Life is Crazy

11 de julho de 2012

Há 3 anos atrás olhava pra vida e me perguntava o que que era vida. Essa vida que as pessoas adultas tanto falam, na época tinha 15 anos e estava no segundo ano do ensino médio, estava saindo de uma paixão dolorosa que havia me ensinado bastante sobre o que é a tal vida, mas acho que parava ai. Achava a vida muito calma, meio sem graça, mas eu gostava dela.
Com 16 anos, no terceiro ano pré-vestibular, comecei a entender um pouco mais sobre isso que tanto inquietava, vi a pressão desse mundo em que vivemos, vi a nossa importância para ele que é basicamente essa: importamos quando estamos funcionando, quando estamos sendo útil para eles, entendi um pouco mais sobre a vida e digo que não gostei muito do que descobri.
Agora, 3 anos depois com 18 anos no terceiro período da faculdade, minha frase de frente de batalha é : Life is crazy. Acho que não existe outra melhor, ou existe? Acho que não. Lá aos 15 anos no segundo ano, uma amiga de classe disse da forma mais natural possível que a vida era uma piadinha de mal gosto, e eu não concordei muito apesar de concordar um pouco, mas acho que agora ela concordaria comigo que a vida é louca.
Minha noção de vida dos 15 para os 18 anos mudou muito! Me pergunto e me assusta um pouco o que ainda está por vir e o quanto ainda esta para mudar. Ok, que nessa idade, nesse período é a época que as coisas mais mudam, e o mundo ao redor também, mas quando vejo um senhor já nos seus 60 anos me pergunto o que ele não deve ter para oferecer de conteúdo sobre a tal vida.
A vida me surpreendeu muito e com tapas e carinho foi me ensinando quem ela é. O mais interessante é que as coisas mudaram muito ao mesmo tempo que quase não mudaram, acho que a melhor forma de colocar isso é dizendo que as coisas quase não mudaram só amadureceram. Meus pontos de vista e forma de pensar, enxergar amadureceram, poucos foram os que mudaram, mas esses que mudaram, foram essenciais as tais mudanças e sou muito feliz por elas, ainda quero mudar muito nessa vida, como ainda quero amadurecer muito mais minhas ideais, minha forma de enxergar e viver.
Com 18 anos consegui aprender a enxergar melhor os outros, a julgar menos, a ampliar a vista ante os sentimentos, a ter mais sabedoria, a amar, a sofrer, aprendi o que é dor, desespero, felicidade, e creio estar finalmente descobrindo o que é vida.
Sou tão nova, tão bobinha, tão inocente, e vejo como era mais ainda a 3 anos atrás fico me perguntando como vou estar daqui a 3 anos e o quanto vou me achar nova e bobinha agora, se as coisas vão mudar tanto assim.
Se pudesse faria um diário na minha mente com todas essas mudanças para vez ou outra folhear ele e rir um pouco, ter umas surpresas e uns espantos, como faço no fim do ano ao olhar como foi todo aquele ano que se passou.
Fico me perguntando aos 60 anos o que será a vida pra mim e se a minha frase de frente de batalha ainda vai ser a mesma.
Com um certo temor, já que as coisas mudam muito, afirmo que aos 60 anos provavelmente ainda irei cultivar a ideia do tal diário mental para ter o prazer de rele-lo desde os meus 15 anos e ver todo esse processo acontecendo dando risadinhas de mim e da tal vida que vem mandando piadinhas de mal gosto por todo o caminho.

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