Destruir Magrinha e Gordinha, ação!

27 de janeiro de 2012



Eu e Bruna somos melhores amigas desde a segunda série, não colegas, não conhecidas, não 'estudamos juntas desde', não companheiras, não, melhores amigas mesmo, sendo assim óbvio que nossas histórias começam desde novinhas.

Tem uma em especial que é das antigas, e que foi uma coisa de melhores amigas desequilibradas mesmo, coisa de criança. Lembro de termos prometido uma para a outra que não contaríamos, nunca, jamais, em nenhuma hipótese a ninguém, aqui estou em quebrando uma promessa, quem diria senhorita Braga?

Sempre quando lembro dessa história o que mais me lembro é de máquina de escrever, e que a gente tinha planos, entre outras coisas, mas na íntegra nem lembro muita cooooisa assim. No meu aniversário de 18 anos, dia 25 de Janeiro, a Bruna e  a Samara vieram dormir aqui em casa e dai resolvi abrir minhas duas caixinhas de lembranças, achamos coisas muito boas lá dentro, enquanto futucávamos perguntei a Bruna se ela lembrava do envelope aonde guardamos as coisas dessa história que envolvia máquina de escrever ela disse "uau" junto com um "nossa, tenho que procurar para ver onde está isso", a gente futucou mais um pouco a caixa, e puff, o envelope!



Comecei a ler e um turbilhão de coisas me voltou a mente! Tudo foi em 2004 (achei a data no caderno - a primeira foto do post), ou seja na quinta série, quando eu tinha 9 anos e ela 10, e tínhamos máquinas de escrever.
No caderno encontrei as informações básicas: Destruir a Magrinha e a Gordinha. Que na verdade eram dois amigos nossos de classe, mas éramos muito malandras, colocamos no feminino para ninguém suspeitar, mas nossa malandragem e esperteza não paravam ai, fizemos código para tudo, na verdade, nem escreviamos Magrinha e Gordinha desenhávamos dois quadrados um grande e um pequeno. A Bruna tinha um código e eu outro,e várias palavras tinham códigos.
Depois de termos invetado os códigos para nos comunicarmos nós levantamos nomes de suspeitos. Pegamos os nomes das pessoas que eles poderiam suspeitar, medimos a possibilidade de cada pessoa ser suspeita, e dividimos em dois grupos um para mim e um para a Bruna, e ai entra a máquina de escrever.
Nós iamos escrever cartas (vamos chegar nessa parte), mas não podíamos usar nossas letras, eles iam reconhecer para isso usaríamos máquina de escrever, sendo assim a gente tinha que descobrir quais dos suspeitos também teriam máquina de escrever, porque se fosse só eu e Bruna não adiantaria nada.

(o envelope, e escrevemos tudo no "caderno de informática", na aula de informática era quando planejávamos mais isso tudo)

Começam os planos, fizemos o Plano A, o B, C e o D. Cada um era uma etapa. Depois de conferidos os suspeitos, nós tínhamos que escrever uma carta para cada um dos meninos que queríamos destruir, marcando um encontro com eles, colocando local, data e horário. Era para fingir ser uma menina apaixonada, marcando um encontro. No caso, o encontro dos dois seria o mesmo, ou seja, mesma data, mesmo local e mesmo horário, quando eles fossem, iriam se deparar um com o outro.  Nesse plano (como nos outros), pensamos em vários detalhes como por exemplo parecer ser uma carta escrita por uma menina, como ao mesmo tempo parecer ser escrita por um menino, por conta de um dos próximos planos.

O outro plano, era irmos as duas, ou apenas uma, no "encontro" para ver se eles iriam.

(minha letra na direita e da Bruna na esquerda, lindas demais!)





E ai vem o próximo plano, se eles fossem, mandariamos outra carta falando que tinhamos amado o encontro, perguntando se eles tinham gostado, se eles não fossem, mandariamos uma falando que eles não foram e ficamos esperando. A questão é que eles não saberiam os autores das cartas, mas no encontro, quem aparecia lá, seriam os dois. Por isso a preocupação com a carta parecer de uma menina ao mesmo tempo que de um menino, porque se não fossem, pensariam ser realmente uma menina apaixonada e no próximo iriam, mas se os dois fossem e se deparassem um com o outro, não iriam entender nada, mas depois quando relessem a carta, pensariam que tinham sido enganados pelo próprio amigo (por isso a preocupação em também parecer ser escrita por um garoto), ou seja A Magrinha mandou uma carta para A Gordinha para sacaneá-la ou vice-versa. E assim ficariam um contra o outro. A gente queria mesmo que o plano fosse por esse caminho, porque ai um ficaria contra o outro, destruindo eles e amizade deles.

Infelizmente o caderno não esta completo, não sei aonde foram parar as últimas folhas, não sei aonde estão nossos esboços escritos na máquina de escrever, acredito eu que essas partes estão com a Bruna, tenho certeza que dei certas coisas para ela, porque se alguém pegasse algo de mim ou algo dela, não pegaria tudo e todo o plano, dividir ele era mais sábio.
Também não sei porque queríamos destruir eles dois, não sei como fomos deixando essa idéia de destruí-los de lado, e nem lembro como essa história toda de plano acabou.

Sei que para uma criança de 9 anos era bem espertinha, por todos os detalhes que colocava nos planos A, B, C e D, com todo cuidado do mundo, cheia de preocupação, e Brunita também da mesma forma, para uma criança de 10 anos era bem espertinha.

No final da contas isso só serviu para eu e Bruna rimos com medo de nós duas hoje em dia. Porque os dois, A Magrinha e A Gordinha, são melhores amigos até hoje.

Mas a gente ainda pode tentar destruir eles... Né Bruna? MUA HUA HA HA !




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