Projeto

Na varanda com as Bragas

domingo, dezembro 04, 2016
Eu entrei numa newsletter colaborativa com a minha irmã, a Debs, o que significa que muito provavelmente irei escrever muito mais por lá que por aqui.

O blog sem dúvida vai continuar no ar, e sinto que ocasionalmente eu voltarei aqui, mas no momento estou com vontade de escrever nessa outra plataforma.

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Dica

Colônia Del Sacramento

segunda-feira, outubro 31, 2016

Nesse post eu falei um pouco sobre eu ir viajar nas minhas férias, e ali entre as duas capitais, da Argentina e do Uruguai, tinha Colônia Del Sacramento, essa cidade histórica que pertence ao Uruguai, mas fica à uma hora de Buenos Aires.

Você vê muito pela internet as pessoas falando que pra quem vai à Buenos vale a pena dar uma passada por lá, e amigos meus me indicaram passar por lá também, mas o conselho geral é fazer um bate e volta ou passar uma noite, como eu queria dias calmos nas minhas férias resolvi ficar duas noites, foi a melhor coisa.
Pra quem está com pressa, ok, fique uma noite, mas se você tem tempo e quer aproveitar com calma a cidade, eu indico fortemente fazer como eu e ficar dois dias e meio.

Eu peguei o barco pela seacat em Buenos Aires, e rapidinho, em 1h, cheguei em Colônia, às 9h da matina. Já sai pra andar pela cidade, e me apaixonar desesperadamente, porque cada rua de Colônia é uma nova visão linda pra gente se apaixonar.

Se comparada com as cidades históricas brasileiras que eu conheço não achei Colônia tão pequena assim, e além da beleza histórica, o que dá o grande diferencial à cidade são as várias paisagens que tem para o Río de la Plata, por isso à comparam muito com Paraty, entretanto a achei com um centro mais charmoso e com paisagens de uma forma geral mais belas que de Paraty, apesar de amar Paraty também.

O segredo por lá é andar, você acha que já passou nessa rua mas passa de novo, você vai ver uma nova entrada que nem havia reparado, entra e descubra mais um cantinho charmoso da cidade.

Mas o que há pra fazer por lá Sarah? Algumas coisas (que você acha por vários sites na internet, então não irei listar nada aqui), não muitas, essas eu anotei no meu roteiro mas meio que fui pulando uma por uma hahahaha eu só queria andar pela cidade e descobrir a beleza dela em si. A única coisa que não pulei foi subir no farol, que dá pra ter uma vista do alto de toda a cidade. De resto, basicamente ANDA! E pare pelos restaurantes pra dar uma descansada, pegar um wifi, recuperar as forças e continuar andando rs.

O farol, você paga 20 pesos e sobe.









Ao lado da porta de entrada da cidade velha, e pertinho do Beco de Santo




De uma ponta à outra da cidade histórica você pode ir beirando o rio, tendo vistas diferentes mas igualmente lindas, para sentar, ler um livro e ver o pôr do sol, como eu bem fiz. Meu lugar preferido para ver o sol se pondo foi no píer do lado leste da cidade.

No píer

O sol se pondo, visto do píer

O píer

O píer

Os restaurantes de Colônia são algo à parte também. Não é algo barato comer por lá, se de alguma forma compensa a comida pelo menos era sempre muito boa, e os restaurantes uma lindeza.

Pertinho da porta da cidade velha fica o Boca de Santo, era uma portinha aberta que eu olhei lá dentro, achei interessante e resolvi entrar, que lugar mais gracinha! É cheio de verde (com cheiro de flor), como se fosse uma grande casa com um jardim aberto pra você comer por lá. Eu entrei uma vez, só pra tomar um café, e no outro dia voltei pra comer um hambúrguer que estava muito gostoso.

Boca de Santo
Boca de Santo

Na rua onde fiquei hospedada tem o La Taza de Té, muito parecido com o Beco de Santo, eu estava andando pela rua e vi uma porta que dava para um restaurante, resolvi entrar também e conheci o espaço (fechado) mais lindo de Colônia! É realmente uma casa, com a sala, depois a cozinha, onde nossa comida é feita, e tem uma mesa pra comermos por ali, e por fim um jardim aberto que é a coisa mais linda! mas que infelizmente eu não tenho nenhuma foto decente o suficiente pra postar aqui.
Fred é o senhorzinho que está sempre por lá preparando nossa comida e sendo um amor com a gente. Eu fui lá no dia que descobri e no dia que fui embora tomar café da manhã pra dar um tchau, e sair com um abraço gostoso da cidade.

La Taza de Té

La Taza de Té

La Taza de Té


Perto de onde eu estava, também havia essa pequena praia (que na verdade é com um rio e não um mar) onde eu vi um pôr do sol lindo demais, e onde eu fui de manhã cedo (antes de ir lá tomar meu café da manhã) me despedir da cidade. Então, tente não ficar só ali no centro histórico mas vá caminhando pela cidade toda, ao arredores do centro, tem muita coisa linda. Ao lado da rodoviária, por exemplo, há um espaço que beira o rio e é coberto por grama, árvores, e bancos, com moradores passando o tempo, uma delícia.

A tal da praia

A tal da praia

A tal da praia


A cidade é muito calma, eu cheguei numa sexta de manhã e amei porque no sábado (pelo o que eu pude perceber) haviam chegado ônibus de turismo, e a cidade ficou bem cheia, eu fui embora domingo cedo, então não pude perceber se as pessoas passaram a noite lá e domingo continuava tudo cheio, ou se tinham ido embora e já havia esvaziado. Mas mesmo bem cheia ela continua calma. 
Além de linda e calma, a cidade é muito segura. Fiquei em uma casa em que a dona deixava tudo aberto o dia todo, sem medo algum. 

Acho que o segredo da beleza de lá são dois: o rio beirando a cidade toda (que eu já falei acima), por dar várias paisagens lindas, de diferentes ângulos; e as ruas serem to-das arborizadas, mas muito! 



Uma rua qualquer (fora da cidade histórica). OLHEM ISSO!



 Entrei as três cidades que passei Colônia foi a que eu mais gostei de longe, sai de lá com o coração apertado querendo voltar já.
Momentos

Sobre não estar sozinha quando você está

quinta-feira, outubro 20, 2016
Eu sei que tem muito texto por aí sobre isso, mas eu precisava escrever nesse espaço para mim mesma. Então estou me permitindo fazer isso.


Em janeiro de 2015, quando eu não sabia que muita coisa ainda iria acontecer na minha vida nesse ano, quando ainda não era véspera do meu aniversário, quando o Yuri ainda não tinha embarcado para Portugal, nós dois estávamos na praia de Ipanema, era sol, a água estava ótima e estávamos os dois na nossa sintonia. Eu me formando dali a pouco, o Yuri se formava dali a pouco e a gente estava sempre a falar sobre o futuro.
Como boa pessoa de humanas, eu sonhava em me dar uma viagem pela América Latina como presente de formatura, o Yuri sonhava em se dar uma viagem pela América Latina com razões suficientes dentro de si. A gente pensou a mesma coisa, só que ao contrário. Eu pensei em começar por Montevidéu e terminar em Buenos Aires. O Yuri pensou em começar por Buenos Aires e terminar por Montevidéu. Isso talvez porque eu tivesse mais vontade de conhecer o Uruguai que a Argentina e ele talvez porque tivesse mais vontade de conhecer a Argentina que o Uruguai na época (e até isso mudou). A gente estava com a sintonia afinada porque pensamos no mesmo roteiro, no mesmo período do ano, sem nem precisar debater sobre.

Dali uns dias, eu estava conversando com ele pelo messenger, saí para trocar de roupa e quando volto ele está berrando meu nome o tanto quanto é possível fazer isso escrevendo, ou seja, usando caps lock e muitas letras repetidas. Tinha uma promoção de passagem, exatamente para onde queríamos, com dias suficientes para fazermos nosso roteiro, foi um tanto de mensagens como "vamos comprar?" "AI MEU DEUS, TÁ BARATO, VAMOS?" "você tem cartão?" "COMPRAMOS!!!!". No caminho do tempo, mesmo o Yuri estando em Portugal, ele parecia mais animado em sua próxima viagem comigo do que na que ele estava fazendo naquele momento, e eu ia me empolgando do outro lado, me apaixonando cada vez mais pelo nosso roteiro.

Mas acontecem coisas, a vida sabe? Minha vida mudou tanto, tanto... E nesse caminho a viagem ficou totalmente impossível de ser realizada. Impossível. Eu custei a acreditar que tinha perdido o dinheiro da passagem. O Yuri não foi sem mim, não queria e talvez nem pudesse também.

Eu fiquei com o roteiro na mente e veio 2016. Queria fazer umas viagens em 2016, mas basicamente não tinha companhia pra nenhuma. Arrumei com muito custo pra primeira, Paraty. Eu já estava pensando nas minhas férias, de novo, nessa altura e conversei sobre isso com a Karla, uma portuguesa que conheci em Paraty e estava a viajar pelo Rio de Janeiro sozinha. Disse que queria ter a mesma coragem pra fazer igual nas minhas férias, ela então me perguntou se eu andava sozinha pelo Rio de Janeiro, disse que sim, pra cima e pra baixo, ela me respondeu com uma pergunta "Se já andas sozinha por uma das cidades mais perigosas que há, qual o medo de andar sozinha por outras pelo mundo?", a Karla não sabe, mas isso foi uma chave no meu cérebro, era a mais pura verdade escancarada ali, na minha cara.

Logo depois de Paraty tinha São Paulo e eu estava sozinha de novo. Dessa vez tinha a Bruna que viaja sozinha por aí desde antes de entrar na minha vida. Era só São Paulo e a Bruna veio me lembrar que eu começaria fazendo minha primeira viagem sozinha por um local muito simples, ela tinha ido pra outro continente, e tinha dado tudo certo. Fui pra SP então. E logo depois, no outro final de semana, literalmente, era Uberlândia, e lá fui eu sozinha de novo. Ok que do outro lado eu tinha uma rede de amigos (e um amigo em especial) esperando por mim, mas durante o processo estava sozinha, certo? Certo.

E deu tudo certo. É incrível a sensação de você fazer tudo dar certo e no final você saber que pode contar apenas consigo mesmo para o que aparecer a sua frente.

Nessa altura eu já tinha minha passagem das férias compradas. Seria o meu roteiro e do Yuri, mas dessa vez só comigo. O Yuri não podia (mesmo que querendo muito) ir comigo e não tinha mais ninguém que pudesse. Mas eu nem sabia direito o que estava fazendo, sabe? Tinha comprado a passagem e estava esperando até o dia chegar e ver o que iria acontecer.

Eu cheguei em Buenos Aires de madrugada, morta. Quando acordei no banco do aeroporto, tinha um céu laranja surreal de lindo subindo pelo Río de la Plata, e eu, que vivo pra acreditar em sinais, acreditei naquele e fui com fé.
Cheguei no hostel e era uma brasileira a primeira a falar comigo, me oferecendo um sofá delicioso pra descansar, enquanto o quarto ainda não estava liberado, e um café da manha. Daí em diante foi uma série de bons acontecimentos. Peguei o metrô e desci na estação que queria, na saída que eu queria. Achei uma casa de câmbio com um valor bem legal pra trocar meus reais. Parei num café, consegui Wi-Fi e mandei mensagem pras minhas irmãs e pra minha mãe, dizendo que estava tudo bem, que eu estava bem e eu me sentia incrivelmente bem.

Nessa tarde eu estava literalmente sentada na grama da Plaza de Mayo ouvindo música, conversando com Deus e pensando o quanto que eu estava incrivelmente bem.

Não tem como explicar porque a gente carrega esse medo bobo, de onde ele vem, porque temos medo da solidão e de errar sozinha (a saída do metro, a fala na outra língua, como fazer o pedido no restaurante...) na frente dos outros. Tá tudo bem. Conforme eu fui vivendo, eu fui vendo que estava tudo bem. Não apenas errar (e dar meia volta, atravessar um sinal, e então se encontrar na calçada do metrô que você queria ter descido de fato), está tudo bem fazer tudo isso contando apenas com você mesma. E essa ideia de que isso não tem problema algum, ou erro algum, ou motivo algum pra temer me parece tão simples e boba e leve olhando agora.

Estou em Buenos Aires precisando escrever isso pra mim mesma, tendo ainda só uma pergunta no final. Como nunca fiz isso antes?


BEDA 2016

Dicas do Rio: Grão Café

terça-feira, agosto 23, 2016

A intenção era ir tomar café da manhã com a little sis na Cavé, mas a que queríamos ir (tem duas) ainda estava fechada e Ester resolver me levar nesse outro café que ela namorava há dia mas nunca tinha entrado, o Grão Café.
Ainda volto na Cavé e faço um post aqui, ok?

Mas agora sobre onde fomos. Fica na Rua Rodrigo Silva, número 18, no centro do Rio, cruzando com a Rua da Assembléia, relativamente perto do metrô da Carioca, é bem tranquilo de chegar.
O ambiente é bem aconchegante, já agrada de cara.

Pedi um café expresso batido com gelo e limão siciliano e que delícia que estava aquilo! A Ester pediu um expresso normal mesmo e também achou que estava bom. Nós duas pedimos pra comer um Panini que nada mais é que um pão de queijo rechegado com queijo e orégano que vai na chapa e fica uma delícia. É bem pequeno, mas com o café bastou.




Depois pedimos um waffle com calda de chocolate e sorvete que estava delicioso. A foto ficou péssima porque já tínhamos comida basicamente tudo, e não passa a imagem certa do sabor que a coisa tinha. Mas está valendo né?
Não é barato comer lá, mas estava tudo muito gostoso. Afinal das contas até curtimos que a Cavé não estivesse aberta, porque foi bom conhecer um novo café ali no centro. Já pretendemos voltar porque ficamos com vontade de experimentar outras coisas mais do cardápio.




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