Sonho da Família Peixoto

10 de março de 2012

Acordei em um pulo por causa do sonho que estava tendo. Fui para o banheiro, decidi não pensar nele porque me dava medo, pensei melhor, achei que deveria escreve-lo, sei lá porque, lavei a boca, sentei em frente ao notebook e escrevi o texto abaixo. Escrevi como vinha, sem me preocupar com nada. É apenas um sonho,  como todos os outros, sem cabimento, escrito por uma pessoa que não tinha mais nada de interessante para fazer.
Ah, primeira vez que faço isso, mas não foi a primeira vez que quis fazer, enfim, por isso resolvi publicar no meu blog, uma forma de guardá-lo.

Sonho da Família Peixoto.


Depois de minha mãe ter sumido para conseguir arranjar um pedaço do bolo da festa que não sei por qual motivo resolveram fazer parecendo com textura de salsicha, eu fiquei perdida sem ela. Encontrei uma amiga, cadê ela, a desencontrei.
Caminhei para um outro lado do local que parecia um labirinto redondo e dentro dele, lá para esse outro lado, uma reunião que parecia polêmica pela animação dos participantes. Achei minha mãe, sorrindo, enquanto debatia com outras mulheres, num ambiente bem sério e desconfortável, a reunião era sobre o bolo da festa, ela ainda estava atrás dele. Por que? Mães... Aquilo não me interessava, resolvi sair atrás de alguém conhecido, precisava ter alguém por lá, em algum lugar, essa festa acontecia anualmente ali (aonde quer que esse "ali" esteja se referindo, não sabia mesmo aonde estava) a festa era muito celebrada, todos iam. Achei.  Meninas da igreja, finalmente! Corri e sentei ao lado da Fernanda, do meu outro lado a outra Fernanda. A Fernanda do lado direito começou a falar comigo daquele jeito neim, que só a gente consegue falar genuinamente, aquilo me lembrou algo que tinha vivido com alguém por ali naquela cidade, que no momento não me recordo quem era, eu então entrei na gargalhada, pelo sotaque e pela lembrança, a Fernanda do lado esquerdo levada pelo meu riso começou a soltar a gargalhada dela, quando me dei conta todas riam.
Fernanda, da direita, segurava um papel aonde ela olhava as coisas que me falava foi ai que percebi que ela treinava para uma peça, mas fui a única a notar isso, logo abaixo na rua aonde estávamos as pessoas que coordenavam o teatro e suas peças estavam lá, paradas comendo e falando sobre a peça. Quando voltei minha atenção para aonde estava o alto me chamou a atenção, tinha morros, todos com casas, mas no topo de um deles o trem passava, e ele fazia curva. O trem não faz mais curvas, era o que todos diziam. Uau era o teatro! Eles estavam treinando e apesar do trem não fazer mais essas curvas a anos que na verdade mais pareciam círculos, por ser perigoso demais, e todos viam o porquê, o teatro estava treinando para a peça e conseguiu que fizessem isso. Ninguém sabia, só eu percebi isso, e ainda assim continuei sentindo medo, aquilo assustava, podia sair do trilho a qualquer momento, e saiu. O trem veio morro a baixo. Corremos para cima, pode parecer estupidez, correr em direção ao trem, mas era a rua mais próxima que tinha para entrarmos e sairmos da frente dele. Entramos, o trem entrou junto, veio na nossa direção só podíamos correr. Cadê o grupo de teatro naquilo, não tinha nada de grupo de teatro naquilo! Quando fugimos do trem, eis que surge do nada o teatro em si! Como assiiiiiiim? O teatro tinha se soltado e agora se movimentava sabe-se lá como, já que em sonho tudo é possível, em nossa direção. Quando viramos e voltamos para a rua de onde viemos, a principal, tinha chegado a vez então do bondinho nos perseguir, nesse momento a cidade já estava um caos, estávamos todos desesperados, haviam coisas caindo por todos os lados, e fogo também, esses objetos eram todos pesados e seus choques com a terra estavam mexendo na estrutura da cidade. Corremos, com medo, todas, para um local onde pudéssemos nos esconder. Eu, Débora, Fernanda da direita e mais umas 3 meninas, não lembro quais, resolvemos que deveríamos subir. Subimos. Vimos um prédio, me lembrava o local aonde morei quando criança, fiquei com medo e pensei em fugir. Débora me empurrou para dentro, sorri, falei que lembrava um local agradável , ela disse que para ela também, resolvemos que por isso deveríamos continuar. Mas o local era feio, só de cimento, com umas escadas sem graça, com luzes fracas vindas de alguns comodos, escolhemos um e entramos. Havia um idoso e uma criança lá dentro, a criança foi a primeira a ver todas nós, com medo chamou o idoso que perguntou, querendo nos passar terror, quem éramos. Querendo ficar por lá mesmo, e já entrando, expliquei que só queríamos um local para nos abrigar enquanto aquilo tudo não acabava. Já todas lá dentro ficamos olhando pela pequena janela, que mais parecia um buraco na parede. A cidade estava destruída. Escuridão, fogo, cinzas e pessoas correndo, era o que restava dela. Toda a cidade estava sendo atingida, mas o alto não, ótimo lugar para ficar! Quando vi um míssel sobrevoando o céu e rodando e rodando, até cair. Ai meu Deus! Um míssel! Ok o teatro não tem nada a ver com isso. Até que minha mente teve um colapso e entendi sabe-se lá como que tudo aquilo tinha a ver com meu pai. Peixoto. A festa era uma cerimônia da família Peixoto a eles mesmos, essa família, a minha família, por parte de pai, tinha alguma coisa de importante.
Fiquei assustada vendo o míssel cair não muito longe daquele local denso e mal aparentado que eu estava, mas aliviada, não ia atingir a gente. Engano. Daquela explosão grande, vieram várias pequenas explosões nas ruas, nas casas, e aos poucos elas estavam chegando aonde nós estávamos. Numa bagunça de falas tentávamos resolver como íamos salvar nossas vidas, o que fazer agora, quando ouço de caixas de som perdidas por ai em algum lugar, um homem falando "Família Peixoto, fique aonde está, estamos indo até você. Família Peixoto, fique aonde está, estamos indo até você."
Desespero, desespero, desespero. Isso mais parece Ditadura Militar. Eu sou família Peixoto caramba. Essa família é importante, podem querer me salvar. Os homens estão se aproximando. Essa família é o motivo dessa festa, podem nos matar. Vou ou fico. Desespero, pessoas correndo,os homens estão se aproximando. Quando fico com medo fico paralizada. Fiquei paralizada. O resto só Deus sabe, é sonho, em sonho se pode tudo, até uma terceira opção.

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