Elizabeth do ruivinho.

29 de julho de 2012

Entrei no ônibus e lá atrás avistei o meu amor, andei com calma e me sentei ao lado dele. Conversamos como só a gente sabia conversar. Aquele tipo de conversa que me mostrava porque eu o amava e porque me sentia tão bem ao lado dele, tão bem com aquele riso. Novamente percebi o quanto ele me completava, e como o queria.

Descemos do ônibus, e o que aconteceu do lado de fora não tem importância.

Já atrasada para entrar no ônibus para voltarmos, passei por entre umas pessoas para entrar logo, com pressa, quando entrei vi que já era tarde. Olhei para o fundo e novamente avistei o meu amor, lá estava ele, mas dessa vez já acompanhando, vi que uma outra menina se assentava ao seu lado, uma outra que eu nem ao menos conhecia, via como eles conversavam e riam, e fiquei a observar. Sem que eu notasse o rosto dele se virou e seus olhos se encontraram com o meu, nesse instante ele falou sem precisar mover os lábios que sentia muito, que não pôde fazer nada, ela havia se sentado antes de eu entrar no ônibus. Pensei que ele poderia ter evitado se tivesse guardado o lugar para mim. Mas nesse momento percebi que eu o havia  perdido, que agora ele era dela, e não havia nada a ser feito, o meu amor já não era mais meu.

Percorri o ônibus com um olhar atrás de um assento, o ônibus já estava todo ocupado, mas havia um assento ao lado de um conhecido, não um amigo, ou um colega, apenas um conhecido, que não havia sido ocupado ainda, percebi que aquele era o melhor lugar para me sentar. Fui com calma até lá e me sentei.

Começamos a conversar, até ele soltar um riso para mim que indicava que ele não queria mais ser apenas um conhecido e muito menos que gostaria de passar para amigo agora, ele queria mais. Foi o suficiente para eu me travar toda, mas permitir que a conversa continuasse. Ele se utilizou bem disso, me surpreendendo. Era incrível como aquele garoto era bem mais do que eu imaginava, como uma conversa com ele podia ser bem mais agradável do que eu pensava. Era agradável estar ali, com ele. Pensei comigo mesma "Ok Elizabeth, não seja tão cruel com o menino, ele pode te surpreender ainda mais, lhe dê uma chance, por ele e por você. Apenas.. Quem sabe?". Me permitir tentar. O ruivinho me surpreendeu novamente. Lançou seu braço envolta de mim e aquilo foi agradável, me deitei em seu peitoral e estar ali, nos braços dele era indescritivelmente aconchegante como eu nunca poderia imaginar. Aquele ruivinho gordinho sabia surpreender!

Percebi que havia outro caminho, que o meu amor que estava ao fundo e que já não era mais meu, já era de outra, poderia ficar para trás, e que eu de uma forma feliz e agradável poderia ser de outra pessoa, de uma pessoa que jamais havia passado pela minha mente, por nunca ter me permitido conhecê-la, eu poderia ser daquele ruivinho gordinho do abraço aconchegante. 

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