Lola e eu.

29 de julho de 2012

Há uns meses, eu não sei se esse ano mesmo ou se ano passado, também não faço muito esforço para lembrar, meus pais deram minha cachorra, a Lola. Na época sabia que não havia esforço que eu fizesse que mudaria a decisão deles, e me via sozinha na tentativa de não deixar isso acontecer, os motivos deles eram válidos e sabia que para a família essa seria a melhor decisão, mesmo não querendo.
Lá se foi a Lola e quando isso aconteceu não derramei as lágrimas que isso merecia, caiu uma aqui e outra lá, mas apenas. O mais doloroso foi logo depois se acostumar a não ter a Lola por aqui. Ir se aproximando da porta do apartamento e não ter latidos vindos lá de dentro, levantar do sofá e não ter que olhar para o piso branco para ver se ela não esta deitada ali correndo o risco de pisar nela, acordar, ir na cozinha e não olhar a área de serviço para ver se precisava limpar algo, andar despreocupada sem precisar olhar para trás para ver se ela estava me seguindo. Porque o vazio era horrível quando esperava pelo latido e ele não vinha, quando olhava para o chão e me tocava que aquilo era desnecessário porque não tinha mais risco de pisar em nada, por vezes olhava para a área de serviço e se via algo já ia pensando que tinha que limpar, até me acostumar que ela não me seguia mais enquanto andava pela casa demorou um pouco.
Até que fui me acostumando, me habituando a não ter mais a querida Lola.
Depois de um tempo, deitada na cama, antes de dormir, rolando para lá e para cá, comecei a pensar na Lola, pela primeira vez me permiti sentir de verdade a falta dela, relembrar como era tudo com ela, me permiti sentir isso e chorar por isso. Derramei todas as lágrimas que ainda não havia derramado, até sentir o nariz se entupir e a cabeça arder em dor. Como eu senti aquela cadela safada! Relembrei coisas que eu nem havia notado de verdade enquanto vivia, entendi quando as pessoas falam "eu posso sentir o cheiro, só de lembrar!" porque pude sentir o cheiro dela quando voltava da tosa e do banho! Relembrei as manias bobas dela, e detalhes que só a gente que vivia com ela conhecia. Como eu amava aquela cadela!

Já tem um tempo que sinto muito, muito a falta dessa cachorrinha. Quero apenas aperta-la e fazer carinho naquela barriga gostosa enquanto ela sorri para mim através das suas lambidas de carinho.
Senti tanto, que me permiti até ir além. Dia desses enquanto saia do carro na garagem do prédio minha mãe foi ao me encontro e ao do meu pai, e com a cara que ela sempre faz quando tem uma surpresa me disse "Vai indo na frente" e ficou por lá com papai, fui animada pensando "tem surpresa!" me permiti pensar "será que é a Lola, eles trouxeram a Lola de volta?" abri a porta realmente esperando umas lambidas, mas nada.

Depois de uns dias, na verdade uns dias atrás.. Eu tive um sonho em que meu pai me dava dois cachorros de porte grande, mas eles eram ainda filhotes. Eram tão lindos e como eu fiquei apaixonada por eles no sonho! Isso serviu para me deixar o dia todo e o posterior a ele, carregada na felicidade.

Minha mente parece ter gostado de sonhar com cachorros, deve ter visto o quanto isso me faz bem e me deu outro sonho com eles essa noite, porém um melhor do que eu podia imaginar.
Estava no fundo do ônibus sentada, quando percebi que meu ponto se aproximava fui correndo para a porta lá na frente, quando olhei a minha irmã Débs estava lá na frente segurando um poodle branco muito parecido com a Lola, perguntei se era a Lola, ela disse que sim e explicou que a moça (apontando para a moça perto dela) não a queria mais e ia abandona-la na rua, obviamente a Débs não permitiu que isso acontecesse e pegou a Lolinha para voltar a morar com a gente. Mal pude acreditar, abracei tanto aquela cachorra e como chorei! No sonho, tudo isso que acabei de contar acima havia de fato acontecido comigo, ou seja, eu estava  morta de saudade daquela cachorra e queria, como queria abraça-la! Finalmente pude fazer isso.
O sonho pulou para outra parte onde eu estava com uns amigos em um lugar que parecia uma feira de ciências escolar, até que todos começaram a ir embora e eu fui também, correndo no caminho para casa com pressa até chegar no meu prédio ( que era bem diferente do prédio que moro atualmente, meu apartamento era bem maior ). Entrei, dei boa tarde ao porteiro e subi correndo só pensando em brincar com meu cachorrão (um desses dois que meu pai havia me dado no outro sonho que contei acima, mas ele nesse sonho de agora era marrom e não branco) e brincar com a Lola. Subi correndo e fui recepcionada pelo cachorrão e suas lambidas, fui logo pegando a bola e tacando pelo corredor para ele ir pegar, enquanto ele ia eu fui ao quarto e lá estava a Lolinha vindo brincar comigo e querendo ir atrás da bola também, não permiti porque o cachorrão correndo poderia machuca-la, preferi ficar com ela no quarto e tacando a bola para o outro no corredor.

Acordei apaixonada por essa cadela e sentindo mais do que nunca a falta dela. Nunca ia imaginar que teria um sonho tão gostoso como esse.

Como eu amo essa cadelinha, como eu amo!

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