Eterna lolita, minha lolita !

19 de janeiro de 2011

Quinta-feira, 19 de janeiro de 2011.


Normal é ouvir as pessoas falarem que você só sente depois que perde.

Senti hoje.

Desde criança que amo cachorros, lembro do meu primeiro, uma pequena poodle, filhote, champagne pelos lisos-enrolados, tão linda, tão pequena, tão fraca, me cativou.

Não durou muito tempo mamãe deu, e assim foi com os outros 6 cachorros que vieram depois dela. Pegávamos, e dávamos.


NoahPorém um dia alguma pessoa perguntou a mamãe se ela queria uma pequena poodle branca, filhote, como ela sabia/sabe da minha paixão por cachorros, pensando em mim foi lá pegar, melhor eu com meu pai fomos lá pegar. Ela veio correndo nos meus pés assim que eu entrei e pelo tamanho, e com a minha inocência de criança que ajudou bastante, pensei que ela fosse a mãe, pois falaram que era filhote né, mas não, era ela mesma. Realmente ainda lembro da cena, daquela bolinha de pelos lisos brancos, com sua língua rosinha para fora, toda feliz brincando nos meus pés.

A pegamos e fomos para nossa casa.

Pensei eu, que ela tomaria o rumo de todos os cachorros que vieram antes dela.

Mas não, não sei por qual razão, por qual motivo, exatamente com ela foi diferente.

Passou-se um ano, dois anos, três anos, quatro anos, cinco anos.

NoahE junto com os anos as lembranças foram se construindo. Lembro-me de quando sorteamos a data de aniversário dela, pois não sabíamos qual era o dia, saiu o dia do meu aniversário: dia 25. De quando escolhemos o nome dela : Lola, pois o cachorro da Hillay Duff tinha esse nome.

Das vezes que ela ficava com aquela carinha de santa pedindo colo nos nossos pés. Quando ela estava apertada e ficava correndo até a gente e indo pra porta, correndo até a gente e indo pra porta querendo fazer as necessidades dela logo. Todas as vezes que tentamos comprar ração de uma marca diferente, e ela não comia, medita do jeito que era. De como ela amava ir na rua, mas de como ela latia e latia também quando ia a rua. O quanto eu odiava quando mamãe comprava banana pois sabia que não teríamos paz até a banana acabar, porque ela ia viver na cozinha em frente a banana com cara de santa querendo uma e mais uma.

O tempo me ensinou a criar um carinho enorme por ela, e ama-la como nunca amei outro cachorro meu.

Com o tempo eu percebi que mesmo ela sendo uma cachorra, ela era uma companheira de verdade, de que ela mesmo sendo um simples animal, ela amava, amava muito mais que muitos humanos são capazes de amar.

Porém a história que com ela estava sendo diferente, voltou e tomou o rumo que sempre tomou com todos os outros cachorros, como sempre por motivos familiares, mamãe resolveu dar minha pequena Lola.

Hoje fomos eu e papai, que juntos fomos busca-la, dá-la a sua nova dona.

O adeus dela foi o xixi que ela fez em mim com a empolgação, como sempre, eu já estava olhando pra ela esperando pelo xixi, e ainda sim ela conseguiu me pegar, como outras vezes.

NoahE agora a pergunta que fica: será que ela esta sendo tratada com tanto amor como era tratada aqui, e ganhando todas as vontades dela que sempre fazíamos, já conhecíamos, como a moça irá fazer se não sabe, não conhece.

Será que ela também chora? Será que ela sente a minha falta como eu já sinto a dela?


" Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Água e comida já são o suficiente. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre, esperto ou não. Inteligente ou não. Entregue o seu coração e ele dará o dele ♥ "
- marley & me


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6 comentários

  1. Com certeza ela sente sua falta sim! Eles sempre sentem falta do primeiro dono, aposto que daqui uns anos, se você for vê-la de novo, ela ainda vai te reconhecer. Os animais também se apegam a gente, acho isso muito fofo! :3

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  2. Ao contrário de seres humanos, quando os animais são amigos, eles são de verdade. Todos.
    A minha morreu há quase 2 anos, e não há um dia que eu não sinta falta dela. Mas ao menos você poderá visitar a Lola, não?

    Lindo post :)

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  3. Eu sou muito sensível quando o assunto são animais, ainda mais quando são de estimação e tal. Quem sou eu pra criticar o ato de doar a cachorrinha? Deve ter sido um motivo seríssimo, com certeza, mas ainda assim é algo que requer coragem. Eu não consigo me imaginar fazendo isso, e deve estar sendo péssimo pra você! Não faço ideia do que devemos dizer em uma situação dessa, nem sei se eu deveria dizer algo, mas, olha, saudade é coisa que passa. Pense que você escolheu o melhor pra cachorrinha :)

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  4. Poxa vida, sinto muitíssimo! Sei como é, há alguns anos minha mãe deu uma cadelinha vira-lata que eu tinha, fiquei muito triste e chorei bastante. Mas temos que pensar que ela estará bem na nova família, que ela os cativará da mesma forma que fez com você. Hoje eu tenho um poodle pretinho, já vai fazer 8 anos conosco. ^^
    Bem, acho que tudo o que posso te desejar é força, já que a saudade é coisa que aperta mesmo. Beijo! =*

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  5. Ler seu texto me fez ter uma saudade incontrolável do meu cachorro. Com certeza ela sente sua falta também, tenho certeza. Adorei seu post e a sinceridade. Beijão :*

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  6. Oh, meu Deus!

    Que coisa triste,menina do céu!

    beijinho***

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