um amigo meu que é apaixonado pelo Vedder, me encheu pra eu baixar a trilha do filme com alto nível de elogio, lá fui eu, simplesmente não fui com a cara, não rolou frisson nenhum com as músicas! (NÃO ME BATAM! Até o final do post vocês vão querer me matar rs). Meses, meses depois minha amiga da faculdade me emprestou o DVD dele, e nossa, gente tem como não se apaixonar? As músicas são ótimas, incríveis!

Bob Dylan, é minha gente, o próprio! Eu achava a voz do carinha insuportável, e convenhamos que ele não é lá o que chamamos de cantor prodígio em relação a voz né? Mas isso não é e nunca foi problema pra mim, pelo contrário acho a música mais emocionante, mais bonita com uma voz desafinada, cortante, seca do que com uma voz perfeita. Mas a voz dele simplesmente não passava! Até ter um insight colocar Bob Dylan para tocar em uma tarde de estudo e não conseguir tirar.


Essa é minha relação básica com a música, e costumo dizer que isso acontece com todas as bandas que conheço e gosto, mas na verdade não é bem assim. Tem alguns cantores que conseguiram atingir meu coração sem passar pelo ódio antes.
Switchfoot foi direto, Los Hermanos foi direto, Brooke Fraser foi direto, Jon Foreman foi direto, Djavan foi direto, certeiros no meu coração, com paixão desde os dias que os conhecia até hoje. Palmas para eles gente, eles merecem, é , eles merecem.

Acho que todo o resto que curto ... passou pelo ódio antes de chegar ao amor.



Como um dia fui capaz de falar mal desses caras?

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