BEDA 2016

Dicas do Rio: Grão Café

terça-feira, agosto 23, 2016

A intenção era ir tomar café da manhã com a little sis na Cavé, mas a que queríamos ir (tem duas) ainda estava fechada e Ester resolver me levar nesse outro café que ela namorava há dia mas nunca tinha entrado, o Grão Café.
Ainda volto na Cavé e faço um post aqui, ok?

Mas agora sobre onde fomos. Fica na Rua Rodrigo Silva, número 18, no centro do Rio, cruzando com a Rua da Assembléia, relativamente perto do metrô da Carioca, é bem tranquilo de chegar.
O ambiente é bem aconchegante, já agrada de cara.

Pedi um café expresso batido com gelo e limão siciliano e que delícia que estava aquilo! A Ester pediu um expresso normal mesmo e também achou que estava bom. Nós duas pedimos pra comer um Panini que nada mais é que um pão de queijo rechegado com queijo e orégano que vai na chapa e fica uma delícia. É bem pequeno, mas com o café bastou.




Depois pedimos um waffle com calda de chocolate e sorvete que estava delicioso. A foto ficou péssima porque já tínhamos comida basicamente tudo, e não passa a imagem certa do sabor que a coisa tinha. Mas está valendo né?
Não é barato comer lá, mas estava tudo muito gostoso. Afinal das contas até curtimos que a Cavé não estivesse aberta, porque foi bom conhecer um novo café ali no centro. Já pretendemos voltar porque ficamos com vontade de experimentar outras coisas mais do cardápio.




BEDA 2016

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quinta-feira, agosto 18, 2016
Sou muito curiosa. Sofro desse mal que também tem suas vantagens. Mas eu sou curiosa demais. Se estou lendo sobre algum assunto, como política, por exemplo, e não entendi alguma parte lá vou eu abrindo abas até entender e tudo se encaixar. Essa característica minha que me fez parar na fotografia analógica, por exemplo. entender tim tim por tim tim de como uma fotografia é feita.

Não suporto gente egoísta. Só pensa nela mesma, só quer falar dela, só se importa com ela, só faz se for também do interesse dela. E por aí vai. Vamos pensar mais nos outros!

Eu nunca vi filme das princesas da Disney na infância. Meus pais nunca foram muito fãs da Disney e eu nunca fiz muita questão de ver. Até hoje nunca vi vários clássicos deles, inclusive.

Eu já briguei algumas vezes com a Darley em um dos piores anos da minha vida. Porque foi um ano inteiro de crise porque estava passando por mudanças drásticas internas as quais eu não sabia lidar. Daí eu explodi várias vezes, e algumas delas foi com a Darley. Vejam bem, eu raramente explodo, especialmente com amigos. A coisa estava feia na época mesmo.

Quando criança eu troquei de colégio uma vez, porque queria porque queria estudar de manhã, e durei um mês no colégio novo, voltei correndo para o meu antigo e lá fiquei até terminar o ensino fundamental. Até hoje quando lembro desse episódio lembro como um mês horrível na minha vida.

Nesse exato momento é dia dos pais (esse post está programado para sair depois) e não tenho e nem quero falar muito sobre isso.

Eu morro de medo de perder alguém da minha família e ter que descobrir como viver com isso.

Eu sempre gostei de música. Eu era aquela pessoa que compartilhava fone no recreio e que indicava bandinha alternativa para os amigos. Também sempre gostei de filme. Tenho inúmeras memórias em que eu e minhas irmãs gastávamos rios de dinheiro nas várias locadoras do bairro. Era ritual ir sexta alugar filme para todo o final de semana. Que saudades senti agora.

Se eu pudesse, eu iria para outra cidade, morar um tempo sozinha, só comigo mesma, mas numa casinha muito da agradável. Porque queria muito ter essa experiência e porque cada dia mais aguento menos o Rio e essa coisa de cidade grande e seu caos.

Fico feliz quando posso ficar boa parte do meu final de semana na minha cama vendo série. Sad but true.

Se pudesse voltar no tempo eu tentaria registrar melhor minha infância e minha pré-adolescência, de forma cronológica e tudo bonitinho na minha mente.

Adoro sair para comer com os amigos e com os amigos para algum lugar ao ar livre.

Quero muito viajar para, sabe que eu não sei?

Eu preciso melhorar a forma como gasto meu tempo.

Não gosto de, atualmente, da forma como eu não consego administrar tão bem o meu tempo. Eu sempre fui de viver e deixar acontecer e vai acontecendo e se encaixando e sempre achei meio exagerado quem distribui tarefa certinho em horários fixos e pré-estabelecidos. O meu máximo sempre foi "a noite tenho que estudar", mas sem um horário certo para acabar ou começar. Agora eu vejo que pode ser bom para mim mesma colocar um horário certo para começar e acabar uma ação e tentar ao máximo cumprir aquilo, se não der, aí sim, não deu e não vou sofrer por isso. Mas percebi que quando coloco horários e deixo claro como vou gastar meu tempo, meus períodos de dia, tarde e noite (especialmente a noite) rendem muito mais.
BEDA 2016

Viagem: SP

quarta-feira, agosto 17, 2016

Por algum motivo besta eu sempre acreditei que não gostaria de São Paulo e nunca fiz muita questão de conhecer a cidade. Quando fui pela primeira vez fiquei com uma vontade de voltar mais por curiosidade que por paixão, diferente de como foi com Ouro Preto, por exemplo. Das vezes que voltei para São Paulo, a cidade foi me conquistando aos poucos, até que eu passei à amá-la, e é muito bom amar uma cidade.

Eu me vi indo do nada para lá nessa última vez, meio sem querer meio sem saber direito o que tava fazendo e com um empurrãozinho de bom ânimo da Bruna C. mesmo sem ela saber tão bem (hahaha, brigada Bru). Foi a primeira vez que viajei de ônibus para fora do Rio de Janeiro e já estava esperando uma viagem péssima já que não consigo dormir em viagens, além de um misto de pensamento que atrapalhava tudo. Acabou que como era de madrugada e como tinha tomado um remédinho eu dei uma cochilada bem ali no meio da viagem. Cara, chegar em uma cidade pela rodoviária é simplesmente fantástico. Já tem uma estação ali na Tiête, me resolvo muito bem com metrô, obrigada, cheguei no meu bairro nuns minutinhos.



Nessa viagem eu estava mal. Foi um par de dias depois do golpe com a Dilma, e foi simplesmente um choque pra mim ela ter saído, no dia que de fato isso aconteceu eu fiquei o dia todo chorosa, e quando fui pra SP, ainda estava, então achava até que seria bom ter um momento só meu comigo mesma para me recuperar um pouco.
Tomei café numa padaria perto de onde estava e fui para o MASP. O primeiro andar do museu estava com a exposição Histórias da Infância. E foi um paque.
Era uma exposição voltava para crianças e ela estava maravilhosa. Os quadros em uma altura abaixo do normal, na altura das crianças, legendas mais amplas, explicativas, e diversos quadros de diferentes países, retratando a infância de diferentes culturas sem pena em mostrar a realidade ou fazer uma crítica construtiva. Se eu já estava mal, eu fiquei pior vendo como crianças já são submetidas à preconceito racial ou de gênero, como elas precisam se inserir num sistema educacional já tão ultrapassado e que as limita de mil formas.
Acabei a exposição já meio que correndo e com o coração completamento apertado.





Então eu subi e fui para a exposição permanente do museu, em que as obras do acervo da instituição são apresentadas novamente nos cavaletes de cristal da Lina Bo Bardi, o que isso por si só já carrega um baita de um significado.
As primeiras obras apresentadas são de artistas europeus, pinturas da elite européia que estamos completamente acostumados a ver dentro de quadros mais acadêmicos. Eu estava mal e completamente crítica, tinha inserido mil questões políticas nos últimos dias, aqueles quadros simplesmente me fizeram não me fizeram bem e eu mal olhei cada um deles, fui mais passando rápido até chegar próximo ao fim das obras onde apareciam nossos artistas brasileiros modernos com todo um cunho político e social, que contradizia completamente com os primeiros quadros que vi ali e que significavam tanto, mas tanto, eu só soube chorar. Dei meia volta, desci meio que correndo para o banco do MASP que dá de cara para a Avenida Paulista e chorei me importando um pouco se estava sendo julgada pelas pessoas ao redor, mas sinceramente não tinha muito o que eu pudesse fazer. Nessas horas sou grata por ter pessoas que me compreendam tão bem como minhas irmãs, porque foi à elas que eu recorri tentando explicar o que estava acontecendo comigo ali naquele momento.

Já recomposta um pouco no hostel eu conheci a Camila, e ai lembrei que a melhor coisa que existe nessa vida são pessoas. Que a melhor coisa que existe em viajar é conhecer pessoas. Estávamos as duas mortas de fome então acabamos no Holy Burguer e que hamburguer bom meus amigos! Já tá no meu roteiro voltar lá na próxima ida à SP.


Viajar sozinha tem dessas de ter que lidar com você mesma. Nessa viagem eu mesma era um misto intenso de muitos sentimentos. Em uma noite fui para a varanda e ouvi Marcos Almeida, enquanto falava com Deus, e Ele começou a falar comigo de volta, especialmente quando tocou Sê Valente. E sabe quando você tem umas questões ali dentro que precisam ser tratadas e nem sabe? Quando você tem um misto que não sabe descrever muito bem o que é, mas o Pai vem e põe a limpo, te compreendendo ao mesmo tempo que cura? Foi bem isso que aconteceu. Comecei a enxergar um monte de coisa que carregava dentro de mim e nem sabia e comecei a enxergar a partir de uma perspectiva completamente nova para mim, da perspectiva que Deus enxergava e estava querendo me mostrar.


Também dei uma volta pelo Ibirapuera e é oficialmente o maior parque que já visitei. Fui na feira da Liberdade, e comi uns rolinhos primavera muito dos bons. Fui almoçar na Vila Madalena e me perdi tentando achar o Beco do Batman.

Voltei pra casa com bem menos questões dentro de mim e com um amorzinho por São Paulo, onde já já estarei de volta ainda esse ano. <3



BEDA 2016

Sobre séries e mulheres #2

domingo, agosto 14, 2016

Comecei a assistir Jane The Virgin depois de ser digitalmente influenciada -risos- pela Thereza Chammas no Melhor Grupo do facebook e pela minha amiga de trabalho. Simplesmente comi toda a primeira temporada. É uma série muito leve, carregada de humor junto com muito drama mexicano e com umas referências ao mundo pop graças ao Rogélio.

A protagonista é a Jane mas a história gira entorno dela e de sua família e é sobre isso que eu quero falar. Porque a família é formada por três mulheres, a própria Jane, sua mãe, Xiomara Villanueva, e sua abuela, Alba Villanueva. São personagens super bem construídas que formam uma família incrivelmente forte.

Jane é a mais nova das três mas ao mesmo tempo é muito madura. Sabe aquela pessoa que resolve tudo com listas (olá Rory?), que gosta de ter certeza quando toma uma decisão? Então, ela. Mas quando o assunto são pessoas queridas ela consegue muito bem abrir mão da razão e ir pelo sentimento, especialmente quando é pela sua família que é o que existe de mais importante pra Jane, mesmo que as vezes seja super difícil.
Ela tem uma sensibilidade muito grande em relação ao outro, visto a relação amigável que ela tenta ter o tempo todo com a Petra. 
Jane tem mil sonhos e se mostra uma mulher super forte em que luta por cada um deles, mesmo quando precisa lutar ao mesmo tempo por vários. Essa é uma das coisas que mais vejo de forma clara nela. Ela é uma mãe super forte com o Mateo como também se mostra super forte quando o assunto é correr atrás da carreira profissional dela. E esses dois pontos são mostrados de forma  genuína na série. A Jane é completamente humana, completamente como mil outras mães classe média que sofrem em querer ficar com os filhos o maior tempo possível mas ao mesmo tempo não podem esquecer que ela tem toda uma vida além do filho recém nascido e que não pode deixar tudo isso de lado. 

Mas Jane não seria tão forte e não conseguiria dar conta de tudo se não tivesse sua mãe, a Xiomara, ao seu lado.
Xiomara foi mãe nova, tendo que se virar muito cedo e acaba sofrendo um pouco de juventude tardia. Muitas vezes a Jane que precisa ser a mãe da relação e dar uns conselhos sérios ou impor limites. Mas todas as vezes que Xiomara precisou dar apoio para a filha, ela deu todo suporte necessário, especialmente suporte emocional. É ela que sempre compreende a Jane, dá conselhos e diz pra ela continuar quando ela quer parar ou diz para ela parar quando loucamente ela quer continuar. 

Mas nem Jane, nem Xiomara seriam essas mulheres incríveis, com todas suas qualidades se sobressaindo aos seus defeitos se não tivessem como exemplo a abuela, Alba Villanueva.
Alba pode ser rígida muitas vezes com toda sua crença, mas quando ela vê que precisa abrir mão disso pelo bem de sua filha ou sua neta, por mais difícil que seja, ela abre, e coloca sua família como prioridade. Ela trás a seriedade pra dentro de casa, trás a maturidade necessária, mas trás o conforto também. A abuela dá conselhos difíceis de serem ouvidos mas ela dá da maneira mais dócil que consegue sempre, porque dá com amor.

São três mulheres completamente diferentes e pra mim o que mais se destaca é o imenso respeito que elas tem umas pelas outras apesar dessas diferenças.
Elas brigam, mas conseguem manter o respeito em todo o tempo. E a maturidade com que lidam com as diferenças? Elas sempre, sempre, sempre conseguem conversar sobre o que causa tensão ou discordância e mesmo mantendo conclusões distintas ao fim da conversa, elas continuam se respeitando, respeitando os limites da vida da outra, e passam por isso.
É uma relação madura baseada no respeito, vêem?
É difícil você manter sua opinião quando difere da do outro e ainda conseguir ter uma conversa que termina bem mesmo que as diferenças se mantenham. Elas conseguem, e é de se admirar. 

Eu acabei a segunda temporada (a série ainda vai lançar a terceira) e foi bem interessante assistir essas relações de mães e filhas ao mesmo tempo que assistia (e continuo assistindo) Gilmore Girls e a relação de mãe e filha também existente nessa série.
É gostoso ver tanta representatividade assim ao mesmo tempo.

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