Natal das Bragas

12 de dezembro de 2011

Quando você sente falta de postar coisas sobre o dia-a-dia e pensa em algo para poder falar.


Esses dias conversando com as meninas da faculdade durante o almoço, me assustei ao descobrir que assusto as pessoas ao dizer que não tem ceia no natal da minha família.
O meu natal todo ano, eu digo TODO ANO, porque sim, todos os meus longos 17 anos de vida foram com minha família (minhas duas irmãs e meus pais, e cada ano o cachorro da vez, esse ano inclusive sem cachorros, oh o milagre de fim de ano ai!).
Natal mais que básico, eu, minhas irmãs e meus pais, reunidos na nossa casa, juntos. Não reunimos todos os parentes, porque não temos parentes que se possam fazer isso, sendo assim ótimo não? Tem gente que acha que não porque não temos ceia!

Lembro que o peru que meu pai todo ano ganhava minha mãe fazia quando ainda éramos (eu e minhas irmãs) crianças. Porém sendo minha mãe cozinheira de mão cheia como é, e amando a cozinha como ama não se contentava somente com o peru e a ceia, fazia todos os salgados e doces que estivessem ao alcance dela.
Levando em conta que éramos crianças e que na nossa família não tem o costume de jantar, (nunca tivemos) tendo assim um repulso natural a janta (e eu ainda tenho, muito), é claro que ao invés de cearmos íamos querer comer todas aquelas besteiras que ocupavam a mesa. E claro, era isso que fazíamos.

Com o tempo convencemos nossa mãe que era desnecessário fazer ceia porque ninguém ceava! Simples. Ceia virou coisa do passado na nossa família e os perus ficam no congelador até minha mãe achar alguém que queira ou um domingo de família para pôr no forno.

Apesar do Natal monótono de sempre, é uma delícia poder ter essa tradição única de família de poder passar o dia 24 para o dia 25 bebendo vinho e comendo bolinho de bacalhau enquanto a gente rir com a mão cheia de gordura de salgadinho e anda descalço pela casa.

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